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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Eu que sou doido? 5



        "Ator" Bruno de Luca é condenado a pagar R$ 15 mil por agressão a recepcionista

    O ator Bruno de Luca terá que desembolsar R$ 15 mil por ter agredido fisica e verbalmente o recepcionista de um hotel em Florianópolis. O episódio aconteceu em novembro de 2009, e agora a 1ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina não só manteve a condenação da primeira estância como aumentou a indenização por danos morais, inicialmente fixada em dez mi reais.
    Segundo o TJ, Bruno chegou ao hotel por volta das cinco horas da manhã, acompanhado de amigos. Outros hóspedes se incomodaram com o som alto e o barulho no apartamento do grupo e fizeram uma reclamação na portaria. O funcionário pediu para que eles diminuíssem a algazarra, mas não foi atendido.
    Quando soube que o caso seria registrado no livro de hóspedes, o ator, acompanhado de uma amiga, foi até a recepção. De acordo com a nota, os dois estavam bastante alterados e aparentemente alcoolizados, e acabaram por agredir física e verbalmente o recepcionista e seu colega.
    Relator da apelação, o desembargador Raulino Brüning considerou que as provas audiovisuais e os depoimentos das testemunhas que presenciaram a cena comprovam que as agressões não foram recíprocas, como alegou Bruno em sua defesa.
    "O estado da etilidade do réu pode até explicar o seu comportamento, mas não justifica sua conduta. A ninguém é dado embriagar-se e, neste estado de desorientação psiconeurossomática, fazer o que bem entende", afirmou o magistrado.
Fonte: UOL  https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2017/07/11/bruno-de-luca-e-condenado-a-pagar-r-15-mil-por-agressao-a-recepcionista.htm

     Resumo do caso
   O ator chegou da balada às cinco da manhã e quis continuar a farra no hotel, o que não é permitido. Ele, ao ser chamado a atenção, se sentiu contrariado, e, por se achar acima do bem e do mal e por ser "ator" da globo, resolveu sentar a porrada no funcionário do hotel, que apenas estava cumprindo suas obrigações. 
    Casos como esse são bem comuns envolvendo os famosos, basta ler os noticiários, seja no jornal impresso, internet, televisão, rádio, etc...
    Na primeira postagem da série "Eu que sou doido" falei sobre um episódio  parecido, envolvendo o ator Marcelo Faria. O global, ao ser barrado na área vip em uma casa de shows, simplesmente resolveu quebrar uma garrafa na cabeça do segurança, que acabou levando seis pontos. 
   Diante desses fatos, me pergunto: "Eu que sou o doido"? Analiso o meu comportamento desde o dia em que me conheço por gente, e a cada dia que passa, me sinto a pessoa mais normal do mundo, principalmente depois dos meus surtos, quando passei a me entender e a me conhecer melhor. Antes de surtar apenas pensava que me conhecia, vivia refletindo sobre a velha frase de Sócrates, e apenas me considerava uma pessoa excessivamente tímida e retraída, com alguns complexos, principalmente o de inferioridade.
   Depois de passar a me conhecer melhor em consequência dos surtos fui me acalmando cada vez mais e uma paz interior tomou conta de mim, apesar das paranoias tomarem conta de minha cabeça. Analiso a minha vida e o rumo que escolhi dar para ela e me sinto um vencedor, apesar de não ter conseguido acumular nenhum tipo de bem material, só o suficiente para me entreter quando estou no meu quarto: uma tv LCD, um home theather, um notebook e um frigobar. O rumo que decidi dar a minha vida é o de uma pessoa que tem a consciência tranquila, a de quem preferiu se retirar dessa mundo enlouquecedor, onde o ter é mais importante do que o ser. Não queria fazer parte desse jogo de interesses que é a vida, se pudesse continuaria a trilhar enquanto tivesse forças os caminhos da estrada real, e, quando tivesse terminado, começaria tudo de novo.
     Às vezes no silêncio do meu quarto, relembrando tudo o que fiz em minha vida, sinto que fiz a minha parte, joguei limpamente o jogo da vida, e talvez por isso não tenha medo de certas coisas que a maioria das pessoas ditas normais têm. Quando você joga limpo você pode desagradar muitas pessoas, o excesso de sinceridade talvez pode ser prejudicial. Então prefiro ficar calado, e geralmente na maioria dos dias dá para se contar as palavras que saíram de meus lábios carnudos(zoação os lábios carnudos shasuashashasuahsuashs).
    Quando estou sozinho, não tenho tantos pensamentos negativos e persecutórios. Me lembro que quase cheguei ao êxtase quando estava caminhando pela estrada real e em um certo momento foi possível ouvir o bater das asas de uma ave no céu. Fiquei ali parado, ouvindo o silêncio por alguns minutos... Não tenho medo de ficar sozinho, convivo bem comigo mesmo e com os meus pensamentos. Já com a maioria dos seres humanos... A convivência não só é perto do zero pois existem as necessidades básicas que somos obrigados a fazer, e, claro, existem humanos que eu tenho o prazer de conviver.
    Também a maturidade ajuda e muito também no combate á esquizofrenia. Com o passar do tempo aprendemos a lidar com certas situações e vamos evitando o que nos estressa. Também passamos a nos acostumar com as vozes  e a sensação que tenho é que elas ficam meio que "desanimadas" quando não conseguem nos desestabilizar como antigamente.
    Na adolescência e idade adulta tive a fase de sair por aí para tomar "umas" com os amigos. Mas não agredia ninguém pelo fato de ser contrariado. A verdade é que não gostava muito de beber, e, para me enturmar com a galera do heavy metal aqui em Belo Horizonte na maioria das vezes fingia que bebia e também fingia que ficava bêbado. Assim tinha uma boa desculpa para explicar melhor as palhaçadas que fazia na adolescência. Não ficava agressivo, apenas dava vazão à criança que ainda estava em mim (estava?) e saia por aí falando com estranhos e fazendo muitas palhaçadas, e às vezes não  me importava de passar por ridículo para fazer os outros sorrirem...
    E também quando estava bêbado não perturbava o sono alheio. Fazia muita bagunça, mas era nos shows e na rua mesmo, coisa de aborrecente mesmo. Quando chegava em casa, já havia gasto todas as minhas energias e queria somente dormir mesmo. 
   O que passa na cabeça desses atores? Falta de humildade, loucura, mania de grandeza? 

