sábado, 18 de abril de 2026

22º dia pedalanças Belo Horizonte-Belém do Pará- Saindo de Alto Paraíso depois de três dias de descanso.

 09/08/2024
Difícil despedida de Alto Paraíso


    Depois de três dias de folga chegou a hora de partir. Vou embora de Alto Paraíso. Um pouco triste, pois não é fácil se despedir de um lugar tão maravilhoso e abençoado em sua natureza. Mas me sentia realizado, afinal é mais um lugar riscado de minha listas de lugares que pretendo conhecer algum dia. 
    E não é somente a beleza do lugar que me encantou, o ambiente é muito bom, uma energia boa pairava no ar. E essa energia me contagiava e se refletia também na parte física. Estava pedalando bem e sem me cansar. Talvez seja o ar puro e o visual do local. Ou algo superior... 
    Dormi em Alto Paraíso no lugar de sempre, depois que no primeiro dia quase congelei na grama do posto de gasolina. Tive a sorte de encontrar pessoas boas que me deixaram montar a barraca em frente do bar, com a obrigação de desmontá-la antes das seis e meia. Todas as noites foram excelentes, cheias de tranquilidade e paz. Aliás não vi nenhum desentendimento entre os moradores da cidade, uma única voz mais exaltada sequer. A paz domina o lugar e acaba contagiando as pessoas. Não vi nem cachorro brigando...
    Hoje irei pedalar até a cidade de Teresina de Goiás. Serão 70km em uma estrada solitária, segundo me informaram os moradores. 
   Tomo o meu café e sigo a estrada, que é uma delícia de se percorrer. Asfalto em excelente estado e a maior parte, descidas. Alto Paraíso está à 1272km acima do nível do mar. Na ida sofri um pouquinho para chegar, foram 70km de muitas subidas íngremes, entre São João D’aliança e Alto Paraíso. Agora estou descendo o que havia subido. Me arrisco um pouco deixando a bike pegar velocidade mas raramente passa algum veículo naquela Br. Qualquer descuido pode me causar sérios problemas. Mas o bom asfalto convida a sentir um pouco de adrenalina, é uma sensação deliciosa descer na maior velocidade e sentir aquele ventinho no rosto e o barulho do vento nos ouvidos. 



      A BR é bem solitária mesmo, quase sem casas e estabelecimentos comerciais. Aqui estou gostando dessa solitude. Estou sem pressa e curtindo ainda mais o caminho. Também não tem árvores para dar aquela sombra nas paradas para descansar. Consegui achar uma bem pequena, mas à medida que o sol ia passando tinha que mudar de lugar para acompanhar a sombra. Por falar no sol, ele estava bem forte na hora do descanso, por volta do meio dia. Acredito que é o dia que mais fez calor até hoje nessa minha viagem. Deitado na grama deu para ver na BR o vapor subindo do asfalto. Lugar para almoçar somente em Teresina mesmo.
    E não é somente a beleza do lugar que me encantou, o ambiente é muito bom, uma energia boa pairava no ar. E essa energia me contagiava e se refletia também na parte física. Estava pedalando bem e sem me cansar. Talvez seja o ar puro e o visual do local. Ou algo superior... 
    Dormi em Alto Paraíso no lugar de sempre, depois que no primeiro dia quase congelei na grama do posto de gasolina. Tive a sorte de encontrar pessoas boas que me deixaram montar a barraca em frente do bar, com a obrigação de desmontá-la antes das seis e meia. Todas as noites foram excelentes, cheias de tranquilidade e paz. Aliás não vi nenhum desentendimento entre os moradores da cidade, uma única voz mais exaltada sequer. A paz domina o lugar e acaba contagiando as pessoas. Não vi nem cachorro brigando...
    Hoje irei pedalar até a cidade de Teresina de Goiás. Serão 70km em uma estrada solitária, segundo me informaram os moradores. 
   Tomo o meu café e sigo a estrada, que é uma delícia de se percorrer. Asfalto em excelente estado e a maior parte, descidas. Alto Paraíso está à 1272km acima do nível do mar. Na ida sofri um pouquinho para chegar, foram 70km de muitas subidas íngremes, entre São João D’aliança e Alto Paraíso. Agora estou descendo o que havia subido. Me arrisco um pouco deixando a bike pegar velocidade mas raramente passa algum veículo naquela Br. Qualquer descuido pode me causar sérios problemas. Mas o bom asfalto convida a sentir um pouco de adrenalina, é uma sensação deliciosa descer na maior velocidade e sentir aquele ventinho no rosto e o barulho do vento nos ouvidos. 
      A BR é bem solitária mesmo, quase sem casas e estabelecimentos comerciais. Aqui estou gostando dessa solitude. Estou sem pressa e curtindo ainda mais o caminho. Também não tem árvores para dar aquela sombra nas paradas para descansar. Consegui achar uma bem pequena, mas à medida que o sol ia passando tinha que mudar de lugar para acompanhar a sombra. Por falar no sol, ele estava bem forte na hora do descanso, por volta do meio dia. Acredito que é o dia que mais fez calor até hoje nessa minha viagem. Deitado na grama deu para ver na BR o vapor subindo do asfalto. Lugar para almoçar somente em Teresina mesmo.

