sábado, 20 de junho de 2015

Cloreto de magnésio parte 2

    No dia 18 de abril comentei sobre os benefícios do uso contínuo do mineral cloreto de magnésio, após muito pesquisar em vários sites que visitei na web.
    Como bom hipocondríaco que sou, estou sempre em busca de terapias alternativas para a melhora da saúde, tanto física quanto mental. No meu caso em particular, creio que o que mais "pega" são os sintomas negativos da esquizofrenia.
   Hoje, após quase noventa dias de uso do cloreto de magnésio, posso confirmar que esse mineral realmente é um bom aliado contra vários males. É óbvio que ele não faz um milagre na vida da pessoa de uma hora para outra, mas foi uma das melhores coisas que descobri para a saúde.
  Mas vou falar sobre as melhoras no meu caso em particular. Informações completas sobre o produto podem ser obtidas no link abaixo:
http://www.curaeascensao.com.br/alimentacao_saude/segredos_curam/segredoscuram5.html
    De uma maneira geral, me sinto mais disposto, tanto física quanto mentalmente. Os exercícios físicos que costumo fazer no parque estão começando a deixar de ser uma sofrência para se tornar um prazer novamente. As dores da idade do condor até que estão sumindo... Estou dando correndo um pouco mais e ficando menos ofegante. Tenho que tomar cuidado, pois na última vez que fiz um hemograma, os meus triglicerídeos estavam em 490mg. Dizem que o cloreto é muito bom para combater o colesterol, mas especificamente sobre os triglicerídeos ainda não achei nada na internet. Mas daqui a três meses vou fazer um outro hemograma para comparar os resultados e chegar à uma conclusão.
    Com essa melhora na disposição, sinto que o sono demora um pouco mais para chegar à noite. Mas não aumentei a dose do "pan nosso de cada dia". Fico assistindo TV ou no notebook. Ou então fico deitado na cama mesmo, procurando pensar em coisas positivas e alegres. Muitas vezes fico naquela nostalgia, lembrando dos bons tempos de infância que não voltam mais. Mas, quando acordo de manhã, estou um pouco mais disposto, parece que agora tenho um sono mais reparador, talvez por ter conseguido chegar ao sono REM, sei lá...
    Antes do cloreto de magnésio, acho que o sono vinha mais rápido, mas talvez por eu estar mais cansado e sonolento mesmo, e sem disposição para muita coisa.
    Por falar em sono, ficava muito sonolento após o almoço, principalmente quando comia uma refeição pesada, tipo um feijão tropeiro, coisa de mineiro mesmo. Acho que o organismo tem um pouco mais de dificuldade em digerir as gorduras, principalmente depois dos 40 anos.
os médicos dizem que a comida tem que ser colorida... o verde é só para disfarçar... 
    Depois que passei a usar o cloreto de magnésio a sonolência pós rango praticamente sumiu, só dá uma preguicinha gostosa mesmo agora. Parece que houve uma significativa melhora na digestão e no metabolismo dos alimentos em meu organismo. Não sinto tanto a barriga estufada e os gases não ficam mais presos. A situação também melhorou na hora de ir ao banheiro, não precisando fazer aquela forcinha para me aliviar. O cloreto de magnésio também me pareceu ser um bom aliado contra a prisão de ventre.
    Estou também respirando melhor. Talvez pelo fato da barriga não ficar tão estufada, principalmente depois do almoço ou então de comer massas. A sensação de tijolo na barriga sumiu. Mas também minhas narinas ficavam um pouco entupidas, não sei bem o que era, mas não era catarro. Quando fui na otorrino(preguiça de escrever o nome inteiro, de falar então...) e ela me receitou um líquido tipo spray para colocar no nariz, antes de dormir. O troço, além de caro, não resolvia o problema, apenas dava um alívio temporário. Não sei bem o que tenho, para que entre pouco ar nas minhas narinas, mas hoje a coisa está melhor. Esse é um grande mal de alguns médicos do SUS. Não informam muita coisa sobre o que temos. E tem alguns que perguntam o que temos quando entramos no consultório...
    Se ficamos bem informados sobre o problema de saúde que temos, podemos melhorar a situação, pesquisando na internet sobre o assunto e evitar situações que façam com que o problema piore ou então volte. Mas infelizmente alguns médicos do SUS pensam que a única função deles é preencher receituários. Posso provar que um certo médico atendia os pacientes em apenas dois minutos em um posto de saúde, pois gravei a entrada e a saída com um cronômetro na frente da câmera e posicionado na porta do consultório do médico. Para acessar o vídeo, é só clicar no link abaixo, pois o postei no youtube. É o esquizo repórter, denunciando e mostrando o descaso com a saúde pública no Brasil.
https://www.youtube.com/watch?v=WKJNLC7J8h8
    Mas, voltando ao assunto da postagem dessa semana, sinto que estou menos ansioso e estressado. Às vezes, por conta dessa tensão sentia meu coração dar uma disparada e bater fora do compasso. Já cheguei, em pleno sábado à noite, a ir em um hospital para que um médico avaliasse a situação do meu sofrido coração (qui dó qui dó...) mas nada foi constatado. Talvez não tenha nenhum problema do coração mesmo, talvez seja só psicológico. Mas, por enquanto não estou tento mais esse problema após estar usando o cloreto de magnésio.
    Como disse no início, a disposição geral melhorou, acho que principalmente por causa do metabolismo ter aumentado e também por uma provável melhora nas condições do fígado. Creio que a ingestão de veneno de rato que fiz há muito tempo atrás deu uma prejudicada na digestão dos alimentos
    Não estou tomando o enziplus, que é um ótimo produto para o metabolismo e uma série de coisas, mas infelizmente é um pouco caro para o meu orçamento. O enziplus resolve todo o meu problema digestivo, da sensação de tijolo na barriga, mas, além de ser caro, não tem aqui na capital mineira.
    Tomei uma caixa inteira de veneno de rato da baygon, mas não aconteceu nada, como podem perceber. Nem uma queimação de leve tive no estômago naquele momento. Creio que a venda de chumbinho já havia sido proibido em todas as lojas naquela época.
    Tentei o autoextermínio durante a fase aguda dos sintomas positivos, afinal, era mais fácil matar a mim mesmo do que me livrar de todas as pessoas que imaginava estarem contra a minha pessoa, ou seja, o mundo inteiro...  Ia de uma cidade para outra, perambulava pelas Br's, mas a mania de perseguição me perseguia aonde quer que eu fosse... A solução foi me esconder no meio do mato.
    Infelizmente ou felizmente, o veneno não funcionou em mim. Cheguei a pensar em processar a baygon por propaganda enganosa...
    Hoje, não penso mais em autoextermínio. Quer dizer, tem umas fases meio punk's em que isso passa bem de leve pela minha cabeça, mas depois tudo passa. Às vezes chego a pensar que sou um bipolar, ou se isto é apenas uma melhora ou piora no meu estado de saúde em geral. Quando não estou bem fisicamente, o pensamento que envenenaram a minha comida se torna muito frequente e não aceito nada de ninguém, pode ser uma caixa de bombom que recuso mesmo. Mas, pelo que pesquisei, existem muitas semelhanças entre a esquizofrenia e a bipolaridade. Mas nem penso em tomar um estabilizador de humor, como chegou a me sugerir um psiquiatra. Não aguento mais tomar esses medicamentos antipsicóticos. Dizem que a quetiapina é indicada tanto para a esquizofrenia como para o transtorno de humor. Já cheguei a experimentar por duas vezes, mas não por muito tempo, pois sentia uma fome de leão, e só se ganhasse mais de dois salários mínimos é que poderia matar toda essa fome, a não ser que o psiquiatra pagasse a conta na padaria ou então eu saísse comendo capim por ai.
    Em relação ao auto extermínio, não penso tanto no assunto, e também não comento. Tenho minhas crenças espirituais (foi a melhor definição que encontrei) e não quero ir dessa para outra voluntariamente. Não sei o que me aguarda, se existe céu ou inferno, ou outras dimensões, sei lá.
Às vezes a dúvida é um ótimo motivador para mudanças em nossas vidas. Mas quem sabe eu não vire uma alma penada, como imaginei ser nos surtos e como a voz me disse quando estava na BR.

