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sábado, 8 de fevereiro de 2020

"Pré conceito": ignorância ou preguiça?

A falta de compreensão sobre alguns temas como transtornos mentais vem da ignorância, falta de interesse ou preguiça do ser humano?




    Resolvi criar um perfil fake com a finalidade de testar como está a situação atual que envolve notícias, fofocas, opiniões e pitacos tanto nas redes sociais como no mundo real. 
   O anúncio era de um sofá usado que estaria sendo doado por falta de espaço e por estar velho. Mas o texto só seria compreendido se fosse lido até o final...
    Publiquei o anúncio em vários grupos de vendas, doações e trocas em uma rede social. 
    Resultado: a maioria leu até o final e riu muito, mas boa parte das pessoas criticou e até queria chamar o Greenpeace para mim shasuahsuashass. Fora os xingamentos contra a minha pessoa e a minha  progenitora.
   Mas assim que acontece com as pessoas que sofrem com algum tipo de transtorno mental. Quem não tem e não se informa sobre o assunto se acha no direito de opinar, criticar, zombar e tudo mais.  Infelizmente muitas pessoas só conseguem entender as dores que podem ser vistas ao olho humano, e às vezes nem isso, como aconteceu com o texto do sofá que seria doado.
    Não culpo todas as pessoas por esse tipo de "pré conceito". Afinal alguns transtornos mentais ainda são um mistério para  a ciência. Eu mesmo tinha muitos antes de surtar. Infelizmente a mídia pouco ajuda nessa situação, só noticiando com muita ênfase quando uma pessoa com transtorno mental comete algum ato de violência em um surto psicótico. Afinal ela não mostra casos de suicídio, talvez pensando que a verdade seja um incentivo ao autoextermínio. É preciso sim falar sobre o suicídio, a informação é a melhor maneira de combatermos todo tipo de preconceito. Segundo dados do senado federal, uma pessoa tira a própria vida a cada 45 minutos.... Ou seja, esse estratégia de omitir os fatos não está funcionando, pelo menos na questão do  autoextermínio...
Fonte: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/05/25/a-cada-45-minutos-uma-pessoa-se-suicida-no-brasil-dizem-especialistas-na-cas
   A maioria das pessoas que tem algum tipo de transtorno mental faz mais mal a si mesma do que ao próximo. Quando não tentam o suicídio se isolam em seus quartos, quase não saindo de casa para se divertir, e alguns mal conseguem estudar ou trabalhar. 
Obs: sempre borro o rosto das pessoas quando tiro algum print, mas esse não vou me dar ao trabalho de borrar, pois muitas pessoas não tiveram o trabalho de ler o texto por completo.