                                                    Está todo mundo louco?
    Mas não é somente os atores que cometem alguns atos de violência. Hoje em dia se está matando até por causa de uma cerveja. Os "ditos normais" estão matando até em nome do amor. "Se não for meu, não vai ser de ninguém", é o que afirmam quando tiram a vida de suas parceiras (os). 
   Os seres humanos ditos normais estão matando, estuprando, humilhando uns aos outros. Por esses e outros motivos não tenho vergonha de dizer que tenho um transtorno mental que ficou conhecido no Brasil como esquizofrenia. Não sou violento, não matei ninguém e não tenho o costume de sair agredindo quem quer que seja quando sou contrariado. Sou pacífico e prego a paz e o diálogo para se resolver certas questões. Há alguns dias atrás os vizinhos do meu quarto quase chegaram as vias de fato por causa de uma lavadora de roupas velha. Um queria que ficasse perto do seu quarto, e o outro também, e se não fosse a turma do deixa disso o pau tinha quebrado por aqui onde moro... 
    E também posso garantir que a maioria das pessoas que têm esquizofrenia não são violentas, não são de sair por aí atirando pedra em todo mundo, como a mídia tenta mostrar. A maioria das pessoas que têm esquizofrenia fazem mais mal a si mesmas do que aos outros. Não consegui encontrar uma estatística confiável pela internet, mas o número de pessoas que têm esquizofrenia e que cometem o autoextermínio não é pequeno. Os que tentaram e não conseguiram deve ser alto também. Alguns chegam a cometer atos de violência sim, mas eles não são violentos, eles "estão" violentos por estarem em uma outra realidade, a realidade das alucinações, das paranoias, a de que o mundo inteiro está contra eles.  O que acontece é que a mídia em geral não mostra essa triste realidade, e a internet está sendo o melhor veículo para se informar sobre os mais variados assuntos, apesar de muitos afirmarem que só tem coisas sem valor na web. 

                                                                       Os cuspes
   Uma forma de agressão que acho tremendamente pesada é o cuspe na cara. O cuspe acho tão agressivo quanto um soco na cara.  
    Quando estava perto de surtar, há muitos anos atrás, cheguei a ficar cuspindo no chão, como forma de extravasar a minha raiva, ao ficar imaginando que as pessoas estavam tramando algo contra a minha pessoa. Mas nunca passou pela minha cabeça cuspir em alguém. É uma forma de humilhação muito grande. Infelizmente essa prática é comum, principalmente em jogadores de  futebol, quando estão nervosinhos ao ficarem  em desvantagem no placar. 
é cuspindo que eles se entendem...

    Que eu saiba o único animal que tem o costume  de cuspir é a lhama, que faz isso apenas para se defender . Se você não a perturbar, provavelmente não será alvo de uma cusparada... 