Pouca sombra no caminho. Dava para fritar um ovo no asfalto...

   A tendência agora é a temperatura ir subindo, à medida que vou me aproximando da região norte. Dizem que Tocantins é bem quente. Descobri que Tocantins fica na região norte e não no centro oeste, como imaginava, afinal esse estado surgiu da divisão do estado de Goiás. Depois irei passar no Maranhão, na região nordeste. E depois voltarei para o norte, no Pará, para finalmente chegar em Belém, o destino final. Mas pouco me preocupo com o final da viagem, o grande barato de uma cicloviagem é a própria viagem, e não cumprir um desafio de se chegar à algum destino pré-definido. Não me preocupo com quantos kms faltam, até ficho chateado quando alguém me informa esse detalhe. Se ficarmos focados nos kms que faltam acabamos ficando cansado só de imaginar a distância. Tem muito de psicológico nessas viagens, não é só condicionamento físico. É a caixola também funcionando para nos empurrar e seguir viagem nos momentos mais difíceis. 
    A estrada é tão boa que meu humor está ótimo, talvez pelos dias que passei em Alto Paraíso. E começo a cantar, já que a estrada é praticamente deserta. Não sei se por influência da região, me arrisquei no forró nesse trecho. Aliás, não sei cantar, só solto minha péssima voz quando estou só na BR ou então quando quero irritar alguém. 


    Passei pelo paralelo 14, uma linha imaginária geográfico-mística que atravessa o planeta e é muito conhecida no turismo esotérico por passar por locais de alta energia. Dizem ter um túnel secreto que supostamente nos leva até a cidade peruana de Macchu Picchu, outra região famosa pelo misticismo.  Engraçado que em São Thomé das Letras tem uma lenda parecida, na gruta do Carimbado. Entrei uns 20 metros nessa gruta, mas como é tudo muito estreito e escuro, não segui adiante. Outros pessoas afirmam que o paralelo 14 seria uma linha imaginária que corta o planeta, atravessando Alto Paraíso e também até Macchu Picchu. Enfim, por ali teria uma passagem física e uma outra extra dimensional, ou algo parecido. Abaixo o link com o mapa dessa  linha imaginária


    A pedalada foi tão boa que cheguei em Teresina por volta das duas da tarde, que é um bom horário para um cicloviajante almoçar. Nessas viagens como um pouco a mais do que o normal na parte da manhã e depois dou umas beliscadas em biscoitos, doces, etc... 
   Depois do almoço encontro um local com muitas árvores e aproveito para descansar, apesar de ter chegado em boas condições, apesar do forte calor. Acredito que daria para chegar na próxima cidade, mas nessas viagens não uso GPS e não me preocupo muito com números e sigo a minha intuição e os conselhos dos moradores da região em que estou. 