       Como disse, tenho minhas crenças, mas não as imponho à ninguém, e procuro também respeitar a crença alheia.... Só acho que quem se intromete muito na vida dos outros é que não merece o meu respeito e dos demais cidadãos de bem. Acho que em primeiro lugar temos que ter e procurar ter as nossas consciências tranquilas e limpas. O problema é que às vezes algumas pessoas simplesmente não tem consciência, e então elas não pesam quando cometem certos atos.
alguns "líderes" usam todas as formas para impor suas convicções...
    Mas, voltando ao assunto cloreto de magnésio, é isso, estou me sentindo melhor e mais motivado. Estou pensando mais positivamente também, meu time acabou de perder no campeonato brasileiro (que novidade...) mas não estou tão triste como ficava antes. Para quem quiser maiores informações, é só clicar no link que postei no início. Também no facebook existem vários grupos sobre o cloreto de magnésio, onde as pessoas tiram suas dúvidas e compartilham suas experiências com esse mineral maravilhoso e do bem. Vale lembrar que o magnésio tem que ser o PA (para análise). O outro, que é mais fácil de se encontrar em farmácias é mais barato, porém é cheio de impurezas que podem prejudicar o organismo das pessoas.
   Por falar em preço, consegui achar um local onde o preço do cloreto é bem razoável. Enquanto nas farmácias 33gr custa 9 reais, neste laboratório um pote de 500gr custa bem menos e dá para usar por cerca de uns seis meses.
    O cloreto que encontrei e que uso é o da marca Synh, que é recomendada pelo Padre Beno, que deu um depoimento na net sobre a cura que obteve de um problema na coluna, pois esse mineral é excelente para as articulações em geral.  A imagem que posto embaixo foi tirada do primeiro link que postei, logo no início dos meus escritos dessa semana.
onde encontrar e quais marcas adquirir de cloreto de magnésio
    Quem tiver alguma dificuldade de encontrar em sua cidade o cloreto de magnésio PA, pode entrar em contato comigo por email. Estou disponibilizando, além dos livros que escrevi, este mineral que recomendo a todos que usem, pois não é um remédio, é algo que o nosso organismo necessita de uma certa quantidade todos os dias e, que, por causa dos agrotóxicos, as frutas e verduras não estão sendo boas fontes. Basta enviar um email com o assunto "cloreto de magnésio" para:
juliocesar-555@hotmail.com
    É isso ai pessoal, vamos nos cuidar, tanto fisicamente, como psicologicamente. E, claro espiritualmente também, cada um respeitando as convicções dos outros, sem intolerância e brigas e discussões que não levam a lugar nenhum. Quer dizer, para a maioria não leva, mas para alguns parece que leva ao poder no congresso e em outros setores da sociedade.
   Por último gostaria de dizer que o cloreto de magnésio não é um medicamento, é um mineral necessário a vida e a saúde. Você, que talvez tenha recebido um diagnóstico de depressão, por exemplo, nunca parou para pensar que a falta de energia que você sente pode ter alguma relação com problemas de saúde, devido à falta de vitaminas e minerais? Por exemplo, a falta de iodo pode ocasionar problemas na tireoide e a pessoa pode sentir cansaço, fraqueza, etc.
Saudações esquizofrênicas e até o próximo post...
   -Obs: gostaria de dizer que nada tenho contra os verdadeiros evangélicos, pelo contrário, fui muito ajudado por alguns evangélicos durante os meus surtos, principalmente quando fiquei nas ruas por alguns meses.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Adquira o cloreto de magnésio

 
 Já postei duas vezes sobre o cloreto de magnésio. Mas procuro ser muito responsável na hora de indicar algo relacionado à nossa saúde. Além de pesquisar muito na internet sobre esse mineral, também entrei em três grupos no facebook com tema cloreto de magnésio. Fiquei um bom tempo me informando, pesquisando, observando depoimentos de curas e melhoras até começar a tomar.
    Depois de dois meses pude realmente comprovar os benefícios desse mineral e não tive nenhum efeito colateral, pois o magnésio não é um medicamento, e sim algo que o nosso organismo precisa todos os dias para uma série de atividades em nosso organismo.
    Postei alguns links sobre o assunto, para que os leitores possam se informar melhor. O mais completo e informativo que encontrei foi esse:
http://www.curaeascensao.com.br/alimentacao_saude/segredos_curam/segredoscuram5.html
    Neste site o leitor irá encontrar informações sobre os benefícios, a forma de preparar e consumir. Pouquíssimas pessoas relataram efeitos colaterais, sendo que nenhum grave, apenas um pouco de tontura e diarreia. Vale ressaltar que o cloreto de magnésio for tomado em jejum pode funcionar como laxante.
   Vale ressaltar também que o cloreto de magnésio tem que ser o PA, que é o mais puro. O comum contém muitas impurezas e pode ser prejudicial à saúde. Esse mineral só é contraindicado para quem tem sérios problemas renais e faz hemodiálise, pois um possível excesso de magnésio é sempre eliminado pela urina. Obviamente tem que se respeitar a dosagem, pois tudo em excesso faz mal.
    Consegui encontrar um laboratório perto de minha casa e comprei um pote de 500gr por um preço muito bom. Quem tiver alguma dificuldade de encontrar o cloreto de magnésio PA em sua cidade, entre em contato comigo, que estou disponibilizando por um preço bem acessível. Um pote de 500gr dura em média seis meses e sai bem mais barato do que o comprado em farmácia. Geralmente 33gr custa em média nove reais.
    Para adquirir o cloreto de magnésio e saber maiores informações entre em contato comigo:
juliocesar-555@hotmail.com

sábado, 13 de junho de 2015

Perguntas e respostas

    Às vezes, estudantes me enviam perguntas para que eu possa responder e ajudá-los em seus trabalhos acadêmicos. Já respondi alguns, mas o último que recebi não o fiz, pois a solicitante pediu para que eu respondesse através de um vídeo. E, como já disse antes, não me dou muito bem com as câmeras. Cheguei a gravar alguns vídeos para o meu canal no youtube, mas não o faço mais, me acho melhor escrevendo do que falando. A verdade é que ultimamente ando meio desanimado com certas situações que um aposentado vive em um país como o Brasil...
    Havia até respondido às perguntas e salvo no word, mas, na hora de ficar frente à câmera, o incômodo falou mais alto e desisti. Resolvi então publicar aqui no blog, e também abrir este canal. Quem quiser fazer perguntas, podem me enviar por email (juliocesar-555@hotmail.com) que responderei aqui no blog com o maior prazer. Claro que se a resposta estiver ao meu alcance.
Então, vamos as perguntas:

1- Com qual idade você recebeu o diagnóstico de esquizofrenia?
    Bem, eu não recebi um diagnóstico. As psicólogas apenas me faziam um monte de perguntas e anotavam tudo em uma folha de papel. Já os psiquiatras apenas perguntavam o que eu estava sentindo e então receitavam os medicamentos em poucos minutos. Só fui saber o que eu tinha quando fui fazer a minha primeira perícia no INSS, aos 35 anos de idade. Havia surtado pela primeira vez aos 32 anos, tentei voltar ao trabalho algumas vezes, mas, como o trabalho de operador de som é um pouco estressante, sempre tive recaídas e, em uma delas cheguei à conclusão de que não estava mais conseguindo trabalhar e a aposentadoria seria a única solução para o meu caso. 
    Li o laudo que o psiquiatra me passou e constatei que o que estava atormentando a minha mente era uma tal de F-20, chamada esquizofrenia paranoide. À princípio imaginava que se tratava de algo espiritual, ia na igreja, e, quando o pastor chamava as pessoas para ir à frente do altar para receber a oração, mil caíam a minha direita e dez mil à minha esquerda, mas eu não caia de jeito nenhum. Cheguei a pensar que o espírito que estava em mim era muito forte e que somente tirando a minha vida é que o problema seria resolvido. 