                                                               Não sou santo

     Não tenho a intenção através desta postagem de mostrar que sou um cara certinho, correto. Tenho as minhas falhas sim, mas sempre procurei aprender com os meus erros e atitudes que não pensei direito antes. Até tive uma fase de querer ser o valentão, de querer bater em todo mundo. Mas foi uma fase bem curta, por volta dos oito nove anos de idade, quando estava estudando em um colégio de freiras, aqui em Belo Horizonte. Era uma forma errada que encontrei de descarregar a minha raiva por não ter uma família como a dos meus outros amigos: confesso que na época tinha um pouco de inveja quando via os pais dos meus amigos buscando-os na saída da escola. E então, para descontar, resolvi sair brigando, mas só escolhia os alunos mais fracos do que eu. Na primeira vez que cismei em brigar com um menino mais forte, levei um tremendo soco no meio do focinho que saiu aquele monte de sangue e eu logo percebi que esse negócio de querer bancar o valentão não dava certo não. Podia até ser meio maluquinho, mas não era burro né?
    E continuei errando e continuarei até o resto da minha vida. Mas o fato de ser um ser humano não pode ser um pretexto para os nossos erros, devemos saber separar as coisas. Não tenho lembranças do meu pai e a minha mãe tem problemas de audição, quase não se comunica com as pessoas. Então tive que ir aprendendo com a vida o que a sociedade considerado certo ou errado.
    E posso dividir a minha vida em duas: antes e depois dos surtos. Hoje não tenho mais aquela inocência que tinha até por volta dos 30 anos. Sim, até por volta dessa idade até uma criança de seis anos poderia me enganar. Confesso que tenho saudades dessa época, em que não enxergava maldade em nada, e que saía pelas ruas despreocupadamente, não enxergando a maldade em nenhum lugar. Mas dia menos dia aprendemos e conhecemos a maldade do ser humano, e cabe a nós não entrarmos nesse mundo. Acho que é nessa transição que muitas pessoas piram, quando conhecem a realidade do mundo adulto.
    Procuro tirar proveito de tudo, até das situações mais difíceis. Surtar e enlouquecer me fez entender um pouco de minha confusa mente.
   Nada de ficar lamentando ou procurar culpados, o que aconteceu tinha que acontecer, algumas pessoas, claro que se aproveitaram da situação para me colocarem ainda mais pra baixo, mas não conseguiram.
   Abaixo o vídeo de uma estudante que surtou por volta dos vinte anos de idade. Ela não desistiu e procurou também aprender com a vida e hoje ajuda outras estudantes que estão passando pela mesma situação pela qual ela passou no início de seu problema.


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Eu que sou doido?-4

    No último dia 12 deste mês, tive um "arranca rabo" daqueles com o dono de uma página no facebook chamada "Pequenas igrejas grandes negócios". Havia dado a minha opinião na página citada  sobre a ex presidANTA Dilma, afirmando que a mesma poderia até ser inocente, mas que pelo menos era cúmplice da quadrilha do PT.
    Para o minha surpresa. o dono da página ficou enfurecido e começou a me atacar com xingamentos ofensas e ameaças. Foi apenas uma pequena surpresa, pois hoje em dia acontece de tudo na internet. O dono dessa página ainda foi capaz de "fuçar" as minhas fotos de perfil para colocá-las em sua página para tentar denegrir a minha imagem colocando literalmente palavras na minha boca, como podem ver na imagem abaixo. Resolvi não mostrar a minha cara pois a minha intenção não é aparecer, e sim apenas tentar chamar  a atenção de um maior número de pessoas sobre o que é realmente a esquizofrenia, pois quem deveria fazer este papel creio que não o está fazendo corretamente. Obviamente que existem exceções e alguns programas da tv aberta tentam ajudar nesta árdua tarefa que é a de informar as pessoas e diminuir o preconceito que cerca este transtorno mental que acomete 15 da população mundial, seja ela rica, pobre, branca, negra, hétero, homo, pt, psdb...