                                             Apesar do calor foi uma pedalada prazerosa

     Teresina é uma cidade muito pacata e charmosa, o lugar ideal para passar o restante do dia. Enquanto estava descansando passou por mim o ciclista que avistei indo para o povoado de São Jorge. Dessa vez acenei para ele, devido à tal coincidência quase que improvável de se acontecer em uma cicloviagem. Ele apenas me cumprimentou e seguiu viagem.  O descanso estava uma delícia naquelas sombras e fiquei ali um bom tempo, sendo só incomodado por alguns minutos pelo “carro da melância”. Não adianta, todo lugar tem um carro de alguma coisa, só mudando o produto de acordo com a região: ovo, melancia, pão de queijo, etc... 
    Por volta das quatro horas procuro um lugar para me banhar. Em Belo Horizonte tinha o costume de dizer tomar banho, mas agora estou pegando um pouco do modo de falar diferente. Encontrei um posto de gasolina na praça central da cidade e os funcionários foram atenciosos, e deixaram montar a barraca no local depois do sol se pôr. 
    E quando escureceu apareceram vários garotos que saíram de dois ônibus. Eram jogadores de algum time de alguma cidade vizinha. Acho que pararam ali para lanchar. Estava com uma mania de perseguição absurda, imaginando que eles iriam querer pegar meus pertences. E tive essa sensação com os moradores da cidade também. Imediatamente lembrei que no dia anterior, depois do almoço e de tomar um suco de abacaxi fiquei meio alegre e muito relaxado e muito zen, até cheguei a imaginar que o dono do restaurante havia colocando algo no meu suco. 


    E dizem que maconha pode causar paranoias e mania de perseguição. Sim, algo natural pode causar delírios e alucinações. Uma das causas da esquizofrenia é o consumo de drogas. Pode ser genética também. Mas as drogas também causam. E minha mania de perseguição, que já é alta, ficou em níveis alarmantes naquela noite. 
    Um outro morador, que deveria ter uns 20 anos, ficou olhando para dentro da barraca e se insinuando para mim. Ele parou bem em frente e ficou se requebrando ao som da música que vinha da lanchonete da praça. Mas a única coisa que eu queria era descansar as canelas para seguir viagem no dia seguinte. Como será a minha noite¿ Será que essa paranoia de perseguição foi causada por um suposto suco de abacaxi batizado¿ Será que vai voltar tudo novamente¿ Estou com 56 anos e só usei maconha três vezes em minha vida, na adolescência, e mesmo assim não aspirei a fumaça corretamente, pois tossi um pouco e não sabia “tragar”. Minha esquizofrenia é genética, pois minha mãe também tinha alguns elementos da esquizofrenia. 
   Mas espero que a noite seja tranquila, montei a barraca em frente da pracinha, que é bem movimentada. E como é sexta feira a galera está tomando umas cervejas e o forró está na maior altura. Mas acredito que vai ser possível dormir um pouquinho. 



sexta-feira, 3 de abril de 2026

21º dia pedalanças Belo Horizonte à Belém do Pará-Subindo a montanha sagrada na Chapada dos Veadeiros

 08/08/2024
Um dia de muita paz na Chapada dos Veadeiros

Precisa falar que o lugar é maravilhoso?