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O atirador de São Paulo

   Ipatinga 39°C, céu com poucas nuvens e sem previsão de chuva. Umidade relativa do ar é de 28%. A sensação térmica é de aproximadamente uns 42°C. Hoje fui tomar banho e pensei que o chuveiro estava ligado na posição inverno, de tão quente que estava a água que fica nos canos.
   Nessas condições, minha pressão arterial cai pra 10x6 e fico meio borocoxô. Já medi a pressão várias vezes e a enfermeira na última vez disse que se eu comesse "pastel" nessas horas o problema seria resolvido. Haja pastel para acabar com essa bambeza provocada pelo calor.
    Já que a enfermeira disse que essa moleza é normal, vamos ao que interessa. Infelizmente o assunto de hoje é sério, fiquei muito triste com toda essa situação e confesso que ainda dá vontade de deixar de lutar para que acabe ou pelo menos diminua o preconceito e o estigma contra a esquizofrenia.
    Trata-se do caso do atirador de São Paulo. O administrador desempregado Fernando Gouveia, de 33 anos, feriu três pessoas com uma arma de fogo no momento em que seria interditado pela justiça, a pedido da família. Felizmente não aconteceu o pior e ele vai responder por tentativa de homicídio.
    Em primeiro lugar, gostaria de dizer que não estou aqui para defender o Fernando, pois acho que ele tem condições de saber que, parando o tratamento como ele parou, poderia vir acontecer esse fato. Concordo que ele tenha que responder criminalmente pelo ocorrido, apesar de achar que a culpa nesse caso não seja totalmente dele.
    O que mais me estranha nisso tudo é a maneira como as coisas aconteceram e principalmente pelo fato de que ele estava morando com uma psicóloga de 45 anos, que deixou o rapaz ficar trancado em sua casa durante dois meses sem tomar os medicamentos.
   A minha intenção não é a de criticar a classe, mas sim a atitude, quer dizer, a omissão dessa pessoa no caso. Não entendo, como ela, sendo psicóloga, não levou o seu amigo (amante, ficante ou seja lá o que for) para fazer o tratamento, pois o mesmo dizia que estava chipado e que seria levado por estranhos seres com chifres. Aliás, nem precisava ser psicóloga para perceber que o cara não estava bem né?
    Fui muito criticado por alguns psicólogos em um grupo do facebook. Fui humilhado por um dos administradores, para falar a verdade. Disseram que eu deveria ir dormir, pois não era psicólogo e nem advogado para ficar dando opinião sobre o caso e que eu deveria me tratar. Acho que, qualquer cidadão comum tem o direito de expressar o que pensa, não precisa ser psicólogo ou advogado para perceber que ainda falta algumas coisas a serem esclarecidas neste caso. Afinal, estamos ou não em uma democracia? Se o que eu disse foi excluído no grupo(o administrador deixou só um pequeno trecho), eu posso relatar o que penso aqui no meu cantinho. Infelizmente na hora não pensei em tirar um print screen para que todos pudessem ver quem é  e como esse administrador do grupo trata as pessoas que pensam diferente dele.
    Mas, pelo que entendi do caso, Fernando abandonou o tratamento e resolveu sair de casa, sendo encontrado dois meses depois, morando com a psicóloga Silvia, de 45 anos, no bairro aclimação, em São Paulo. Seus familiares, percebendo que ele não estava bem, tomaram a decisão de interditá-lo. Acredito que a intenção da família tenha sido das melhores, pois Fernando não possuía bens e estava desempregado, o que elimina qualquer suspeita de que seus familiares quisessem tirar algum proveito financeiro com a interdição do administrador de empresas.
    O resto da história, creio que a maioria já sabe, pois a mídia adora uma tragédia dessas e expor os portadores de esquizofrenia, mesmo não estando em condições de dar uma entrevista. No momento em que seria interditado, Fernando efetuou disparos com uma arma e acabou ferindo o oficial de justiça, um enfermeiro e a sua amiga, esta provavelmente sem querer, pois foi ela quem abriu a porta para atender as pessoas que iriam levar o Fernando para um clínica para fazer o tratamento.
    A partir dai, foram nove horas de negociações até que o atirador se rendesse. Agora ele está preso e irá responder por tentativa tripla de homicídio, o que eu acho correto, pois ninguém pode sofrer as consequências por alguém ser portador de esquizofrenia, ainda mais com o agravante de que ele havia abandonado o tratamento( xi, parece que o advogado acabou de baixar em mim de novo). Bem, deixando a brincadeira de lado, gostaria de receber o mesmo tratamento se o fato estivesse ocorrido comigo, pois ninguém tem nada a haver como transtorno que carrego ao longo desses anos. Tenho consciência do que faço, menos quando estou surtado, mas no meu caso, nunca reagi com agressividade à todas aquelas alucinações e paranoias. Acho que as pessoas deviam saber que a maioria dos esquizofrênicos fazem mais mal a si mesmo do que aos outros.