2- Que sintomas apresentava?
    Além dos sintomas clássicos, que são as alucinações auditivas e visuais, e uma mania de perseguição absurdamente exagerada, eu também tinha alguns delírios, principalmente os místicos e os de grandeza. As vozes no início só comentavam o que eu fazia, ou então falava coisas banais, colocando defeitos em mim. Depois, como a mania de perseguição aumentou, as vozes começaram a se tornar ameaçadoras: "Vamos pegar ele hoje?" Foi o que cheguei a ouvir há alguns anos atrás, quando me aproximei de algumas pessoas que estavam sentadas em uma mesa de bar. Os meus delírios eram mais relacionados ao misticismo, a religiosidade. Pensava que era um ser superprotegido por forças sobrenaturais, acreditando que nada de mal poderia me acontecer, e, por causa disso, passei por algumas situações complicadas. Por exemplo, quando morava em uma cidade do interior de Minas Gerais, havia ouvido falar que uma certa rua era a mais perigosa da região, que havia muitos crimes, brigas e até mortes. Resolvi, de um dia para outro, ir à esta rua. Era bem estreita e escura, mas não tive medo. Fui até o fim dela e depois voltei sem que nada me acontecesse. Talvez eu tenha um anjo da guarda bem atento...


3- Qual medicação você faz uso? Via oral ou sub cutânea?
    No momento, estou tomando somente o diazepan, pois não me dei bem com nenhum dos vários antipsicóticos que já experimentei. Como moro sozinho, tenho que ter um pouco de disposição para fazer certas coisas, como lavar a minha roupa, ir ao restaurante, ir ao centro para resolver alguns problemas, e os medicamentos não me deixavam fazer isso. Quando sinto que estou começando a ficar agitado, volto a tomar a clorpromazina e o fenergan. O último que cheguei a experimentar foi a quetiapina, mas esse medicamento, além de me deixar muito dopado, me dava muita fome. Não tenho condições de comprar tudo o que dava vontade de comer quando estava sob o efeito deste antipsicótico. E também não quero estragar a minha saúde, aumentando as taxas de colesterol e triglicerídeos. Já cheguei a tomar injeção de haldol, mas no meu caso foi sofrível, pois fico com uma reação adversa muito desgastante, que é a acatisia. E, como a injeção tem o efeito de um mês, passei 30 dias muito complicados. Considero válida tomar antipsicóticos através de injeção, mas somente no caso da pessoas estiver completamente adaptada ao medicamento, preservando assim o fígado e o aparelho digestivo. Não estou aqui fazendo campanha contra os medicamentos, conheço algumas pessoas (não muitas) que se deram bem usando e que têm uma vida bem próxima do normal. 

4- Como os seus familiares reagiram ao diagnóstico? E os amigos?
    Essa é uma pergunta a qual não posso respondê-la em sua totalidade, pois saí de casa aos 17 anos e comecei a trabalhar como operador de som. Sempre gostei de morar sozinho e ter liberdade. 
   Já os amigos, também fica difícil responder, pois o meu círculo de amizades se restringia aos "colegas" de trabalho. 
    Mas as pessoas em geral se afastaram de mim, principalmente aquelas que eu procurava ajudar com os meus conhecimentos em eletrônica e sonorização. Chegava a consertar e instalar equipamentos de som em igrejas sem cobrar nada, pensando que estaria ajudando diretamente no trabalho de Deus, e na verdade estava era poupando o bolso do padre e do pastor da igreja em que cheguei a montra o som. 
     A pior situação ocorreu no trabalho mesmo, pois era um bom profissional. Quando os surtos vieram, acontecerem situações bem complicados em relação a um certo dono de uma empresa em uma cidade do interior de Minas Gerais. Não respeitaram nem o meu auxílio doença, sendo obrigado a trabalhar (ou pelo menos tentar) quando estava de licença, pelo simples fato de morar nos fundos da firma. 

5- A esquizofrenia tem vários subtítulos, tipo paranoica, qual a sua?
    A minha esquizofrenia é a paranoide, que é a mais comum. O sintoma principal, como o próprio nome diz, são as paranoias. Mas cada portador tem a sua esquizofrenia única, costumo dizer que não existe a esquizofrenia, e sim as esquizofrenias. A esquizofrenia, na minha opinião, é um transtorno mental muito mais complexo do que o excesso de dopamina no cérebro, que é a teoria mais aceita no momento pelos psiquiatras para a causa desse transtorno mental que acomete cerca de 1% da população mundial.
tipos de esquizofrenia


6- Quais as dificuldades encontradas no convívio com outras pessoas no seu dia a dia?
    A principal dificuldade no relacionamento com as pessoas é devido à mania de perseguição exagerada. Não é nada fácil conviver com e interagir com o mundo em nossa volta se pensamos e às vezes temos a certeza em nossas mentes que algumas pessoas estão contra a gente e bolando algo para nos prejudicar. Sou duplamente desconfiado: primeiro por ser mineiro, e também por ter esquizofrenia. 
Outra dificuldade é o fato das pessoas me acharem um cara estranho e calado. Não vejo nada demais em falar pouco, é como se fosse um defeito grave. Acho que falar demais é bem pior.

7- Existe alguma atividade que você não possa executar por conta da esquizofrenia?
    Infelizmente a esquizofrenia é um transtorno mental incapacitante na maioria dos casos. No meu em particular, não me permitiu mais trabalhar, pois a partir de um certo momento o som alto começou a afetar a minha mente e a me deixar estressado. Sem contar o fato de que esta profissão exige um contato com multidões, e hoje tenho uma certa fobia social. Mas, a vida social também é muito prejudicada. Hoje praticamente saio de casa para almoçar pois só sei fazer ovo cozido...
frustrada tentativa de fazer um omelete super proteico...


8- Já sofreu algum tipo de preconceito por causa do seu diagnóstico?
    Preconceito explícito não, mas sempre tem aquele preconceito velado, escondido. Sinto que as pessoas chegam a pensar que eu possa ser uma pessoa agressiva, que a qualquer momento posso enlouquecer e cometer algum ato violento. Esse preconceito é um pouco parecido com o que acontece com os negros no Brasil, todo mundo diz não tem preconceito, mas o que vemos, principalmente no mercado de trabalho, não é bem assim. Mas no geral, não tive problemas mais sérios devido à esta condição, pois procuro sempre me manter tranquilo. 

