Afinal, de quem é a culpa?
Durante o BBB dificilmente as pessoas ficam imparciais: ou amam ou odeiam. Nesta última edição, um tema está chamando a atenção dos telespectadores: o comportamento e a aparência do cantor Fiuk.
Não assisto nenhum programa da emissora, mas tudo o que acontece, principalmente quando o assunto é o reality, é amplamente discutido nas redes sociais. Particularmente sou das poucas pessoas que ficam imparciais sobre este programa, mas, nesta edição em especial, o tema saúde mental vem sendo discutido diariamente e eu, humildemente, gostaria de dar a minha opinião.
É só rolar a página da rede social mais popular para nos depararmos com fotos e postagens sobre a aparência do cantor Fiuk. Boa parte são memes, e outros são de pessoas em defesa do participante que, segundo sua equipe, está em crise de abstinência de antidepressivos. Segundo a mesma equipe, Fiuk sobre também de TDAH e de ansiedade.
Vejo muitos defendendo o Fiuk, afirmando que as pessoas que fazem ou riem dos memes deveriam ter mais empatia com o sofrimento alheio. Concordo plenamente, principalmente quando se trata do sofrimento mental, já que é uma dor que as pessoas próximas não enxergam e então temos que, além de sentir na pele os efeitos do transtorno, temos que também conviver com comentários maldosos que não temos nada e que somos preguiçosos ou então estamos de frescura.
Mas, depois de analisar um pouco a situação, me veio algumas dúvidas em minha mente: por que o cantor resolveu participar de um programa em que existe uma grande pressão emocional e psicológica, e, o pior, abandonando a medicação de uma forma abrupta? Não tenho acesso as regras do reality, mas, provavelmente não é permitido o uso de medicamentos enquanto o participante estiver no confinamento.
Seria a insana busca pelo sucesso e aparição na mídia? Outros participantes de outras edições também relataram que tiveram que descontinuar o tratamento para participar do programa. É o caso da Gabi Martins, que, na verdade nem sei quem é, mas pesquisei e descobri que ela interrompeu o tratamento para participar, ou seja, sabia que durante o confinamento é proibido o uso desses medicamentos.
E também devemos nos conhecer melhor e sabermos dos nossos limites. É preciso saber jogar e termos noção da exposição, já que é um programa com boa audiência.
Então vejo mais irresponsabilidade por parte do cantor do que negligência da emissora. Provavelmente ele deve saber dos riscos de se interromper o tratamento de forma abrupta e ainda mais em um ambiente de enorme pressão psicológica. E onde está a sua família, que está vendo tudo isso e parece se omitir? Não isento totalmente a emissora, que faz de tudo para alavancar os números de sua audiência, até mesmo explorar o sofrimento alheio.
Espero que tudo isso tenha um bom desfecho final, seja com ele participando ou então desistindo do programa sabendo dos riscos que está correndo.