Suicídio e Tentativas de Suicídio
Bleuler descreveu, na década de 1950, o comportamento suicida como "o mais grave de todos os sintomas esguizofrênicos". Aceitava-se, até aquele momento, que aproximadamente 10% dos pacientes com esquizofrenia morrem devido ao suicídio. Os dados epidemiológicos atualmente aceitos em relação ao suicídio de pacientes comesquizofrenia, citados por Bressan (in: Shirakawa, 1998) são os seguintes: 
a) de 2% a 13% de todos os pacientes cometem suicídio
b) esquizofrênicos têm um risco de 10% a 20% maior que a população geral para cometer suicídio;
c) o risco é maior em pacientes do sexo masculino
d) o risco é maior em pacientes jovens e diminui com a idade. 
Fonte: Psiqweb

    Mas a imprensa não gosta de divulgar suicídios, e acho isto até correto, pois isso pode incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo. Mas também é fato que eles adoram mostrar um esquizofrênico surtado, e até entrevistam o mesmo, sem ao menos saber se o portador está em condições de dar uma entrevista. Acho que a imprensa faria mais bem a sociedade tentando explicar para a população em geral o que é realmente a esquizofrenia. Acho que até a polícia deveria incluir em seus treinamentos uma forma de atuar nesses casos.
    Gostaria de deixar bem claro que pode ocorrer esses fatos graves e perigosos na esquizofrenia, mas isso acontece por que o portador deixa de tomar as medicações , ou não tem condições de ter um tratamento adequando. No meu caso, eu nem faço mais tratamento, pois a psiquiatra disse que estou estabilizado, mas a verdade é que estou mais na fase dos sintomas negativos. E também a verdade é que não há vagas e profissionais disponíveis para atender a população aqui onde moro. No posto de saúde onde sou atendido, a consulta dura em média dois minutos. Não é brincadeira, até gravei um vídeo em que cronometro os atendimentos. Quando o caso é mais grave, ai dura um pouco mais, geralmente quatro minutos. É só vocês verem no post O caso é grave doutor?, onde gravei quatro vídeos contando a atual situação da cidade onde moro e lá vocês verão um vídeo intitulado "Posto de saúde". Tenho sorte do meu caso não ouvir vozes de comando, em que o portador geralmente ouve vozes ordenando que ele faça coisas. A única pessoa que saiu prejudicada no meu caso, para minha sorte, foi simplesmente eu mesmo, por que não ouço essas vozes de comando, ouvia sim pessoas bolando planos para me matarem, e a minha única reação nessa história toda foi correr e fugir, pois não tinha como brigar e me defender de tantos inimigos imaginários. Também não entrei em desespero por que já estava cansado de toda aquela perseguição que estava imaginando, não estava com medo de que "eles" me matassem, para mim seria até um alívio, pois já estava sem forças naquele momento para continuar vivendo.
    Bem, voltando ao caso do atirador de São Paulo, creio que ele mereça pagar pelo crime que cometeu, mas não em um presídio comum, e sim em um lugar para que ele possa fazer o seu tratamento, para, quando sair, repense suas atitudes e chegue a conclusão de que, no caso dele, não tem como parar de uma forma abrupta o tratamento. Se ele for para uma penitenciária comum, creio que irá sair de lá muito pior do que entrou.
    Mas, o que mais me intriga nesta história toda é a participação, ou melhor dizendo, a omissão de sua "amiga" psicóloga, que o deixou chegar naquele estado. Foram dois meses em que ele permaneceu em sua casa, sem medicação e dizendo que estava chipado e nem saia de casa, com receio de que estranhos seres com chifres o pegassem.
   Afinal, por que essa amiga não o levou para fazer o tratamento? Se ele se recusava, por que ela não concordou com a interdição? Será que ela, como psicóloga, não percebeu que o Fernando estava surtado? Por que ela deixou que o rapaz chegasse naquela situação? Será que ela não sabia que ele tinha um pequeno arsenal de armas em sua própria casa?
Ai vem em minha cabeça uma outra pergunta, que me deixa mais assustado ainda: Será que essa psicóloga não precisa de um atendimento também? Ela não teria algum transtorno mental também? É até estranha essa pergunta, pois sempre imaginamos que os profissionais da área de saúde mental sejam pessoas bem resolvidas emocionalmente, estáveis, que não têm nenhum problema de ordem emocional ou psicológica. Afinal, são seres humanos como nós e estão sujeitos a esses tipos de problemas.
   A amiga do Fernando foi atingida no ombro e provavelmente já deve ter tido alta do hospital. Não entendo como ela até hoje não deu uma declaração sobre o assunto. Se falou alguma coisa, não foi divulgado. Acho que ela tem muito o que esclarecer , muitas questões nesta história só ela tem a resposta. Se o atirador tem que responder por tentativa de homicídio, ela, no mínimo, tem que responder por omissão, negligência, ou participação no caso(sai de mim advogado, que este corpo não te pertence! rsrsrs). Afinal, ela, como psicóloga, sabia que poderia acontecer aquilo, sem contar que ela provavelmente sabia que o mesmo possuía várias armas em sua casa, apesar de estarem devidamente registradas e legalizadas. Um policial comentou que ficou surpreso pelo fato de um esquizofrênico ter conseguido o porte daquelas armas. Acho que ele deveria se informar mais sobre a esquizofrenia, pois, quando estamos devidamente medicados, podemos ter uma vida normal e não somos extraterrestres. Não está escrito em nossas testas que somos esquizofrênicos.
   Nessa história ainda tem o fato do psiquiatra da família do Fernando ter diagnosticado o mesmo sem ao menos vê-lo, com base apenas no relato da família, para que assim ocorresse o processo de interdição do administrador de empresas. Já pensou se a moda pega? Se uma família, com a intenção de se apropriar dos bens de um parente, vai ao psiquiatra e começa a dizer que esse parente está ficando maluco o psiquiatra dá o laudo? Ai até uma pessoa "dita normal" reagiria de uma maneira não amistosa numa situação dessas. Já ouvi relatos de casos desse tipo, em que a pessoa não tem nenhum problema mental, mas a família, interessada nos bens da pessoa, faz esse procedimento para interditar a pessoa.
    Bem, espero que os profissionais da área da saúde mental não fiquem zangados comigo por causa deste post. Não estou aqui criticando a classe de uma maneira geral e sim o comportamento em especial da Silvia. Gostaria que ela se pronunciasse a respeito do caso, pois o pior poderia ter acontecido, e ela sabia que isso poderia ter ocorrido. Infelizmente existem maus profissionais em todas as áreas, e na psicologia e psiquiatria não poderia ser diferente. Sou grato a quase todos os psiquiatras e psicólogas que me atenderam nos momentos mais difíceis, e devo parte de minha quase recuperação a esses profissionais, mas não poderia deixar aqui de falar o que penso sobre essa assunto, pois, a cada dia que passa só aumenta o preconceito e o estigma que esse transtorno carrega.
    Esses dois comentários abaixo eu retirei de um site que deu a notícia do caso e reflete o que a maioria das pessoas pensam a respeito dos portadores de esquizofrenia.

