quinta-feira, 23 de junho de 2016

Diazepan e outros pans da vida, o desmame

    Gostaria de esclarecer, antes de tudo, que essa postagem não foi feita para incentivar ninguém a parar com seus medicamentos, é apenas uma ajuda para aquelas pessoas que pretendem parar com os remédios por acreditarem que podem viver sem nenhum tipo de droga ou que então já estão prontas para viver a vida normalmente. O que posto é resultado de minha própria experiência na difícil tentativa de parar com o diazepan. 
    Os ansiolíticos, os antidepressivos e em alguns casos os antipsicóticos deveriam ser receitados ou indicados para serem usados em um momento específico de nossas vidas. Momentos em que não nos sentimos bem e precisamos de uma ajuda extra para conciliar o sono e realizar algumas tarefas, e, no caso dos antipsicóticos, de organizar os nossos pensamentos.
    O problema maior é que algumas vezes não somos avisados sobre o risco que esses medicamentos têm de causar uma forte dependência física e psicológica. Os médicos ou estão sem tempo para nos avisar ou então estão sendo displicentes mesmo, pouco ligando para a saúde de seus pacientes. Claro que existem exceções, não vamos generalizar. 
    No meu caso em particular, me foi receitado o diazepan sem nenhuma ressalva ou aviso sobre o risco da dependência. Foi a minha primeira consulta com um psiquiatra e não demorou mais do que dez minutos. Havia saído do meu primeiro e mais grave surto psicótico e sai praticamente diagnosticado e com as receitas na mão nesse curto intervalo de tempo.
    Recebi as cartelas na farmácia do posto de saúde. A bula não recebi, e, caso tivesse recebido, provavelmente não a leria, de tão pequena que são as letras e também pelo vocabulário usado nestas bulas serem de origem acadêmica, de difícil compreensão.  Confesso também que foi um erro meu, a falta de informação sobre esse tipo de medicamento. Na minha mente eram pílulas milagrosas, capazes de me proporcionar o sono dos justos e consertar a minha cabeça maluca e sonhadora. 
    No início não senti dificuldades, tomava um comprimido de 10mg e conseguia acordar por volta das sete horas da manhã, pois ainda estava morando nas ruas e dormia em frente ao instituo estadual de florestas, aqui em Belo Horizonte.
    Mas, com o tempo, a memória começou a ficar prejudicada, principalmente a recente. Consigo lembrar quase que perfeitamente de fatos da minha infância e antigos, mas esqueço com uma facilidade enorme o nome de uma pessoa que me foi apresentado há pouco tempo. Nome de ruas então, nem pensar em tentar decorar, o jeito é escrever em um papel mesmo ou anotar no celular. E, por falar em celular, já desisti há muito tempo de decorar telefones, nem o número do segundo chip que comprei há pouco tempo consigo decorar, mas o que comprei há mais de dez anos lembro-me com facilidade... 
    E, além do prejuízo da memória que constatei, ainda se tem notícias que o uso prolongado desses benzodiazepínicos podem causar outros problemas como fala arrastada, cansaço, a tradicional ressaca na parte da manhã. Esses são efeitos a curto prazo, já a longo prazo se comenta muito que pode causar até Alzheimer e demência.

Efeitos dos ansiolíticos a longo prazo
    Efeitos adversos tardios produzidos pelos benzodiazepínicos incluem uma deterioração geral da saúde mental e física que tendem a aumentar com o tempo. Nem todos, porém, enfrentam problemas com o uso a longo prazo. Os efeitos adversos podem incluir também o comprometimento cognitivo, bem como os problemas afetivos e comportamentais: agitação, dificuldade em pensar de forma construtiva, perda do desejo sexual, agorafobia e fobia social, ansiedade, depressão maior, perda de interesse em atividades de lazer e incapacidade de sentir ou de expressar as emoções. Além disso, pode ocorrer uma percepção alterada de si, do ambiente e nas relações sociais.