     E, além de tudo, o dono da página não foi muito elegante, ao escolher a minha pior foto do perfil. Não sou bonito, mas me considero bem para a minha idade. Para falar a verdade, fiquei mais chateado com esse lance da foto do que pelo monte de mentiras (queria dizer outra coisa) e ofensas que ele publicou em sua página.
este foi apenas um dos comentários do dono da página.
    Fiquei impressionando como tanta revolta e ódio podem caber em um mesmo coração. Eu não o ofendi em nenhum momento, apenas afirmei que a ex presidenta era pelo menos cúmplice da história toda que o Brasil já conhece. "Conversamos" pelo chat do facebook por dois dias e o ódio só aumentava, mas não me abalei e nunca vou me abalar diante de uma "criança" mimada que vomita todo o seu ódio em uma página no facebook. Pelo que deu a entender, o elemento é ateu, mas isso não quer dizer nada, pois conheci um ateu na época em que trabalhava como operador de som e ele era uma pessoa extremamente dócil e educada.
    A internet atualmente está tão polarizada que creio que o dono da página deve ter imaginado que eu sou a favor do atual presidente do nosso país. Não sou nem da direita e nem da esquerda ( me lembro que, quando jogava bola, chutava com as duas...). Não sou coxinha e nem sou pt, a minha tribo sou eu, e estou a favor da honestidade acima de tudo, independente de preferências políticas.
    O dono da página tentou a todo custo me amedrontar, mas em vão. Me ofendeu, me ameaçou de todas as maneiras, mas, quem já passou pelo chamado "vale da sombra da morte" não irá temer um crianção que só sabe vomitar ódio em todas as linhas que escreve na internet.
   Veja abaixo algumas das ameaças do elemento, infelizmente ou felizmente ele retirou a postagem da página em que ofendia à todos que expressaram opinião contrária à dele.
é para ter medo de ateu?...
   Bem, essas foi apenas algumas das ameaças que o dono da página fez contra a minha pessoa. Além de mentir, é claro. Na imagem em que usa a minha foto, ele afirmou que eu sou "ligeira de direita", dente outras coisas. Não sou e nunca fui metido á rico, gosto mesmo é farofa, ovo frito e feijão tropeiro, como todo bom mineiro gosta. Me lembro que uma vez comi esses pratos de gente rica, e não gostei muito não. Estava fazendo o caminho velho da estrada real. Era o último dia e tinha que andar 44km para não ficar no escuro no meio da serra da bocaína, antes de Paraty. Estava na cidade de Cunha, na divisa com o Rio de Janeiro. Havia somente um restaurante no caminho naquele horário, e, apesar dos luxuosos carros estacionados, resolvi entrar no restaurante para almoçar. O prato chegou todo montado, após uma hora de espera: arroz branco parecendo uma pirâmide com uma florzinha em cima (pode comer flor?), uma salada com folhas bem coloridas, e o filé de frango, que estava ótimo. Fiquei um pouco sem jeito esperando o feijão chegar, mas nada...  Tive que pagar uns 12 reais para comer feijão e assim prosseguir o caminho sem dar aquela "bambeza" nas pernas.
     Poderia até pensar em processar esse indivíduo, mas a página dele não tem muitas visualizações. , E então, após ser "caçado" na web, como afirma o elemento, a minha vida continua a mesma de sempre. Ai, me pergunto: "Eu que sou doido?"
-obs: podem comentar e opinar à vontade, sua participação é bem vinda, mesmo que não pense exatamente da mesma maneira do que o autor deste humilde blog.
este é o nível das postagens do dono da página pequenas igrejas grandes negócios.... 