9- Como é para um esquizofrênico se inserir no mercado de trabalho?
    É praticamente impossível um portador de esquizofrenia conseguir um emprego em uma entrevista se ele revelar a sua condição e dizer que toma antipsicóticos. É muito comum um portador de esquizofrenia ser mandado embora de uma firma quando volta do auxílio doença. 
   Há pouco tempo saiu uma lei que equipara os portadores de esquizofrenia aos deficientes. Ou seja, quem tem esquizofrenia pode tentar uma vaga na cota reservada para deficientes em empresas que tem mais de cem funcionários. Fora isso, a chance é quase zero, se for revelado a condição. 

10- Quanto aos sintomas: notou alguma melhora com a medicação?
    Como já disse em uma pergunta anterior, experimentei vários antipsicóticos. Alguns até chegavam a melhorar alguns dos sintomas, mas o preço a ser pago no meu caso era alto demais. Ficava muito sonolento, acordando por volta do meio dia. O raciocínio também ficava lento, ficava com muita fome, pois os antipsicóticos alteram alguma coisa em nosso cérebro. Deve ser algo parecido com a "larica" provocada pelo uso da maconha, não posso dizer com exatidão, pois não faço uso dessa substância.
O antipsicótico também me deixava meio robotizado emocionalmente, cortava as minhas sensações, não achava graça em nada, nem mesmo quando o meu time marcava um gol...

11- Precisou de tratamento fonoaudiológico? Como foi?
    No meu caso em particular não foi preciso. Creio que a esquizofrenia em geral não atrapalhe na comunicação do indivíduo, seja no ato de falar, como também na audição. Talvez atrapalhe quando o indivíduo tenha também um déficit mental, ou então o uso contínuo e exagerado de medicamentos dificulte um pouco na fala, pelo fato de atuar no sistema nervoso central, ou seja, deixar a pessoa dopada. 

12- Junto aos medicamentos, faz terapias?
     Particularmente não gosto de ir à psicólogas, mas não tenho nada contra quem gosta de fazer este tipo de terapia. Na minha opinião, a melhor terapia é ter um sentido para a vida, ser útil, fazer o que gosta, aprender algo novo, enfim se exercitar física e mentalmente. 

13- Se ficar sem tomar remédio, os sintomas voltam? Tem consciência de quando eles voltam?
    Na maioria das situações, sinto quando estou prestes a surtar, sei quando estou começando a ficar meio agitado. A gente vai aprendendo a conviver com os sintomas, a se conhecer melhor. Costumo dizer que ter surtado teve o seu lado positivo, pois, a partir desse momento, passei a estudar melhor o assunto e a encontrar respostas para várias questões sobre a meu jeito de ser. 
    Como não uso os antipsicóticos continuamente, uso o diazepan como um SOS, sempre levo alguns comprimidos no bolso da calça quando vou sair. Mas nem sempre desconfio que estou prestes a surtar. O stress é um gatilho para a esquizofrenia, e às vezes não reparo que estou prestes a ter um surto. 
Mas, quando sinto que a situação está piorando, volto a tomar os antipsicóticos por um tempo até me estabilizar novamente.
os portadores reclamam muito dos efeitos colaterais dos antipsicóticos....


14- Tem namorada? Leva uma vida saudável, normal, ou perto disso?
    Depois que tive os surtos, nunca mais tive um relacionamento. Antes, tinha facilidade de arrumar uma namorada, devido ao meu trabalho como operador de som. Tinha uma boa aparência, e, apesar da timidez excessiva, namorava, mas nada sério e duradouro. 
    Atualmente não levo uma vida saudável. Tento praticar alguns exercícios físicos, para manter a musculatura normal e assim não atrofie. Em uma fase difícil, tive dificuldades em subir uma escada, pois ficava o dia inteiro dentro do quarto e na hora de subir os degraus quase não tive forças para chegar ao segundo andar de um prédio. A partir daí, decidi a fazer pelo menos um mínimo de exercícios físicos. Mas os chamados sintomas negativos da esquizofrenia costumam ser bem parecidos com os da depressão, ou seja, falta de energia, desânimo, etc. Passo a maior parte do dia em frente do notebook ou então assistindo TV. Creio que a psiquiatria tenha que se preocupar não somente com os sintomas positivos, que são as alucinações. Os sintomas negativos são tão incapacitantes quanto os positivos. Infelizmente os profissionais afirmam que os mesmos medicamentos dopantes usados para tratar os sintomas positivos podem ser usados no tratamento dos sintomas negativos. Particularmente não entendo como que um remédio que deixa a pessoa sonolenta seja indicado para tratar alguém que tenha os sintomas parecidos com os da depressão.

15- Falo o que quiser para a turma e divulgue o seu trabalho
    Bem, o meu trabalho é esse, divulgar, através do blog, o que é a esquizofrenia na visão de um portador. Tento, da melhor maneira possível, mostrar que o portador de esquizofrenia não é um ser agressivo, violento e que rasga dinheiro. Sei que é pouco, mas procuro fazer a minha parte, como o pássaro que tenta apagar o fogo na floresta jogando água com o seu pequeno bico.
    A informação é a melhor arma para se combater o preconceito, só através dela é que poderemos deixar de ser discriminados pela sociedade.
    Creio que nas mais de 200 postagens que já publiquei no blog tenha bastante informação sobre o assunto, mas não vou parar de publicar, mas aceito sugestões de postagens e também abri esse canal de perguntas e respostas. Para me enviar uma ou mais perguntas, é só usar o seguinte email:
 juliocesar-555@hotmail.com 
     E, se puderem adquirir o meu livro, tenho a certeza de que estarão adquirindo boas obras, e por um preço acessível. Maiores informações no lado superior direito da página.

os leitores têm gostado muito dos livros que escrevi

sábado, 23 de maio de 2015

Divagações esquizofrênicas 9

 
 