    Então, a solução que encontrei foi parar enquanto não aparecesse os sintomas mais complicados. 
    Na primeira tentativa, desisti logo no início, que foi o método mais radical: parar de tomar de uma vez e pronto! Mas no meu caso veio uma pressão interna na cabeça bem forte, parecendo uma dor de cabeça, na altura da testa, bem perto dos olhos. De início pensei que fosse alguma besteira que havia comido, mas, pesquisando na internet, vi que outras pessoas também tinham esse sintoma. Além desse incômodo, notei que também estava ficando mais agitado e me irritava com facilidade. Resolvi voltar a tomar o diazepan e a dor de cabeça, juntamente com os outros sintomas sumiram. 
     Na segunda tentativa, não obtive muito sucesso também. O método aplicado foi de tomar um comprimido de diazepan dia sim, dia não, ou melhor dizendo, noite sim, noite não.
     Não achei esse método eficiente, pois como há uma grande dependência psicológica, senti muita dificuldade de pegar no sono nas noites em que não tomava o comprimido do pan nosso de cada dia. 
    A terceira tentativa foi a que deu mais resultado e que estou aplicando até hoje. O método é simples: ir diminuindo gradativamente até a dose mínima sem sentir os sintomas mais fortes da abstinência. Cheguei a tomar 20mg por noite, diminui para 10mg e depois de alguns meses consegui diminuir para 5mg, o que é um grande feito para quem não conseguia sair de casa sem estar com uma cartela do diazepan no bolso, pois no meu caso particular o medicamento funcionava também como um SOS para evitar as crises paranoicas que tive e ainda tenho. Estava com uma mania de perseguição absurda e, do nada viam crises de pânico e uma vontade enorme de me esconder. E, como ainda estava trabalhando na época, tive então que usar o diazepan como um sos mesmo, pois os antipsicóticos me deixavam com muito sono e lento, podendo causar um acidente de trabalho, pois tinha que carregar caixas de som e ficar algumas noites acordado durante as festas.
     Com esse terceiro método vou tentando parar. Fico chateado, pois não pedi para ter esse vício, que é o único que tenho, tirando o chocolate e outras besteiras. Creio que todos os médicos deveriam alertar seus pacientes sobre os riscos da dependência física e psicológica desses medicamentos, e que eles não fazem milagres, pois, se estamos devendo “a Deus e ao mundo”, nossas contas não serão pagas pelos pans da vida.
     Creio que com os antidepressivos também deve ser usado esse terceiro método. Já ouvi dizer que não precisam de desmame esses medicamentos, mas como o nosso organismo não ficaria acostumado com algo que é feito por pílulas e que deveria ser feito por ele mesmo? Neste caso cito a serotonina, que é produzida naturalmente pelo nosso organismo, e que, de repente é ajudado por um comprimido a liberar o neurotransmissor. Não ficaria acostumado, viciado o nosso organismo? Creio que sim. 
    No caso do diazepan e outros remédios para ajudar a conciliar o sono, além do método citado, é aconselhável também a praticar exercícios físicos, que ajudam a diminuir o stress e a ansiedade. E também ajudam no bem estar, caso a pessoa esteja querendo se livrar de algum antidepressivo. Reduzir o consumo de café e outros estimulantes também é aconselhável, principalmente no período da noite. 
   Já estou tirando um pedacinho do meio comprimido do diazepan de 10mg. Devo estar tomando por volta de 3,5 à 4mg por noite.  O próximo passo será diminuir para 2mg. Na rede pública aqui em Belo Horizonte não se encontra o diazepan nessa dosagem, só em farmácias mesmo. Mas mesmo assim irei comprar, apesar da crise e do orçamento curto. Poderia diminuir o comprimido de 10mg em quatro pedaços para se chegar a dosagem de aproximada de 2mg mas, além de ser um pouco difícil a divisão, ainda se tem a dependência psicológica. Vou explicar melhor:   me sinto melhor tomando um comprimido inteiro de 2mg do que tomando um pedacinho de um mesmo comprimido de 10mg. 
         Claro que se pudermos contar com um bom profissional para nos ajudar neste difícil empreitada é melhor, mas, caso o mesmo não ajude, devemos procurar enfrentar essa batalha sozinho mesmo. No meu caso particular, o “psiquiatra” do posto de saúde do meu bairro quer que eu pare com o diazepan, mas trocando por um antipsicótico chamado stelazinne ou então por uma injeção de haldol... Nem vou comentar, pois até hoje não entendi esse psiquiatra, como pode querer tirar a dependência do diazepan me fazendo viciar em um medicamento ainda pior, que causa tremedeiras e vários outros efeitos colaterais indesejáveis? 
      Nessa difícil jornada de tentar se livrar do vício dos ansiolíticos devemos ouvir, antes dos médicos, o nosso próprio organismo. Devemos estar atentos se algo não está se modificando à medida que vamos diminuindo a dosagem dos medicamentos. Se não há uma dor de cabeça, um cansaço, um nervosismo que não tínhamos antes. Nosso organismo nos avisa de quase tudo o que está acontecendo de errado com ele, e sempre há tempo de consertamos o que não está bem. 