    Acordei por volta das quatro da manhã, mas tive que esperar o sol clarear para desmontar o acampamento e não acordei ninguém da pousada.     Como era um dia da semana, o local estava vazio e a noite foi bem tranquila. Apenas sons de pássaros e insetos na madrugada. 
    Estava com um misto de sentimentos. Alegria por ter conhecido Alto Paraíso e o Vale da Lua, mas por outro lado estava um pouco triste por saber que 99% dos locais turísticos da Chapada dos Veadeiros tem entrada paga. Gostaria de conhecer outros lugares, mas estava satisfeito. Só o fato de pedalar por ali e sentir aquela energia fora do comum já me satisfazia. Não sei o que acontece, mas os lugares mais altos tem o ar puro e isso parece dar uma boa oxigenada em nosso cérebro. A chapada está a 1272 metros acima do nível do mar, o que explica as subidas para se chegar à essa região mágica. Essa magia me deixou mais calmo, tranquilo, sem pressa de pedalar e chegar logo em Alto Paraíso. A estrada é bela demais para não ser curtida. 
                                                               

     A dona da pousada acordou cedo também, por volta das seis da manhã. Fez suas meditações e estava consultando os números para ver como seria o seu dia. O seu sócio apenas acendeu um baseado  e começou a limpar o local, que não estava muito sujo. Ajudei a limpar  o terreiro e fazer algumas coisas, pois o desconto foi bom e tinha que ajudar em alguma coisa. 
    Depois do café pego a estrada para Alto Paraíso. Estou com o mínimo de pressa possível, e um pouco triste por ser o último dia na Chapada dos Veadeiros Aquela estrada era uma delícia de ser percorrida. Acho que já falei sobre isso umas quinhentas vezes em duas postagens. Mas era o que estava sentindo, uma leveza e uma energia que não sabia de onde vinha. Sei que o ambiente influencia em nosso bem estar, mas nessa região isso ficou muito evidente em mim. Não queria saber de facebook, de redes sociais, nem se meu time havia ganho o último jogo... Queria apenas sentir, o ar puro, a energia do lugar e a paz, principalmente a paz que emana naquela região. 
      Se não fosse as chuvas acho que iria viver por ali mesmo, montaria minha barraca no mato e todo dia moraria em um lugar diferente. A sensação que eu tinha era que aquela estrada fosse um lugar a parte do mundo, onde o tempo não corria, ou melhor não tinha tempo nem hora. Uma sensação de paz incrível que contagiava à todos. Não vi nenhuma discussão ou pessoa alterada nesses dias. 

                                                    Subida tranquila para o monte. 


     Logo passo pela montanha que tem uma convidativa trilha. Como havia prometido, iria subir  até o topo, pois fiquei hipnotizado por ela desde a primeira que a vi, na ida para São Jorge. Não era tão alto assim e nem tinha subidas íngremes. Consegui subir numa boa, sem ficar muito ofegante. Quem tiver um preparo físico mais ou menos sobe numa boa. Tive que deixar a Margarida em um restaurante próximo da trilha. 
    Não tem muitos obstáculos. Mas se bobear podemos pisar em falso e cair e sair rolando morro abaixo. Em determinado ponto começo a sentir tontura, pois tenho medo de altura. Então subo só olhando para o lado da montanha, às vezes sentando-me para filmar e curtir o visual da Chapada dos Veadeiros. Me arrisquei a olhar para o lado da BR apenas para tirar algumas fotos e gravar um vídeo. Me dava uma bambeza nas pernas olhar para baixo. 


                        A quinta série não saiu de mim. Espero que deixem os bichinhos ali para sempre

     E cheguei no topo rapidinho. De início fiquei fazendo bichinhos com as pedras. Depois parei para ouvir o som do silêncio e curtir o visual incrível da Chapada dos Veadeiros. De qualquer vista ou ângulo, o lugar é lindo. Muitas pousadas na região, e é abençoado quem mora ali. Não fiquei refletindo sobre a vida, o passado, nada. Apenas parado, sentindo a energia do lugar e recarregando as energias. 
    Depois de mais de uma hora resolvo descer. Estava revigorado, aquele local tem uma energia especial. Aquela trilha não estava ali ou foi feita ali por acaso. Existem lugares na terra que tem uma energia especial, não é misticismo ou algo parecido que estou falando. É algo inexplicável. 