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Eu que sou doido? -3

 
    -"Não sai por ai falando que você tem "problema na cabeça"... - me aconselhou a proprietária do imóvel onde estou morando atualmente, antes de fechar o contrato de locação.
    Respondi que não tenho vergonha nenhuma da minha condição, dos problemas pelos quais passei e ainda passo e que me sinto até uma pessoa protegida por uma força superior, por ter sobrevivido à tudo que enfrentei em minha vida. Ela me falou sobre o preconceito das pessoas, mas disse à ela que vergonha eu teria se tivesse roubado, traficado ou prejudicado alguém para me sustentar.
    A verdade é que não tem como esconder a minha condição, principalmente pelo fato de morar de aluguel e ter que comprovar a minha renda. Vou dizer que me aposentei por ter problema na coluna? Ou uma outra mentira qualquer?
    Não sou santo, mas mentir não é o meu forte. Às vezes deixo de falar a verdade, mas não invento mentiras, é muito bom não precisar ficar pensando no que havíamos dito para continuar um diálogo.
    Então, por causa dessa minha maneira de ser e agir, os vizinhos e muitas outras pessoas sabem que tenho esquizofrenia. Não sofro preconceito por causa disso, ou, se sofro, não sei, pois quase não tenho vida social. Mas já aconteceu de ter um ou outro deboche, como estar andando normalmente na rua e alguém, dentro do carro, gritar:
   - "Ô doido"!!!
   Isso aconteceu duas vezes na minha última andança, o "O caminho dos Jesuítas", pelo litoral do estado de São Paulo. Estava descansando, sentando na beira da BR, tomando um lanche e me reidratando, quando ocupantes de carros luxuosos abriram a janela e me chamaram de maluco e doido. O que tem demais em sair por ai, com uma mochila e uma barraca? Oras, sou apenas um turista de baixa renda, que ama a liberdade e a natureza, e que não se priva de conhecer novos lugares pelo simples fato de não possuir um luxuoso carro e condições de pagar um hotel.
    Mas o que essas pessoas não sabem é que, para me ofenderem, teriam que me chamar de normal. É isso mesmo!!! Me sinto cada vez mais normal ao ver os noticiários na TV e na internet. Gente cuspindo umas nas outras e dizendo que é coisa normal, outras pessoas definhando fisicamente para se adequarem aos padrões de beleza, gente defecando e urinando na rua em cima de cartazes com fotos de políticos e por ai vai...
cuspir é normal???
    Na primeira parte dessa série de postagens chamadas "Eu que sou doido?", falei sobre um fato ocorrido com o ator Marcelo Faria, que simplesmente deu uma garrafada em um segurança de uma casa de shows, pelo simples fato de ter sido barrado no momento em que tentava entrar no camarote vip. O funcionário da boate teve que levar seis pontos na cabeça, e depois não apareceram mais notícias sobre o caso. Provavelmente o ator global não foi punido e o caso foi abafado. Já pensou se atiro uma garrafa em alguém?
    - "Ele é doido, tem que viver preso, internado"... - provavelmente diriam os comentaristas de plantão...
    E agora dois fatos me chamaram a atenção, também envolvendo os famosos. O primeiro fato, creio que todos já sabem, foi o que envolveu o ator José de Abreu, que simplesmente cuspiu em um casal. A alegação do ator é que foi ofendido dentro de um restaurante e por isso reagiu dessa forma, afirmando que conseguiu se se "segurar" para não entrar nas vias de fato. Ele também afirmou que isso é uma reação normal de um ser humano "normal". Bem, que eu saiba quem sai cuspindo nos outros é um animal irracional chamado lhama, e que só age assim quando se sente ameaçada ou irritada. Acho que foi isso o que aconteceu com o José de Abreu, se sentiu irritado e, como todo ser humano normal, cuspiu no casal. Já pensou se a moda pega? Até acho que está começando a pegar, pois aconteceu fato semelhante com o deputado Jean Willys durante a votação do processo de impedimento da presidente Dilma (disse impedimento, estou com preguiça de consultar o google para escrever essa palavra corretamente, mas vou chutar aqui, acho que se escreve impeachment.)
  Imaginem se sou eu cuspindo em alguém? Seria preso, levaria umas cacetadas, seria chamado de louco, falariam que deveria ser internado,etc...
    Um conselho para o Jose de Abreu, como ele estava em um estabelecimento fechado, quando uma situação semelhante acontecer, é só chamar o proprietário do mesmo, relatar o acontecido e a situação será resolvida da melhor maneira possível.
e se a moda pega?
    Já perdi a cabeça uma vez, creio que foi em 2012. O pessoal da saúde estava em greve, o meu diazepan estava acabando e, depois de tentar o medicamento em vão no postos de saúde do centro e no hospital Raul Soares, acabei meio que "apelando" ao chutar o portão de um outro posto de saúde, ao me ser negado o medicamento, pois os funcionários estavam de greve, assistindo televisão dentro do posto de saúde. E a receita estava carimbada, e não tinha como comprar, pois já havia pego 30 comprimidos, pois os postos de saúde não liberam os 60 comprimidos de uma vez.
    Sabia que poderia pirar sem o diazepan, isso já havia acontecido comigo. O que iria fazer? Uma consulta de 350 reais ou mais com um psiquiatra particular? Chutei o balde, quer dizer, o portão do posto de saúde, até que me atendessem... Pois não adiantou falar educadamente, tentando explicar a situação, que poderia ter um surto sem o medicamento, etc...
    Mas pirei para evitar a piração maior, que é um surto psicótico. Foi um a piração sim, chutar o portão do posto de saúde, mas não tinha outro recurso a fazer. Mas não agredi ninguém, e cuspir é sim uma agressão, que pode doer tanto quando um soco na cara. Esse pessoal da saúde deveria ter mais responsabilidade na hora de fazer greves, deveriam pelo menos colocar uma escala mínima para atende casos de pessoas que tomam remédios controlados de uso contínuo.