domingo, 1 de julho de 2012

Sobre o blog

    A minha intenção ao escrever este blog é a de mostrar a esquizofrenia na visão de um portador, de uma maneira o mais simples possível. Nada contra quem usa uma linguagem mais acadêmica. Mas, quando comecei a estudar o transtorno para tirar as inúmeras dúvidas que assolavam minha mente, me deparei com inúmeros sites que não me ajudaram muito, justamente por usar esse tipo de linguagem. 
    Como a esquizofrenia é uma patologia cercada de mistérios e mitos, senti que faltava algo que pudesse falar sobre esse assunto de uma maneira aberta e direta. 
   Hoje sou aposentado e não me preocupo tanto assim com o que os outros irão dizer. Confesso que, se ainda estivesse no mercado de trabalho, não teria feito os vídeos para o youtube e nem colocaria a minha foto no blog, pois essa exposição poderia me prejudicar na hora de procurar um trabalho ou então colocar o meu emprego em risco caso estivesse trabalhando. 
    Não quero aparecer, quero apenas ajudar um pouco a quebrar esse preconceito o estigma que cercam essa patologia que acomete cerca de 1% da população. Isso não é pouco, é muita gente que sofre com esse preconceito e acho que isso precisa ser divulgado e não apenas quando alguma pessoa com algum transtorno mental comete algum crime, como se as prisões hoje em dia não estivessem superlotadas com pessoas ditas normais. 

sábado, 19 de maio de 2012

Por que escrever um blog?