CDE- Central de Downloads do Esquizo
    Nesta postagem estou disponibilizando o livro "Uma análise dos efeitos do uso a longo prazo de antidepressivos", que pode nos ajudar a esclarecer se esses medicamentos podem ou não causar dependência ao paciente.

Resumo
   Não é de hoje que a humanidade busca remédios para atenuar, tratar e curar os mais
diferentes tipos de sofrimento. Com as ”doenças da alma/corpo” a história não tem sido
diferente. Pesquisamos os efeitos do uso a longo prazo de antidepressivos a partir do
relato de cinco pessoas, que utilizam o remédio há mais de três anos. O estado
subjetivo da depressão e os antidepressivos são as contingências que fornecem os
relevos para respondermos sobre a existência de um sofrimento remanescente ao uso
do psicofármaco. Deste modo, na pesquisa investigamos como a medicalização da
depressão entra num dispositivo que faz dela a realidade do tratamento dos transtornos
psíquicos, o contexto no qual a depressão se insere e a sua função no intercâmbio
social. Desdobramos as múltiplas faces dos psicofármacos, resgatando, o conflito
inerente ao phármakon. A prescrição do phármakon no tratamento em saúde mental
traz a necessidade do debater da dimensão ética, pois ao mesmo tempo em que os
psicofármacos podem ser aliados importantes, não devem retirar o protagonismo do
sujeito no seu tratamento. Sendo assim, revisitamos e procuramos realocar o discurso
dos entrevistados como elemento essencial para a análise. As entrevistas relatam
vivências que nos mostram que o estado depressivo é, antes de tudo, uma experiência
sensível e não é apenas consequência de um déficit neuroquímico, passível de ser
corrigido com antidepressivos. Os relatos guardam histórias de diversos tipos de
violência, tentativas de suicídio com uso de psicofármacos, internações hospitalares
etc. Trata-se de histórias que foram escamoteadas no processo de medicalização.
Deste modo, amparados na psicanálise, posicionamo-nos a partir da ética do bemdizer,
tendo como prerrogativa que o antidepressivo não pode tamponar a palavra do
sujeito em sofrimento psíquico. Sabemos, por meio de Freud/Lacan, que a queixa
sintomática é apenas o início do tratamento e que o trabalho se dá a partir dela.
Concluímos que o antidepressivo após o uso a longo prazo pode dificultar com que o
sujeito se reaproprie da sua história, impossibilitando com que se implique no seu
sofrimento. Percebemos que as “terapias da fala”, conjuntamente com antidepressivos,
podem ser um modo de o sujeito “mudar para ficar o mesmo”, não se implicando com
seu sintoma. Assim sendo, não podemos desconsiderar o sintoma psicanalítico
enquanto tangente da via desejante. Concluindo, nosso trabalho aponta para uma
possível realização das potencialidades do sujeito, de modo a fomentar um cuidado de
si e a criação de uma estilística da existência.
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48 comentários:

  1. Ótimo post e de grande ajuda. Bela iniciativa de postar sua experiência com o desmame, tem pouca coisa sobre isso na internet e menos ainda com texto tão bom, claro e didático. Que vc supere a dependência do remédio e que esse blog perdure bastante pra continuar nos ajudando a conviver com nossas limitações. Abraço.