    Mas um outro caso, que não é grave, mas que acho que foi uma piração, aconteceu com a apresentadora Patrícia Poeta, que emagreceu cerca de 10kg, talvez por não se achar magra o suficiente para estar dentro dos padrões impostos pela sociedade. Ou pode ser piração dela mesmo, se enxergar mais fofinha no espelho, a tal da anorexia.
    Porém neste caso não vou dar pitacos, o corpo é dela, ela faz o que bem quiser, mas que ela era linda do jeito que estava antes, isso era. A impressão é que está doente, mas sem estar com o rosto abatido e bem vestida. O que acham?
Qual Patrícia Poeta vocês preferem? Enquete ao lado da página.


sábado, 8 de novembro de 2014

Eu que sou doido?


    Gostar de mais faz mal?
    O Chimbinha se apegou tanto a minha pessoa que acabou se tornando um grande problema para mim. 
    Logo de manhã, quando chegava ao parque ecológico, ele vinha alegremente correndo em minha direção, como se estivesse me dando um bom dia. Ele não sossegava enquanto eu não o acariciasse e brincasse com ele um determinado tempo. E parecia que ele tinha anotado esse tempo em sua cabeça, pois, no dia em que eu não estava a fim de muita conversa, eu apenas passava a mão em sua cabeça. Mas ele não se contentava e eu tinha que fazer sempre o mesmo ritual: brincar bastante, fazer cócegas em sua barriga e ainda lhe dar um pão(tinha que ser novo, velho ele não come) Se não fizesse o ritual, ele nem me deixava ler o jornal. 
    Mas, com o tempo, ele acabou mostrando o quanto é ciumento e possessivo. Na minha companhia, enfrentava cachorros bem maiores do que ele, e não deixava mais ninguém se aproximar. Quando estava longe de mim, tinha até medo de filhote de poodle. 
quem tem medo do Chimbinha?
     Com o tempo a coisa foi piorando. Qualquer pessoa que se aproximasse do seu território demarcado, ele corria atrás e latia muito. Claro que eu sei que ele não iria morder ninguém, o dog estava apenas querendo demonstrar quem manda no pedaço. Quando eu estava viajando pela estrada real, não raramente um bando de cachorros saia das casas nas estradas de terra e iam em minha direção. Eu apenas ficava calado e continuava a caminhada e nunca fui mordido por nenhum cachorro.
     Além de tudo, o Chimbinha não é grande e é magrinho, mas nem todo mundo tem noção de psicologia canina. Tive que ouvir várias reclamações, pois todo mundo que frequenta o parque pensa que eu sou o dono do animal. Até quando ia ao banheiro ele me acompanhava. É um cachorro diferente, olha bem nos olhos da gente. Não sei se é loucura minha, mas chego a pensar que ele está querendo me dizer algo. 
   A situação ficou tensa certa manhã, quando um cara, de uns 50 anos ficou uma fera com a latição do Chimbinha e acabou pegando uma pedra enorme do chão:
    - O senhor está com medo de um vira latas desse tamanho? - perguntei.
    Essa simples indagação foi o suficiente para o cara explodir e descarregar toda a sua raiva em mim. Não me lembro de tudo o quanto fui xingado, mas não foi pouco. Mas ele não conseguiu o que queria, que era me deixar irritado também. O máximo que fiz foi pegar também um pedaço de pedra, para fazer o mesmo que ele estava pensando em fazer: usar a ignorância e a violência. E a verdade é que ele tinha algo de ruim guardado dentro de si, e queria descarregar tudo no cachorro e em mim também. 
    Apenas continuei ouvindo a sua xingação, e, como naquele dia estava extremamente bem humorado, pedi para que ele fizesse o que o levou ao parque: exercícios físicos, pois a sua barriga estava bastante saliente. 
    Dias depois algo aconteceu que me fez mudar de opinião sobre o Chimbinha: ele correu atrás de uma criança. Cachorro tem esse instinto de sair correndo atrás de tudo que se move, até de carros e motos, não sei com qual finalidade eles tentam morder os pneus dos veículos. Percebi que o negócio poderia ficar sério e dei uns tapas nele. Mas não adiantava, ele demarcou o território e se achava o dono da área. Falei para o pessoal do parque sobre a situação, mas em vão. Eles apenas recomendaram a dizer para as pessoas que o animal não era meu. Cheguei a sugerir que o levassem para a sociedade protetora dos animais, mas não deram muita atenção. 
os cães latem para demonstrar que não estão satisfeitos com a presença de estranhos na sua área

    Então, quem seria responsável caso o Chimbinha mordesse uma criança, por exemplo? O parque, por saber da situação e não tomar nenhuma providência, ou eu, por simplesmente alimentar e brincar com o animal? Os guardas municipais não são contratados para manter a ordem a segurança do patrimônio público?
   Claro que a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco e senti que tinha que tomar providências. Nessa hora me perguntei se era eu quem tinha realmente um transtorno mental... Me considero mais responsável do que os responsáveis pelo parque e decidi que tinha que arrumar alguma maneira do Chimbinha desgostar de mim. 
    Passei a não dar mais comida para ele, pensando que talvez fosse apenas um cachorro interesseiro e faminto. Mas me enganei, ele queria mesmo era a minha companhia e o meu carinho, permanecendo sempre ao meu lado enquanto estivesse no parque, me acompanhando até a saída. Ele continuou a latir para as pessoas que entrassem em seu território, ainda mais quando eu estava por perto. 
    Tive que ser forte, e, a contragosto, dei umas chineladas no Chimbinha. Descarreguei um pouco de minha raiva também. Raiva por não ter condições para mal me sustentar e alugar um barracão e ter um animal de estimação. Ele se afastou de mim, mas logo depois, aos poucos, bem de mansinho, se aproximou novamente de mim, como o seu olhar de "pidão". 
    Já estava cansado e estressado de ter que explicar a todos que ele apenas latia e que não era o dono dele. O jeito foi dar umas palmadas mais fortes e dar uma correria atrás dele. 
     Este método funcionou, e o Chimbinha passou a ter medo de mim. Mas em poucos dias ele ficou mais magro, triste e muito mais medroso do que antes. Mas eu não tive outra alternativa. Agora ele anda escondido no mato, e raramente aparece em seu território demarcado. 
   Depois do medo inicial, ele agora está apenas com receio de se aproximar de mim. Mas continua a me olhar nos olhos, como se quisesse me pedir desculpas, ou algo parecido. O Chimbinha tinha uma coleira e parecia ter um dono, talvez por isso seja tão dependente de uma pessoa. Ele não é como a maioria dos vira latas que já nascem nas ruas e sabem se virar. Nos dias de chuva ele fica desolado e tremendo de frio, enquanto os outros cachorros brincam descontraidamente no parque, não se importando com a água que cai do céu. 
    Às vezes me dá vontade de me aproximar dele, mas sei que, se fizer isso, tudo vai começar de novo. Ai sou eu quem olha para os seus olhos, dizendo:
    - Chimbinha, seja forte, eu não posso te adotar, e com o tempo você vai aprender a se virar como todo cachorro de rua. Infelizmente você é um SRD(sem raça definida) e dificilmente será adotado, apesar de toda a sua fidelidade. Mas, em compensação terá a liberdade de ir para onde bem quiser.
    Vejo o cachorro de algumas madames. São lindos, pelos lisos, tomam banho com xampu e condicionador. São obedientes, mas seus olhos demonstram tristeza....