 No último dia 17, quando fui pegar o resultado do hemograma, vi uma enorme fila no posto de saúde. No início dela havia uma mulher aplicando uma vacina nas pessoas. Como bom hipocondríaco que sou, não pensei duas vezes e entrei na fila.
  Quando chegou a minha vez a "vacinadora" me fez uma série de perguntas:
   - Quantos anos você tem?
   - Trabalha na área de saúde?
   - Tem alguma comorbidade?
   Como não preenchi nenhum dos requisitos básicos, não consegui tomar a vacina, apesar de fazer cara de pidão para a vacinadora...
    A vacina em questão é para a gripe, e o público alvo são os idosos, crianças, trabalhadores da área de saúde, população indígena, etc. Mas deveria ter uma cota para os hipocondríacos, pois sempre sobra muito desse tipo de vacina, por que muitas pessoas que fazem parte do público alvo tem uma certa rejeição, por preconceito e falta de informação... Pensam principalmente que irão ter uma reação alérgica grave, ou que poderão ficar doentes, pois a vacina nada mais é do que os próprios vírus enfraquecidos e detonados, que estimulam o organismo a produzirem as defesas.
   Sai do posto meio frustrado, pois não quero e nem posso pensar em ficar doente. Quem tem família, até que a dor é amenizada quando uma forte gripe aparece. Sopinha na cama, ficar o dia inteiro na cama assistindo televisão, suquinho, etc. E a mamãe medindo a temperatura corporal...
   Eu tenho que me virar, quando fico doente é complicado. Me lembro que, quando ainda estava nas minhas andanças, cheguei a pegar uma forte dengue. Estava em Belo Horizonte, morando por ai na minha barraca de camping. A cabeça começou a doer muito, as articulações também, enfim tudo doía. Fora a moleza, a lesmeira geral que tomou conta do meu corpo. A mochila parecia estar pesando mais de 150kG! O jeito foi pegar um pedaço de papelão, me deitar na calçada e pegar a minha manta para me cobrir, pois também estava com febre e calafrios.
    Fiquei um bom tempo pensando no que fazer. Era sábado, os postos de saúde estavam fechados e teria que ir em uma UPA ou então em um hospital qualquer. Mas não iria conseguir andar muito com a mochila e com a moleza que estava sentindo. O jeito foi me deitar e descansar.
    De repente uma ideia surgiu do nada em minha cabeça: O SAMU! Liguei então para o 132 e, a princípio os caras não queriam me ajudar, alegando que o serviço era somente para emergências. Expliquei então melhor a situação e, após uma hora, eles chegaram. Foi a salvação, não iria conseguir chegar à lugar nenhum naquele estado e com a mochila nas costas.
    Fui levado para uma UPA que não conhecia, por volta de uma hora da tarde. Nos corredores, muita gente passando mal: uma senhora de idade vomitando à todo instante, uma linda loira deitada em uma maca com aquela cara de quem não está muito bem e que recusou o jantar. Havia também um senhor de idade reclamando que estava há dois dias naquele lugar e que não era liberado. Enfim, um caos, dos cinco médicos que eram parar estar no plantão, apenas dois estavam trabalhando...
    Dei um piti quando uma mulher bem vestida aparentando estar bem foi atendida na minha frente. Parecia que ia para uma festa. Ai comecei a reclamar, disse que a prioridade era para quem estivesse com dengue e comecei a dar uma de chato, pois notei que quem fica muito quietinho nestas situações é atendido por último. Cheguei a pegar algumas folhas no balcão para ver se o meu nome estava constando, só para pressionar mesmo e para que elas quisessem se verem livres da minha persona no grata. Até que deu resultado, fui atendido por volta das dez horas da noite, e, depois de tomar o soro e o paracetamol já estava me sentindo bem melhor...

O hemograma
e a luta continua...
   
     Conheço bem o meu organismo. No sedentarismo que me encontro, e com a comilança desenfreada de besteiras, já estava prevendo que os meus triglicerídeos estariam altos, algo em torno dos 400mg. E quase acertei, quando abri o resultado constatei que sou bom nessas coisas, pois o meu sangue está com 490mg dessa gordura indesejada. O restante está em ordem, todos aqueles numerozinhos estão dentro dos valores limítrofes: os monócitos, os basófilos, os neutrófilos, etc...
    Nem vou me consultar com o médico, pois sei que ele irá me receitar a sinvastatina. Os médicos deveriam, além de dar a medicação, conselhos para evitar que o problema ocorra. Não quero detonar o meu fígado, e vou fazer alguns cortes no meu orçamento (que nem a dilma) para voltar a tomar o ômega 3. Com essa gordura do bem, já consegui abaixar uma vez os níveis de triglicerídeos de 580mg para 270mg! Claro que também passei a fazer exercícios físicos e dei uma maneirada na comilança desenfreada de besteiras... 
    Passei a me sentir muito mais disposto, mais ágil e com o raciocínio mais rápido. O sangue sem as gorduras do mal fica mais leve, e flui com mais facilidade, exigindo menos esforço do coração para bombeá-lo para todo o nosso organismo. Até "naquilo" o ômega 3 ajuda, pois as artérias começam a ficar mais liberadas e ai o sangue flui com mais facilidade e melhorou a minha disposição nesta área. 

Enziplus

    Ganhei uma mini geladeira para carro. Aqui onde moro tem uma "geladeira comunitária", mas um cara praticamente assassinou a coitada que fica na cozinha. Um indivíduo meteu a faca na geladeira, por que a carne congelada estava presa no gelo. Só que ele errou alguns golpes, ferindo gravemente a coitada da geladeira, e o seu gás acabou escapando pelas perfurações e agora não funciona mais.
    A dona do imóvel nem quis saber, queria que todo mundo pagasse o conserto da geladeira, que fizéssemos uma vaquinha para pagar o técnico, sendo que o orçamento ficou em 240 reais e cada um teria que desembolsar 50 reais para ter a geladeira funcionando novamente.
    Claro que não aceitei a proposta. Quando a proprietária me propôs a vaquinha, fiquei calado, pois ela sabia quem foi o assassino da geladeira, pois eu não faço comida, a não ser ovo cozido e miojo. Creio que ela entendeu o meu silêncio, fiquei calado para evitar polêmica. Não posso pagar pelo erro dos outros, ainda mais um erro grosseiro desses. O cara mete a faca na coitada e eu tenho que pagar o conserto? Quando ela estragou, nem tinha ideia do que estava acontecendo, só vi que estava fazendo um barulho estranho e que havia deixado de gelar. Para mim, ela estava fazendo o degelo automático, não tenho muita experiência em geladeiras, pois sempre tive frigobar mesmo.
    A mini geladeira que ganhei é ótima, da marca Black & Decker. Pensava que ela só conseguiria no máximo manter a temperatura do que fosse colocado nela. Ou seja, para conseguir uma água gelada, teria que colocar em uma geladeira para depois colocar na mini geladeira. O cara que me passou essa mini geladeira disse que ela estava com um mau contato. Então refiz todas as soldas e fui atrás de uma fonte de 12V. Como a grana estava curta, corri atrás e postei em alguns grupos do facebook que estava precisando de uma fonte. Não demorou dois dias e um cara gente boa me disse que poderia pegar uma em seu local de trabalho! 
    No dia seguinte fui buscar a fonte e, quando cheguei em casa logo a liguei na mini geladeira que, para a minha felicidade, começou a funcionar perfeitamente. E ela não só mantem a temperatura dos produtos, ela chega a gelar também, a água ficou bem geladinha depois de uma hora. Existem muitas pessoas boas no mundo, e creio que sejam a maioria. Acho que o mundo ainda não está no seu final, o bem sempre vai prevalecer contra o mal. 
    Agora estou podendo tomar o enziplus, que é um ótimo produto natural, já citei aqui no blog umas três vezes. Estou me sentindo mais disposto fisicamente e, consequentemente, psicologicamente também. A digestão está melhor, parece que o aparelho digestivo volta a funcionar como éramos mais jovens. E com isso tudo fica melhor. Parece que todos os órgãos funcionam melhor também, não sei explicar qual tipo de mágica que esse produto causa em nosso organismo. Só tomando para saber. Gostaria de deixar bem claro que não trabalho para o fabricante do produto, mas só estou compartilhando algo que me fez e me faz muito bem.
    Também vou voltar a tomar o cloreto de magnésio. Ele me deixou menos ansioso, me ajudou a dormir melhor e até estava começando a melhorar o meu dedão machucado. O cloreto de magnésio é ótimo para as articulações. Comecei a tomar também o colágeno também, para melhorar de uma vez esse dedão. O colágeno também é bom para as articulações. O médico mandou que eu colocasse o pé debaixo do chuveiro na água morna que o problema seria resolvido. Isso foi à sete meses atrás...
Depois ainda temos que ouvir que não podemos nos automedicar e que não devemos procurar os farmacêuticos... Mas como se nem somos atendidos nos postos de saúde? E, quando somos, não temos um bom atendimento? 
    No último post estava muito mal, nem tive ânimo para escrever qualquer coisa no caderno para postar no blog. Apenas abri o blog e digitei aquelas palavras que apareceram em minha mente naquele momento. Acho que foi a primeira vez que postei quando não estava me sentindo bem, talvez seja por isso que muitas pessoas pensam que resolvi o problema da esquizofrenia em minha vida. 
   A questão do tédio é um ciclo vicioso. Estamos desanimados fisicamente para tentar sair da rotina, e então o tédio aparece e nos deixa mais desanimados ainda. E o contrário também acontece. Estamos entediados, não achamos graça em nada, não procuramos nos exercitar, ocupar a mente, e ai começamos a sentir isso na parte física. Temos que estar bem fisicamente e termos a vontade de realizar certas coisas para sair desta situação. 