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    1. Obrigado
      Resolvi escrever a postagem para alertar as pessoas para pensarem duas vezes antes de começarem a usar esses medicamentos, que não são milagrosos. Devemos analisar com cautela os benefícios e os possíveis prejuízos que podem causar.
      E infelizmente boa parte dos médicos não nos alertam sobre os riscos da dependência, e ai ficamos com essa dificuldade na hora de parar.

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  2. Cara, no dia que acabou a fluoxetina no posto e eu fiquei duas semanas sem tomar, foi o inferno. Fiquei tonto pra cacete, com dor de cabeça pra cacete, sentindo calafrios do cacete, e também com um lance estranho quando eu olhava pros lados, coisa que eu não sei definir, era tipo um chiado no ouvido e uma sensação de peso com flutuação, sei lá.
    Mas a minha esposa também toma fluoxetina; ela teve que interromper na gravidez, e teve explosões de choro, irritabilidade (tipo um efeito rebote da depressão). Foi pesado pra ela, demorou muito pra amenizar a crise de abstinência. E a dose dela era a metade da minha. Até hoje ela não voltou a tomar, porque está amamentando, senão até meu filho ficaria passível de sofrer abstinência.

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    1. Obrigado pelo seu comentário e por relatar a sua experiência. Já me indicaram antidepressivo, mas fiquei receoso por causa do risco da dependência, apesar do psiquiatra afirmar que não existia esse risco. Mas, como disse no texto, o organismo fica acostumado com essa situação, de um medicamento fazer o que ele deveria fazer. Tenho um vizinho que também fica muito mal sem a fluoxetina. Por isso que resolvi escrever o post, para as pessoas não banalizarem tanto o uso dos medicamentos e usarem somente em último caso mesmo. Espero que tudo se tenha normalizado por ai no seu caso e que sua esposa consiga superar essa fase.

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  3. Estou viciado em Rivotril, não consigo ficar sem , pensei em procurar um psiquiatra. Pois era usuário de drogas, agora de outra .

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    1. Verdade, o tratamento para as drogas na rede pública e em outros locais consiste em substituir uma droga ilícita por uma droga lícita.
      É preciso muita cautela em usar o medicamento, pois poderá provocar a dependência como no seu caso. Mas, pesando os prós e os contras, creio que seja menos difícil o vício no rivotril do que em outras drogas. E, com o tempo, talvez você consiga parar ou pelo menos diminuir a dosagem do medicamento.
      Obrigado pela visita ao blog.

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  4. Eu tenho problema psiquiatrico tb e ja tomei quetiapina 100mg. A abstinencia da quetiapina eh muito ruim. Vomitava tudo o que comia por uns dias e ficava fraco. Voltei a tomar com a estrategia que voce disse de ir diminuindo a dose aos poucos. Eu so conseguia dormir com remedio, mas com exercicio fisico e meditacao(uma monja me disse que pra esquizofrenico a meditacao pode nao funcionar) melhorei o sono. Esse post de hoje eh muito importante. E muito comum ouvir que eh so tomar o remedio e pronto.

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    1. Olá
      Obrigado pela visita ao blog e pelo seu depoimento. Também concordo que os exercícios físicos são um excelente remédio para não somente os problemas físicos como mentais. Também acho difícil me concentrar para meditar, tem que ter muito silêncio mesmo no ambiente. Tente também o ômega 3.
      Em relação aos medicamentos, infelizmente se ouve muito que é só tomar os medicamentos que tudo será resolvido, poucos profissionais procuram nos informar sobre os possíveis efeitos colaterais. Só depois que estamos dependentes é que ficamos sabendo.
      Felicidades por ai.

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  5. Adoro seu blog.Parabens!

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  6. Adoro esse blog amigo! Minha história com o rivotril vem de muito tempo. Cheguei a tomar 10 comprimidos de 2mg por dia e nada. Tenho transtorno de ansiedade generalizada, fobia social e depressão grave (já tive com sintomas psicoticos), atualmente sem. Já tentei suicídio 9 vezes. Foi quando fui internada em dezembro passado. Quando saí da clínica, decidi por conta e risco próprios parar o rivotril do nada. Gente, o que eu passei de abstinência não desejo pra ninguém. Fiquei uns meses sem, e agora no mês de junho tive uma baita recaída, com o planejamento de suicídio, tudo de novo... Em suma, além de quetiapina e valdoxan, voltei para o rivotril. Meu problema com ele é a memória recente... Mas atualmente é um mal necessário. Minhas crises de ansiedade são incapacitantes, tanto que estou de atestado. De qualquer forma, seu artigo é bem esclarecedor ao falar de desmame. Abraço