-obs: escrevi este post há uns sete dias atrás. Aos poucos o Chimbinha foi se aproximando de mim. No começo nem olhava para ele, mas, com o tempo, acabou me seguindo de novo. Não tenho coragem e não sou mal para dar uma surra nele para que se afaste de mim. Não resisti e dei comida para ele novamente e agora voltou com a latição de novo. Já ameaçaram o pobre dog de morte e não sei o que fazer. Conversei novamente com os guardas municipais do parque e a resposta foi a mesma: "diga que o cachorro não é seu". Quero ver se o pai de uma criança irá compreender a situação e não me xingar de tudo quanto é nome, isso se não querer me agredir. O que você faria nesta situação? 

terça-feira, 3 de junho de 2014

Eu que sou doido? 2


  Bem, em primeiro lugar, gostaria de fazer uma correção em algo que escrevi no post "Consultas on line, pode?". Havia denunciado que uma psiquiatra estaria vendendo o antidepressivo sertralina por 14 reais. Por um preço tão acessível provavelmente ela poderia estar vendendo amostra grátis, cheguei a pensar. E além do mais ela se dizia psiquiatra e não farmacêutica né?
    Mas e se a pessoa que colocou o anúncio da venda do medicamento for um fake? Resolvi denunciar para alguns órgãos, mas, devido a burocracia, desisti de tal atitude. O conselho federal de psicologia me pediu para fazer a denúncia por escrito e por carta (em que ano esse pessoal está?). Além do mais pedem testemunhas para o caso a ser denunciado. Oras, se o suposto crime é virtual, a denúncia e a investigação também não deveriam ser? O CRM também é um pouco burocrático quando a questão é internet...
nem crianças falecidas escapavam...

   Para o facebook, tudo é normal. Não adiante nem pensar em denunciar. A comunidade prints na rede segue até hoje fazendo suas atrocidades psicológicas, como o bullyng virtual. Costumam entrar em grupos somente para zombarem dos membros, que podem ser esquizofrênicos, autistas, etc. Saem atrás de perfis do facebook para zoar, simplesmente zoar a pessoa pelo fato de ter algum problema físico, ou não ter uma bela casa, por exemplo. Também denunciei essa comunidade e a resposta que recebi do facebook é de que nada de anormal foi encontrado na página da referida comunidade. Mas zombar de deficientes físicos não seria um bullyng virtual e dos graves? E invadir os grupos do facebook, o que seria?  Mas parece que hoje em dia eles estão maneirando, já chegaram a zoar até a Izabela Nardoni, como denunciei neste post:
http://memoriasdeumesquizofrenico.blogspot.com.br/2012/12/hackers-invadem-grupos-do-facebook-para.html
antigamente a comunidade não perdoava ninguém e praticava o bullyng virtual
    Olhando os atuais prints na comunidade, acho que valeu a pena denunciar, pois a zoação hoje não é um bullyng tão sério como antigamente.
   Por mim as pessoas dessas comunidades poderiam continuar a fazer isso, hoje não me importo com simples palavras. Quem passou por uma experiência de quase morte acha tudo isso uma tolice de gente com nada na cabeça. Mas e as crianças e adolescentes que sofrem esse tipo de bullyng? Como fica a cabeça dessas pessoas? O que foi feito até hoje no Brasil para impedir esse tipo de crime? Se preocupam muito com o bullyng na escola, e com toda razão, mas deveriam fazer o mesmo quando o caso acontece na rede.
    O facebook tem regras estranhas. Por exemplo se fizermos vários pedidos de amizades para desconhecidos  corremos o risco de sermos bloqueados e impedidos de fazer novos pedidos por sete dias. Mas será que tem alguma graça adicionar somente conhecidos? Acho que está na hora do facebook rever seus conceitos do que é correto ou não.
   Se eu seguir o raciocínio do facebook, para adicionar um desconhecido terei que primeiro que conhecê-lo pessoalmente, ou seja, o desconhecido terá que deixar de ser desconhecido sahsuashaushasuahs
    Eu que sou doido?


sexta-feira, 20 de julho de 2012

Eu que sou doido?

  
tenho minhas maluquices, mas não prejudico ninguém... 


  A cada dia que passa, ao ler os noticiários, me sinto cada vez mais uma pessoa normal. Desta vez foi o ator Marcelo Faria que me surpreendeu. Sinceramente nunca pensei que o Marcelo "faria" uma coisa dessas. 
    Ele, ao não conseguir entrar na área vip em um show, simplesmente ficou nervosinho e quebrou uma garrafa no segurança, que levou seis pontos na cabeça. Olhem na integra a matéria.