   Há cerca de oito meses atrás postei alguns vídeos no youtube falando sobre esquizofrenia. Estava super entusiasmado pois havia acabado de fazer meu cursinho de informática e aprendido a usar um computador aos 40 anos de idade.
   Mas, infelizmente, não me sentia à vontade em frente de uma  câmera e, como escrevo melhor do que falo, resolvi criar esse blog. Estava chateado, pois na época havia ocorrido a tragédia do "atirador de Realengo", em que um homem entrou em uma escola com uma arma (ou duas) e matou várias crianças inocentes. No dia seguinte, após a tragédia, um "psiquiatra" chegou a afirmar em uma emissora de TV que o indivíduo era portador de esquizofrenia. Me estranha o fato de um profissional da saúde mental conseguir "diagnosticar" uma pessoa com base apenas no noticiário televisivo.... Se já é difícil dar um diagnóstico presencialmente após várias consultas imagine se baseando em apenas notícias dadas na TV aberta... 
    Acredito que esse rapaz  poderia ser um psicopata, pois o que ele fez foi muito friamente calculado com bastante antecedência e não foi fruto de um surto psicótico. 
    Há pouco menos de um mês, ocorreu um outro fato lamentável envolvendo transtornos mentais. Um homem matou pelo menos três pessoas na cidade de Garanhuns, cometendo depois o ato de canibalismo com os corpos das vítimas.

        Em relação ao atirador de realengo, não posso afirmar se foi comprovado ou não se ele era portador de esquizofrenia. Já o canibal de Garanhuns, realmente ele tomava medicamentos e fazia tratamento para controlar a esquizofrenia. Inclusive, ele chegou a registrar em cartório um livro em que relatava suas visões e sobre a sua infância. Embaixo vai o link do livro dele, chamado "revelações de um esquizofrênico". Por favor não confundam com o livro que escrevi, chamado "Mente Dividida" e com o subtítulo "Memórias de um esquizofrênico". 
    Não estou aqui para defender as pessoas que cometeram crimes alegando problemas mentais. Creio que, se representam perigo à sociedade, devem cumprir a pena como qualquer cidadão normal
    Agora faço-lhes uma pergunta: as penitenciárias estão superlotadas de "loucos" ou de pessoas supostamente "ditas normais"? Homens que mataram suas companheiras simplesmente por que não aceitaram o fim do relacionamento e que pensavam que, se não fossem deles, não seriam de ninguém. Crimes dos mais variados níveis de crueldade são praticados por pessoas consideradas normais pela sociedade. E o casal nardoni, o que dizer? Existe algum motivo para se atirar uma criança de um prédio? 
    Gostaria de dizer que 1% da população sofre de esquizofrenia. É bastante gente. Faça as contas, considerando a população de sua cidade ou até mesmo a mundial. São pessoas que trabalham, estudam ou que se aposentaram devido à gravidade do caso, mas que tem suas qualidades e defeitos como qualquer ser humano. Alguns podem até serem agressivos quando estão em crise, mas a verdade é que a maioria dos esquizofrênicos fazem mais mal a si mesmo do que para outras pessoas. 
    Provavelmente, você conhece ou deve ter conhecido algum portador de esquizofrenia, só que não sabe disso. Por causa do preconceito e da falta de informação, a maioria dos portadores não revelam publicamente que tem esse transtorno. Já perdi alguns amigos quando revelei que tinha esquizofrenia, mas não desisto de tentar mudar o conceito que a maioria das pessoas tem sobre ela. Logo abaixo tem uma reportagem sobre a esquizofrenia feita no programa do Jô Soares, inclusive gostaria de parabenizá-lo, pois não é a primeira vez que ele aborda esse tema em seu programa. 



   
    Abraços a todos e até a próxima postagem. Podem comentar a vontade, fazendo perguntas e dando sugestões sobre o assunto.