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    1. Olá
      Obrigado pelas palavras.
      Tente parar com o rivotril como estou fazendo. Já cheguei a tomar 20mg e agora estou tomando cerca de 3,5mg, pois estou tirando um pedacinho da metade do comprimido de 10mg. Foi um processo bem lento, acho que estou nessa luta para parar de tomar há uns 8 anos. A dependência psicológica é muito forte também. Tente no seu ritmo, mas nunca pare de uma vez, já surtei também parando de uma vez.
      Faça exercícios físicos se puder para ajudar na ansiedade. Ajuda bastante. Não precisa ser exercícios fortes, vai começando com uma caminhada leve, alongamentos, etc.
      Abraços

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    2. Olá! Que bom que respondeu. Infelizmente não consigo sair de casa pra caminhar, ou fazer academia. Pra caminhar na rua sou meio paranoica, penso que a qualquer hora vou ser atacada, chego a não andar com dinheiro na bolsa de tanto medo, parece que alguém vai saber... Academia é um stress pra mim, me sinto vigiada, um horror. Vou ao médico de novo fim do mês e conversar sobre esquizofrenia, pois lendo muito a respeito vi que desde a infância tenho umas manifestações estranhas, mas que só agora tenho me dado conta... Mas é isso, independente da doença, vamos aprendendo a conviver. No meio de um tratamento acabei engravidando, e hoje tá aí, tenho um filho lindo de 2 anos e 3 meses, mas não é fácil não. Tento muitos medos, muitos mesmo com relação a ele, por isso decidi me tratar. Mas tem dias que mesmo com tratamento, é punk. Mas é a vida né, um dia por vez! Grande abraço!

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  7. Muito bom o seu blog, apenas não concordo com a parte de não tomar medicação e se dizer esquizofrenico, pois isso é quase impossível.Ou vc vive em crise ou vc é bipolar e não precisa de tanta medicação assim, mas sofre de alucinações na fase de mania.Bom sucesso na vida, pois sem medicação é difícil.

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    1. Olá
      Conheço algumas pessoas que tem esquizofrenia e não tomam medicamentos.
      Não ligo mais para rótulos, se sou isso ou aquilo, só sei que o que tenho me causa bastante incômodo e que os medicamentos até hoje não resolveram.
      Então, pesando os prós e os contras, é melhor viver sem a medicação, pois o que eles chamam de vida com medicamento para mim é apenas vegetar, pois os medicamentos no meu caso cortaram as emoções, não achando graça em nada, e a vontade de ficar na cama o dia inteiro. Existe um tipo de esquizofrenia chamada de simples, e que pode ser agravada com os fatores externos. Talvez seja isso o que tenho, uma combinação genética aliada aos fatores externos bem complicados.
      Não posto aqui no blog as crises que tenho, pelo simples fato de no momento delas não ter vontade de escrever, ou, quando tenho, sei que irei postar coisas bem tristes e pesadas.
      Obrigado pela visita ao blog.

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  8. Olá Júlio tdo bem? Sou bipolar, acompanho sempre seu blog, nunca consigo postar nada aqui, pois sempre penso que alguém conhecido irá ler minhas mensagens e reconhecer-me! Sim, tenho manias d perseguição Júlio, já passei por situações bem complicadas por isso, por imaginar certas coisas q são reais somente na minha cabeça! Tentei um suicídio no ano passado, no finalzinho, em dezembro, fiquei internada por 26 dias em uma clínica psiquiátrica......Estou começando a pensar em suicídio novamente, tdos os problemas só tem solução com minha morte!Gosto muito do seu blog! Estou sentindo falta das suas postagens! Flor