Testemunha afirma que ator Marcelo Faria agrediu segurança no Rio de Janeiro

  " Tudo aconteceu na noite de quarta-feira (18), no lançamento do CD do cantor Rogê, porque o segurança Luciano Serafim não permitiu que Marcelo entrasse na área VIP sem autorização.
"O ator insistiu, nitidamente alterado, e passou a ofender o segurança e dar aquelas carteiradas típicas de um comportamento que nos envergonha e lembra que o Brasil é ainda um país escroto e de escrotos", disse a testemunha.
Como nada mudou, Marcelo se irritou, começou a brigar com o segurança e deu uma garrafada na testa de Luciano. O segurança precisou levar seis pontos e está em repouso em casa, sem poder trabalhar.
Acha que acabou? A testemunha ainda conta que Marcelo tentou abafar o caso. "O ator fugiu da casa de shows, esgueirando-se como um ratinho. E depois ficou mandando mensagens pro amigo dele, o cantor do show, e pra sua produtora, pedindo pelo amor de deus que abafassem o caso", disse.
O incidente foi parar na Polícia Civil do Rio. Procurada pela coluna "Retratos da Vida" do "Extra", a assessoria do ator confirmou a agressão e informou que Marcelo prestará toda a assistência necessária ao segurança."

A casa de shows divulgou um comunicado oficial sobre o ocorrido, em apoio ao segurança:
"Ontem, durante o show do cantor Rogê, na Miranda, espaço multicultural localizado dentro do Complexo Lagoon, no Rio de Janeiro, o ator Marcelo Faria agrediu um segurança da casa porque foi impedido de entrar na área reservada às pessoas que compraram ingressos de mesa. O espaço permite uma configuração mista onde pessoas podem comprar ingressos para mesa ou pista. O ingresso de Marcelo Faria era de pista e ele insistiu em entrar na área reservada às mesas. O segurança, cumprindo sua obrigação, impediu a entrada do mesmo gerando a agressão. A empresa RIO MAIOR atende a Miranda e presta serviços de segurança terceirizados. A direção da RIO MAIOR SEGURANÇA já está tomando as medidas cabíveis e de praxe e a Miranda apoiará a empresa com todas as informações que forem necessárias."
    O próprio segurança afirma que o Marcelo Faria não é gente:
  
Agora imaginem se fosse eu ou um outro portador de esquizofrenia que tivesse agredido o segurança? Aonde estaríamos neste momento? Na cadeia ou em um manicômio? Provavelmente iriam dizer que não podemos conviver com a sociedade, que representamos algum tipo de perigo para outras pessoas. A imprensa adora quando alguma pessoa com transtorno mental comete um deslize. Já no caso dos famosos a imprensa também adora, mas nada acontece, tudo fica como está. 
        E o que irá acontecer com o Marcelo Faria? Provavelmente nada, pelo simples fato de ser famoso e ter uma boa condição financeira. Se ele pagar uma multa ou ir à delegacia prestar depoimento já vai ser muito nesse país em que vivemos. Algumas vezes admiro os Estados Unidos que punem os famosos. O cara pode ser o que for lá, mas, se dirigir bêbado, por exemplo, pode até ser preso e prestar serviços comunitários. 
a socialite Paris Hilton prestando serviços comunitários....

     Queria deixar bem claro que não sou um santo, algumas coisas me tiram do sério. O desrespeito é uma delas. Acho uma total falta de respeito uma pessoa que atrapalha o sono de outra pessoa. Moro em uma quitinete, os quartos são bem próximos uns dos outros. O vizinho costuma trocar o dia pela noite, e ele acha que eu também tenho que ficar acordado, fazendo churrascos e bebendo durante a madrugada com os amigos. Mas sempre procurei resolver essa e outras situações na base do diálogo. Nunca cheguei a alterar minha voz para resolver esses problemas que são comuns em "apertamentos". 
    Uma outra situação que me tira do sério é o atendimento dos serviços que contratamos, como internet, tv a cabo, telefonia, etc. Na hora de contratar o serviço somos atendidos rapidamente e com total cordialidade. Mas, quando tentamos reclamar ou conversar com o setor técnico para resolver algum problema... Haja paciência para escutar aquelas musiquinhas irritantes. Até que essa semana o pessoal da internet teve bom gosto ao colocar algumas músicas da Enya, enquanto eu esperava para tentar solucionar o problema. 
     Mas, nem mesmo a música da Enya conseguiu me acalmar naquele momento. Haviam me prometido uma melhora na velocidade para que eu não cancelasse o serviço, mas o que ocorreu foi justamente o contrário. Agora estou preso por um ano por ter feito um novo plano. Confesso que perdi a paciência por não ser bem atendido e cheguei a xingar as atendentes, mas hoje estou totalmente arrependido disso. Sei que elas não têm nada a haver com a situação. Nada justifica uma ofensa verbal a quem quer que seja. 
   Essa é uma das poucas situações que me conseguem tirar do sério. No geral, sou uma pessoa supertranquila e, a cada dia que passa, ao ler os noticiários, vou me sentindo cada vez mais uma pessoa normal, um pacato cidadão.