    Sigo o caminho lentamente para Alto Paraíso. Já são uma e meia da tarde quando avisto à minha esquerda um restaurante simples com a placa avisando “Arroz feijão ovo frito e carne” por 17 reais!”. Nessas minhas viagens descobri que os lugares mais simples tem o tempero mais gostoso. E não pensei duas vezes em parar ali e rangar. 
     Apenas duas mesas tinham pessoas. Um cachorrinho e o dono, um cara alto na faixa dos sessenta anos. E a sua esposa, que deveria ter uns dez anos a menos. Pedi o prato do anúncio e fiquei ali, sem falar nada, aproveitando para curtir mais um pouco o visual daquela estrada maravilhosa E curtir a paz do local. Sei que em breve irei encontrar rodovias super movimentadas. 


          A carne é frita na hora e demorou um pouco para sair. Mas estava sem pressa. E valeu a pena  a espera. A comida estava uma delícia, com aquele tempero caseiro da hora!
     Ficamos conversando eu o dono do restaurante e sua esposa. De sobremesa ele me ofereceu um delicioso suco de abacaxi e uns biscoitinhos deliciosos. E a conversa rendeu. Falei sobre a viagem e um pouco sobre a minha vida, como é a minha família, etc... Uma das principais curiosidades das pessoas que me abordam na viagem é sobre a família, se sou casado, se tenho filhos, se a minha família não se preocupa comigo. Digo apenas que saí de casa muito cedo e sou sozinho no mundo. E viajamos por aí, eu e Deus, é claro. 
     Ele falou um pouco sobre sua vida. Disse que também viajou boa parte do Brasil, só que de carro. E foi zagueiro em diversos times brasileiros. Times de menor expressão, na verdade. Uberaba, Santa Cruz, etc... Mas na década de 80 o campeonato brasileiro tinha cerca de 80 participantes de todos os estados brasileiros. Ele teve oportunidade de jogar contra os times grandes do Brasil e teve o trabalho de marcar jogadores como Zico, Reinaldo, etc...
                   Você moraria em um lugar desses? Até na barraca eu moraria se não fossem as chuvas

    Foi tanta conversa que o sono chegou. E nos despedimos. O ruim de conhecer pessoas legais na viagem é que tem a hora da despedia. Ou quem sabe é um até logo, pois a região ficou no meu coração e pretendo voltar algum dia. 
    E voltei a pedalar em direção à Alto Paraíso. Uma molezinha diferente estava tomando conta de mim desde o almoço. Não era o sono habitual que temos depois do almoço. Fiquei refletindo se era possível colocar maconha ou algo parecido em um suco de abacaxi. Me lembro que a esposa do dono fez um ar de reprovação quando ele me ofereceu o suco. E ela disse “não” para ele. Me lembro bem disso. 
      Estava pedalando o mais lento possível. A estrada estava chegando ao fim. A estrada mais gostosa que percorri em minha vida. Pensei em voltar e perguntar se o cara havia colocado algo em minha bebida, mas pensando bem, ele não iria dizer nunca, caso tivesse realmente feito isso. Ou quem sabe diria?
     E a estrada chegou ao fim, estava novamente em Alto Paraíso. Era como estivesse acordado de um sono profundo e que havia tido um belo sonho e voltado à realidade.  Um sonho de ter estado em um lugar maravilhoso, cheio de paz, boas energias e tranquilidade. A cidade de Alto Paraíso também é especial, mas aquela estrada é diferente... 
    Tomei um lanche na padaria do lado mais simples da cidade, onde as coisas são mais baratas, porém não menos gostosas. Tinha uma torta de chocolate maravilhosa. Mas apesar do lanche, estava triste. Um vazio imenso começou a tomar conta de mim. Amanhã irei voltar a pedalar, gosto da estrada, mas Alto Paraíso já está me deixando com saudades. 


Esse portal parece nos levar para um lugar mágico, onde só existe paz