quinta-feira, 17 de maio de 2018

Tipos de esquizofrenia

Tipos e subtipos de esquizofrenia


 
   Falo sobre esquizofrenia desde o ano de 2012, quando comecei a aprender a usar um PC. Escrevi quase 300 postagens até a presente data. Falei sobre transtornos mentais, andanças, futebol e sempre estou dando uns pitacos sobre os assuntos do nosso dia a dia.
   Praticamente todas as publicações sobre esquizofrenia são referentes à paranoide, que é a mais comum. Não achei nenhuma pesquisa sobre a porcentagem dos tipos e subtipos de esquizofrenia, mas acredito, pela convivência tanto no mundo virtual como real que a esquizofrenia paranoide seja a mais comum. Não sei a porcentagem ao certo, mas deve ser bem mais do que 50% do total das pessoas com esquizofrenia. Me lembro que vi apenas uma pessoa com esquizofrenia catatônica até hoje. Foi onde me consultava na cidade de Ipatinga, o cara estava sentando e não parava de mexer os dedos das duas mãos, como se estivesse limpando os dedos depois de se sujar com cola. Em nenhum momento olhou para os lados, parecia estar completamente desligado do mundo exterior. Já vi um cara que parecia ter esquizofrenia hebefrênica, pois ele do nada dava umas risadas, como se estivesse lembrando de algo bastante engraçado. 
   Com o passar dos anos novas esquizofrenias são "descobertas" e classificadas, e outras já são extintas, não fazendo mais parte do quadro de classificação. Até quem não está dentro dos padrões para ser classificado, acaba sendo classificado como portador de esquizofrenia não especificada...
   Achei interessante abordar  este tema, apesar de não gostar muito de classificações e rótulos.
    Encontrei uma imagem na internet com as explicações abaixo, não me lembro exatamente a fonte, mas achei bem explicado, apesar de usar uma linguagem um tanto o quanto acadêmica.
 
Tipos de esquizofrenia
    Esquizofrenia paranoide -CID F-20
    A característica essencial da esquizofrenia paranoide é a presença de delírios e alucinações auditivas proeminentes no contexto de uma relativa preservação do funcionamento cognitivo e do afeto. Os delírios são tipicamente persecutórios ou grandiosos, ou ambos, mas delírios envolvendo outros temas (por ex: ciúme, religiosidade ou somatização) também podem ocorrer. As alucinações também são tipicamente relacionados ao conteúdo do tema delirante, principalmente auditivas.

    Esquizofrenia hebefrênica -CID F-20.1
    Neste subtipo está alterado principalmente a afetividade do paciente. com delírios e alucinações fragmentários, comportamento bizarro ou pueril e maneirismos; o afeto é superficial com risos imotivados; o pensamento é desorganizado, e o discurso fragmentário. Essa forma usualmente se instala entre os 15 e 25 anos de idade.


    Esquizofrenia catatônica -CID F-20.2
    O quadro é dominado por transtornos da psicomotricidade. um ou mais dos seguintes sintomas deve dominar o quadro clínico: estupor ou mutismo, excitação, posturas bizarras ou inapropriadas, negativismo, rigidez, flexibilidade cérea, preservação de palavras ou frases.

    Esquizofrenia indiferenciada -CID-F-20.3
    Reservada para aqueles pacientes que não se enquadram em nenhum dos subtipos descritos ou apresentam sintomas de mais de um dos subtipos, sem predominância de nenhum deles.

      Depressão pós-esquizofrênica CID-F-20.4
    Consiste em um episódio depressivo que pode ser prolongado e ocorre ao fim de um surto esquizofrênico. Podem estar presentes alguns sintomas psicóticos, porém não dominam o quadro.

    Esquizofrenia residual CID-F-20.5
    Consiste no estágio crônica da esquizofrenia, em que houve progressão clara de um quadro inicial para um quadro tardio em que ocorrem predominantemente sintomas negativos.

    Esquizofrenia simples CID-F-20.6
    Considerada pouco comum, é de início insidioso, porém progressivo, havendo o desenvolvimento de excentricidade de conduta, inabilidade para cumprir demandas da sociedade e declínio da performance. A principal característica é o isolamento. É como se fosse uma esquizofrenia paranoide sem as alucinações.

    Outras esquizofrenias
    Classifica quadros que não têm aceitação uniforme da literatura.

    Esquizofrenia não especificada
   Utilizada quando não foi possível classificar o paciente em nenhuma das demais categorias anteriormente citadas.

9 comentários:

  1. Cada pessoa age de maneira diferente. Me lembro do meu tio ele era esquizofrénico. Ele ouvia vozes e ria. Após longos anos de tratamento. As vezes ele ficava deprimido. Depois se comportava bem . Não gostava muito das pessoas de sair pq era rotulado como doido. Pra mim depois ele aprendeu a conviver bem com a doença. Abraço Júlio.

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  2. Muito bem explicado!

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  3. Meu namorado possui algum tipo de transtorno e não consigo identificar o que é. Acredito que o diagnóstico do medico tbm esteja errado.Mas ele jura que não ouve vozes, ele pode mentir sobre isso??

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    1. Pode está sim mentindo, ou melhor, ocultando a verdade. Mas isso não é por mal. Talvez ele esteja ocultando a verdade pelo medo de ser taxado como louco, em virtude do preconceito e estigma que cercam os transtornos mentais.
      Mas nem toda pessoa que tem algum tipo de sofrimento mental ouve vozes, isso não é uma regra.
      O que posso dizer é que para ganhar a confiança dele tem que mostrar muita empatia e tentar demonstrar que está ao lado dele apesar de tudo.

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    2. O maior sintoma dele são os pensamentos. Ele esta conversando normal e se desliga totalmente, neste momento ele diz que são os pensamentos variados ruins e bons. Ele diz que tem o poder de proteger as pessoas através de seus pensamentos, que el não pode deixar entrar as coias ruins. Vc já viu esses sintomas??

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    3. Sim, isso que você relatou pode ser chamado de delírio. Mas nem todo mundo que tem delírios tem esquizofrenia. Já tive alguns e ainda tenho.

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    4. E que tipo de transtorno ele pode ter?? preciso de ajuda...

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    5. Mas o psiquiatra dele não tem um diálogo com você? Ou com os familiares dele?
      É que seria até imprudente dizer algo a respeito de diagnóstico se baseando em um breve relato. Acredito que deva ter um diálogo aberto entre o profissional da saúde mental com o paciente e com os familiares e pessoas próximas à ele, pois todos estão envolvidos, de maneira indireta ou até mesmo direta.

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  4. Acredito que isso seja o tal do delírio de influência? Estou certa?

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