Central de Downloads do Esquizo

     Esta semana estou disponibilizando na CDE o livro "Reflexões de um Esquizofrênico" de Fraklin Mano. De início, pensei que se tratava de um relato de um portador de esquizofrenia, a sua relação com o transtorno, os perrengues, etc. Mas, como o próprio título sugere, o que está no livro são as reflexões de um portador de esquizofrenia sobre vários temas, e não sobre esquizofrenia. Achei muito interessante, ainda não o li por completo, mas vale a pena ler. Abaixo algumas de suas reflexões, em relação ao nosso país:

Os brasileiros levam a corrupção a sério
O Brasil é país onde a população mais leva a corrupção a sério, pois vão até as últimas consequências para legalizá-la e concretizá-la através do voto.

Ficção Brasil
É complexo sobreviver em um país onde frequentemente as agências dos correios e bancos entram em greve e a saúde, educação, segurança e transporte públicos não passam de ficção.

Subserviência hereditária
A escravidão acabou, mas a subserviência no Brasil é hereditária.

Indultos aos presidiários
Preso é preso e pronto. Depois de cumprir toda sua pena pode comemorar quantas datas quiser, antes disso, o Estado ao dar indultos, é cúmplice da reincidência.

    Como a maioria deve saber, para acessar a Central de Downloads do Esquizo basta clicar na imagem ao lado direito superior da página. 


Inclusão de pessoas com deficiência psicossocial no mercado de trabalho
 
    Outro dia, nas minhas andanças pelos grupos do facebook, me deparei com um post com o título parecido com o que estou postando agora.
    Antes de tudo, o que é uma pessoa com deficiência psicossocial? É a mesma coisa que uma pessoa que tem um transtorno mental?
    Quem tem um transtorno mental e já passou pelo pior, e que se encontra estabilizado, porém com algumas sequelas, pode ser chamado de deficiente psicossocial. As sequelas podem ser o isolamento, a desconfiança, e outros pensamentos e comportamentos. Ou seja, o indivíduo tem alguns resquícios do transtorno, mas já não tem crises e surtos, ou seja, tem algumas condições de ingressar no mercado de trabalho. 
    Então foi regulamentada uma lei que equipara os portadores de diversos transtornos mentais aos deficientes com o intuito de terem acessos aos mesmos benefícios no mercado de trabalho. Uma empresa com mais de cem funcionários tem a obrigação de ter um certo número de empregados com deficiência. Então a partir da data em que a lei foi regulamentada, portadores de vários transtornos mentais podem tentar voltar a trabalhar: portadores de esquizofrenia, depressão, síndrome do pânico, síndrome de asperger, autismo, paranoia, síndrome de Rett, dentre outros. 
   No meu caso em particular, sou sincero. Sempre trabalhei como operador de som, e gostava do que fazia. Não importando se trabalhasse principalmente nos finais de semana e feriados, pois aquilo era também uma diversão para mim. Gostava de festas, música, shows ao ar livre. Me sentia útil fazendo parte da festa, mesmo não aparecendo. Operador de som é igual juiz de futebol, se não aparecer para a galera, é sinal de que o serviço está sendo bem feito. Mas, a partir do momento em que a esquizofrenia apareceu em minha vida, tudo mudou. O contato com as pessoas passou a ser um stress para mim, sem contar que não suporto mais som alto. Até tentei voltar a fazer alguns bicos, fazendo serviços simples. Mas o problema não era a quantidade de canais e microfones utilizados, e sim a quantidade de pessoas que compareciam ao evento. Me lembro que fiquei muito mal ao fazer um pequeno serviço (voz e violão) em uma reunião. Mas o salão estava lotado, e o som me incomodava muito, hoje em dia não tenho muita referência se o som de um show está bom ou não. Qualquer som, principalmente os agudos, me irritam e muito, parecem que entram para dentro de minha mente. Me lembro que neste dia que fiz o serviço comi uns trinta pedaços de bolo e pão de queijo, para me acalmar, pois havia muitas pessoas naquele evento. 
    Me lembro também que fiz uma festa de aniversário e comi uns cinquenta doces de chocolate. Não era brigadeiro não, festa de rico não tem brigadeiro, beijinho etc.  Tem outros doces com nomes mais sofisticados, mas no final é tudo a mesma coisa, chocolate, leite condensado, etc. E a tensão foi tão grande que comi os doces antes do jantar. Ninguém estava pegando os doces na mesa, só eu mesmo, que tentava disfarçar, passando toda hora perto da mesa e pegando um doce, mas uma mulher ficava lá para vigiar, mas não dizia nada. Só depois de ficar empazinado é que me acalmei...
    Vi que não compensava passar por estas situações, e que poderia voltar a ficar mal novamente. Mesmo ganhando um salário mínimo, resolvi que o melhor a ser feito era parar com a carreira de operador de som, evitando assim o stress, que é um dos principais desencadeadores de um surto psicótico. 
    Não pensem que eu gosto de vida boa, ficar o dia inteiro no pc e na tv. Queria fazer algo, ganhar um salário hoje em dia não está dando para fazer muita coisa. Mas não sei o que fazer, existe algum serviço que se possa fazer sem que eu tenha que entrar em contato com muitas pessoas? Serviço pesado já não aguento mais, já estou quase na casa dos 50...
    Quem se interessou pela chance de voltar ao mercado de trabalho, abaixo estão os links que achei mais interessantes sobre esta nova lei:
   O INSS também conta com um apoio a quem pensa em retornar ao mercado de trabalho, depois de ser aposentado por invalidez. Eu não penso em fazer isso, pois sinceramente não sei em que posso trabalhar. Não creio que um simples medicamento vai resolver todos os meus problemas e paranoias sem me detonar fisicamente. E moro sozinho, se eu tiver uma recaída não quero passar por tudo o que já passei, morando nas ruas. Já cheguei a ficar três dias em um asilo quando surtei no trabalho. Já cheguei a ficar praticamente um ano em um albergue, onde aparecia todo tipo de pessoas: as com boas intenções e os que não tinham intenções e os que tinham más intenções, os que tinham acabado de sair da penitenciária, e por ai vai. Não é comodismo, é uma situação complicada em que não consegui encontrar uma solução ainda...
    Não esqueçam de votar na enquete sobre este assunto, no lado superior direito da página. Também tem outras enquetes para serem votadas, gostaria de saber a sua opinião sobre os assuntos postados no blog. Obrigado pela participação e pela visita de todos.

Luto

    O matemático norte-americano retratado no filme “Uma mente brilhante”, John Nash, faleceu na tarde deste sábado (23) em um acidente de carro.
    Segundo relatos, Nash, que tinha 86 anos, havia acabado de retornar da Noruega com sua esposa Alicia, 82, quando o táxi em que estavam se acidentou em uma rodovia de Nova Jersey. Os dois faleceram antes mesmo de chegar ao hospital. O motorista do táxi e o motorista do outro carro ficaram feridos.
    Os trabalhos do vencedor do Nobel de 1994 e sua luta contra a esquizofrenia foram retratados pelo personagem estrelado por Russel Crowe no premiado filme de 2001. O ator, inclusive, disse estar chocado com a morte do casal e manifestou solidariedade às suas famílias.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Novo preço dos livros

   
       Devido ao aumento de preço dos serviços das gráficas, infelizmente fui obrigado a repassar o valor dos livros que publiquei.
   - Livro Mente Dividida: 32 reais
   - Divagações esquizofrênicas: 37reais
   - Quem adquirir os dois juntos vai ter um desconto, e o preço final, ao invés de 69 reais, será de 65 reais apenas. As despesas de correios já estão incluídas.
    Já em PDF os valores continuam os mesmos: 7 reais cada um e 12 reais os dois juntos.
    O procedimento é simples, para obter maiores informações sobre como adquirir o livro, basta enviar um email com o assunto "livro", para:
    juliocesar-555@hotmail.com
OBS: quem adquirir o livro próximo ao quinto dia útil do mês receberá um desconto de 5 reais em cada livro pois nesta data sempre vou ao centro da cidade de Belo Horizonte. E também fazendo vários pedidos, o preço da impressão diminui um pouco.


   

sábado, 16 de maio de 2015

O tédio que enfraquece

    Acordo por volta das oito e meia da manhã, não levanto da cama. Tomo dois copos de água em jejum, pois deixo um pet do lado da cama. Espero mais meia hora e tomo a minha "ração diária": leite de soja, gérmen de trigo, aveia, linhaça, fibra de trigo. Tomo depois um cafezinho no barzinho em frente ao local onde moro.
    Depois, net e volto pra cama. O tempo voa, já que tenho que sair de casa para ir almoçar no restaurante popular. Compro pães para dois dias, assim é uma saída a menos de casa. Baixo alguns filmes na net e assisto pela tv. Abro os emails e até reviro o lixo, mas não encontro nada além de propagandas, emails com links suspeitos e não paro de receber emails no meu próprio nome e um que vem com o nome de viagra...
fico revirando até o lixo dos emails...

    Esse é o resumo da minha vida atual. O tédio mina as minhas energias, levando a minha hipocondria à um grau maior. Fiz um hemograma completo, e sei que todos aqueles numerozinhos irão estar dentro dos valores limítrofes, com exceção dos triglicerídeos. Não estou tomando o ômega 3, a grana vai toda para o aluguel.
   O tédio aliado a uma alimentação não muito saudável me levam a este estado lastimoso, sem ânimo para nada. Nem para escrever, nem preparei o que estou escrevendo neste momento. Pela primeira vez estou escrevendo algo que aparece em minha mente na hora e digito no blog. Sempre preciso da  caneta e papel para escrever melhor.
     Fico com saudades das minhas andanças. Ainda tenho saúde para completar o restante da estrada real. Falta fazer o caminho dos diamantes e o caminho novo. São cerca de 900km que ainda restam para fazer para completar todos os caminhos da estrada real. É uma luta contra o tempo. Sei que daqui há alguns anos não irei ter energia para sair por ai pelos vales e montanhas de Minas com mais de 10kg nas costas e a pé.
    Com muito custo consegui comprar o notebook, a TV e o home theather. Mas, e daí? Hoje minha vida se resume a olhar as notificações do facebook e a baixar alguns filmes da net, por que a programação da tv aberta é pior do que aqueles filmes do youtube na resolução de 240p.

   Alguns grupos do facebook são o próprio muro das lamentações, só que virtual. Perguntas sem sentido para os males desse mundo atual, reclamações dos medicamentos que não resolvem muita coisa... Sai de alguns grupos e estou evitando situações negativas neste mundo virtual.
    Por falar em youtube, quando abro esse site ai que tudo fica sombrio em minha mente. Vídeos de um tal de lucas luco, mc bebê, mc pitinho e por ai vai.
     Esses caras devem pagar uma boa grana para a google para sempre aparecerem na página inicial.
     Estou com saudade das andanças, do ar puro, das paisagens, do povo do interior de Minas. Se não fosse a violência que anda assolando as cidades, estaria morando em minha barraquinha até hoje. Não saber como vai ser o dia de amanhã é o que me dá energia. O tédio corroi a minha mente, e, com isso, o físico também sofre.
    O que mais estou gostando de assistir na TV atualmente são o programa do Datena, polícia 24 horas, operação de risco e outros do gênero. Meu prazer está sendo ver os bandidos se darem mal e serem presos. Hoje em dia todo mundo está com medo de todo mundo nos centros das grandes cidades, por causa desses caras que só pensam em se dar bem com o trabalho dos outros.

    No facebook, perguntam como se chama o chup chup em minha cidade. E o pior é que dezenas de pessoas respondem: sacolé, geladinho e por ai vai...
    Não sei o que faço, mas sei que tenho que fazer algo, o tédio é sufocante e a bateria está se esgotando, sou movido à novidades, não quero passar o resto da minha vida em frente do notebook.
Os vizinhos dos quartos onde moro são meio folgados, não limpam o que sujam. Banheiro eu lavo uma vez por mês, para ver se eles desconfiam que também precisam lavar, mas até hoje não se deram conta disso. É meio que um big brother, um falando mal do outro, mas quando eles não estão. Por isso que prefiro ficar no meu canto. Todo lugar sempre tem aqueles baba ovo, e aqui não é diferente...
    Tentei tirar o passe livre, para ver se consigo melhorar a qualidade de minha vida, para fazer cursos e passear por ai. Demorou seis meses para a perícia ser realizada. Tive que contar quase toda a minha vida para o psicólogo que, no final me disse que a decisão será por conta da BHTRANS, empresa que gerencia o transporte público aqui na capital mineira. Deve demorar mais uns três meses para sair o resultado. O engraçado é que o psicólogo me perguntou onde estava o meu acompanhante. Respondi que sempre gostei de andar sozinho, e que a esquizofrenia leva ao isolamento. Tenho esquizofrenia, e não tenho déficit mental que me incapacita a andar e pagar uma passagem de ônibus. Ter consciência do transtorno ajuda, mas não alivia em nada, acho que até piora. Me lembro que, quando estava surtado não ligava para nada, e até conseguia dormir nas ruas de Belo Horizonte, sem ao menos colocar um papelão no chão...
    Voltando à rotina, de tarde volto para a net e depois assisto algo na tv. E fico fazendo esse revezamento, até a hora de dormir. Tomo meio diazepan e espero mais um dia chegar e começar tudo de novo...
    Já tentei ser voluntário da cruz vermelha, mas a impressão que tive é que eles é que estavam fazendo um favor para a minha pessoa e acabei indo embora. Aqui não existe uma instituição que cuide dos animais sem cobrar e assim necessitar de voluntários.
    Me desculpem, mas é assim que estou me sentindo no momento, talvez seja passageiro, talvez eu seja um bipolar... Se for, espero que essa fase passe logo.
- Música: esperando aviões
- Artista: Vander Lee
Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito

E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito

Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões

Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões

Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações

sábado, 9 de maio de 2015

A história do contador de histórias

 
Sou fã de filmes nacionais. Até os considerados não muito bons eu gosto. Outro dia estava garimpando alguns filmes na internet para assistir e matar o meu tédio quando me deparei com o longa "O contador de histórias". É um filme baseado em fatos reais, e é basicamente a bela história de vida de um cara que tinha tudo para dar errado e se tornar mais um traficante...Mas que acabou se tornando pedagogo e um dos quatro melhores contadores de histórias do mundo... Irei contar sua história mais abaixo.
    Me lembrei que, por volta do ano de 1998, quatro anos antes do meu primeiro surto grave, fui à uma apresentação desse cara. Era um belo domingo de sol e eu estava alegre e animado, pois gostava de ir à shows, principalmente ao ar livre. Depois haveria uma apresentação do talentoso músico mineiro Maurício Tizumba. O local estava lotado, principalmente de crianças e de seus respectivos pais. Naquela época já estava sentindo um pequeno desconforto em lugares cheios de gente, mas não era nada de grave, era apenas uma mania de perseguição bem leve. Talvez já estivesse entrando no que os psiquiatras chamam de pródromo, que é o período que antecede ao surgimento dos surtos psicóticos na vida de um portador de esquizofrenia.
    O contador de histórias resolveu neste dia narrar contos de terror infantis, aquelas histórias de mula sem cabeça, de assombração, alma penada, etc. Sempre tive um sentimento de culpa enorme, por diversas coisas que fiz e por algumas que deixei de fazer. Se me perguntassem se me arrependo de algo que fiz em minha vida, ficaria um bom tempo falando sobre os meus erros. Desconfio muito quando uma "celebridades" afirmam que fariam tudo de novo se tivessem uma oportunidade de mudarem algo que haviam feito em suas vidas. Será que eles são perfeitos e nunca erram? Pois é, eu errei, sou um ser humano, com qualidade e muitos defeitos, e, devido à esses defeitos, não fiz tudo como deveria ser feito.
    Então, voltando ao assunto, desde pequeno tinha esse complexo de culpa.  O cara começou a contar uma história sobre almas penadas, afirmando que, quem não era bonzinho e nem muito "mauzinho", não iria para o céu, mas também não iria queimar eternamente nas chamas do inferno. Ele disse que o destino dessas pessoas seria vagar eternamente pela terra como espíritos, ou seja, virariam almas penadas...
    Aquilo acabou com o meu domingo. Pensei, ou melhor dizendo, tive a plena e absoluta certeza em minha mente que o cara estava me zoando. E, não só ele, toda a plateia que riu de suas histórias. Foi uma cena triste, fiquei sem reação e muito decepcionado, ao ver tantas pessoas rirem de mim. Fui embora, muito triste, não entendendo o motivo de ser alvo daquele tipo de piada. Nem vi o show do Maurício Tizumba.
    Hoje sei que tudo aquilo foi fruto de minha imaginação. Afinal, como que o contador de histórias iria saber que eu estaria ali naquele dia? E como ele iria saber do meu medo de virar uma alma penada? Hoje sei parar e pensar em algumas situações, mas naquela época era tudo real em minha mente e foi muito o sofrimento mental pelo qual passei.
    No último post falei sobre exemplos não muito bons a serem seguidos, o caso do traficante morto na Indonésia e do serial Killer de Goiânia, pois ambos tentaram usar a esquizofrenia para se tornarem inimputáveis... (o serial killer está tentando até hoje...)
    Mas hoje vou falar de um bom exemplo, o contador de histórias. Um cara que nasceu em uma comunidade carente, e que foi parar na Febem, devido a sua conduta quando criança.

A história do contador de histórias
    Roberto Carlos Ramos nasceu em um bairro da periferia de Belo Horizonte, no ano de 1965. Era o filho caçula de uma família de dez irmãos. Não se alfabetizou e aos seis anos de idade foi levado para a Febem. Sua mãe foi convencida por uma assistente social que a instituição era um lugar onde seria bem tratado e que poderia estudar e aprender uma profissão. 
    Devido aos maus tratos sofridos naquele lugar, fugiu inúmeras vezes, entrou para o mundo das drogas e começou a cometer pequenos delitos. Aos treze anos foi considerado irrecuperável pela Febem, ao bater o recorde de fugas da instituição (132 vezes). 
     Mas, em 1979 um fato veio mudar totalmente o rumo da vida de Roberto Carlos: O encontro com a pedagoga francesa Marguerit Duvas, que visitou a Febem para fazer a sua tese de doutorado.
Ela estava conversando com os funcionários da instituição, que, obviamente, tentavam ocultar o lado triste e negativo da Febem, como as celas e as torturas que eram feitas naquele lugar. Marguerit viu Roberto Carlos sentando em um banco do lado de fora da instituição. Ao saber da realidade do menino de rua que vivia no mundo das drogas e de suas fugas, ela começou a conhecer melhor como era a vida dele de verdade.
    Depois de alfabetizá-lo, Marguerit resolveu levá-lo para a França. Viveram em Marselha por cerca de oito anos, onde ele aprendeu a falar francês e terminou os estudos. Aos 21 anos de idade, Roberto Carlos decidiu voltar ao Brasil e se formou em pedagogia pela UFMG. Começou o seu trabalho na própria Febem, contando histórias para os internos.
   Adotou 13 crianças e hoje é um escritor reconhecido mundialmente e que recebeu inúmeros prêmios e condecorações. Além de escrever, Roberto Carlos também faz palestras motivacionais pelo Brasil. E também faz shows, para crianças normais e não para caras paranoicos como eu....
    Essa é uma história que prova que nem sempre o que começa errado vai dar errado. Infelizmente nem todo mundo vai encontrar uma "Marguerit" em sua vida, mas, com um pouco de ajuda e vontade própria, é possível mudar o rumo de nossas histórias...

O filme
    O diretor de cinema Luiz Villaça, ficou impressionado com a trajetória de vida de Roberto Carlos, ao ler um de seus livros para seu filho. Então, juntamente com a atriz Denise Fraga, resolveram transformar a história de Roberto em um filme, "O contador de histórias", lançado no Brasil em 2009. 

Palestra motivacional do contador de histórias


CDE- Central de Downloads do Esquizo
    Esta semana o livro "As memórias de um esquizofrênico" está disponível para download. Não é o meu livro, que se chama Mente Dividida-Memórias de um Esquizofrênico. 
    O meu livro comecei a escrever entre os anos de 2010 e 2011, e fiz uma última revisão em 2014. O título é parecido, mas as histórias são bem diferentes. Ainda não li o livro todo, apesar de ter somente 45 páginas. Mas o autor do livro, Rogério Batista, coloca o livro para download gratuito no site Recanto das Letras. Então, os leitores podem baixar o livro na CDE ou então no Recanto das Letras. Rogério Batista também é autor de vários textos e poesias, que podem ser acessados no link. 
    Sinopse do livro
    "O livro aborda a dolorosa vida de um jovem que foi criado apenas pela mãe, essa por sua vez apresentou sempre um certo desequilíbrio. O enredo conduz o leitor num trama psicológico sobre o que é real e fantasia na vida de Lúcio, sua perca de peso repentina, seu envolvimento com o ocultismo e a religião e suas insanidades marcam os episódios, conduzindo a um sofrimento latente, desencadeando em situações de tirar o fôlego".
-OBs: tentei entrar em contato com o autor do livro, para saber mais informações sobre o mesmo, para saber se é ficção, se é uma autobiografia ou se é baseado em fatos reais da vida de uma outra pessoa. Mas ele não retornou o meu email, e então deixo aqui esta observação, já que o personagem principal do livro se chama Lúcio e o autor Rogério. 

    Para quem é fã de filmes nacionais, abaixo o link de uma seleção com 22 filmes nacionais que fizeram sucesso. Nos comentários dos leitores também há inúmeras sugestões.
No início são citados filmes muito antigos, mas no final tem ótimos filmes...
https://portaldocurta.wordpress.com/2015/04/27/22-filmes-para-ver-e-nunca-mais-falar-que-cinema-nacional-nao-presta/