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    1. Olá
      A mania de perseguição é um dos vários sintomas comuns da bipolaridade e da esquizofrenia. Também tenho oscilações de humor, que até evito de marcar qualquer tipo de compromisso, pelo simples fato de não saber como vai estar o meu ânimo no dia marcado.
      Em relação ao suicídio, confesso que já tentei e que isso às vezes passa pela minha cabeça, não vou ficar mentindo, sempre dando mensagens positivas. essa é a minha realidade atual.
      Mas sempre penso que a única coisa em comum em quase todas religiões é sobre o suicídio, o que acontece quando tentamos o autoextermínio. Mas nem ligo muito para isso, o importante é termos a consciência tranquila. Se quiser me add no facebook será bem vinda.
      Ultimamente não tenho postado muito, estou um pouco desanimado por causa do problema no meu pé. Uma das poucas alegrias que eu tinha era caminhar, andar por ai sem rumo. Mas devido ao mau atendimento no sus um simples tropeção em uma árvore já está me deixando com sérias dificuldades para andar. Mas sempre tenho esperança de que isso também irá passar.
      E com essa esperança que também peço que não tente se livrar de sua vida, sei que é difícil tudo isso, tem dias que são mais do que complicados mesmo. Mas ainda acredito em alguma solução, talvez a medicina deixando de ser tão gananciosa e realmente criando medicamentos capazes de nos deixar bem em todos os aspectos.
      É isso ai, continue na luta.
      Obrigado

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  9. Ola boa noite.
    Acabei de conhecer ser blog....

    To passando por uma barra meu esposo foi diagnosticado com esquizofrenia e n aceita o tto. Tevr uma crise semana passada e ficou agressivo tive q sair de ksa. VC realmente te acha q sen medicação e possível viver?!

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    1. Olá
      Viver sem os medicamentos depende muito de cada caso, da situação que a pessoa está vivendo também.
      No meu caso não tive escolha, após inúmeras tentativas com vários medicamentos, cheguei à conclusão de que teria que me virar sem os antipsicóticos, pois moro sozinho e os remédios me deixavam sem vontade até de tomar um banho para ir almoçar. O efeito só passava por volta de uma hora da tarde, e o restaurante popular fechava nesse horário.
      E, então pesando os prós e os contras, decidi viver sem os medicamentos e devido à isso passei por situações complicadas. Os medicamentos me tiravam a vontade de trabalhar também,e, como sempre morei sozinho, tive que me virar, andando sempre com uma cartela de diazepan no bolso em caso de uma emergência.
      O ideal é se tratar com um bom profissional, o que é um pouco difícil em nosso país, principalmente no sus. Mas felizmente existem alguns bons profissionais, e ainda tem o fato da estrutura também. Não adianta o profissional ter boa vontade se não tem condições de executar o seu trabalho.
      Mas tente conversar, se não deu certo com os primeiros medicamentos e com os primeiros psiquiatras, tentem outros, é difícil mesmo encontrar o medicamento e a dose certa para cada caso. O mais importante é o diálogo entre o paciente e o médico, que tem que ouvir primeiro para depois sugerir a medicação. E depois o médico tem que ouvir também com atenção o relato sobre os efeitos da medicação.
      Bem, é isso, espero ter ajudado em alguma coisa.
      Tem um livro bom para os familiares de pessoas com esquizofrenia, se chama "Entendendo a esquizofrenia", no blog tem para download, é só clicar em "CDE" no lado direito da página.

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  10. Obga por responder.

    Julio ele n aceita o tto e muito menos se quer ir num psiquiatra. Ele diz que uma pessoa de jaleco branco vai passar um remédio de 5mg (olanzapina) e vai fazer ele mudar não....

    É difícil to desesperada temos um filho de dois anos, eu sai de ksa pq na semana passada ele teve uma crise e ficou agressivo ele diz q aconteceu uma cena mas n aconteceu tenho medo de voltar a morar com ele e ele fik agressivo e machucar eu r nosso filho nos delírio dele.

    É uma dor muito grande não desejo isso p ninguém ;( só deus sabe o qto estou sofrendo......

    ;( ;( tao inteligente trabalha faz faculdade e ao mesmo tempo tao tao nem sei o q dizer.... Em menos de 1 ano teve 3 crises...

    ;(

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    1. É uma situação bem complicada. Não sei como ajudar, mas sou da opinião de que se a pessoa que tem esquizofrenia oferece riscos à integridade física de outras pessoas e de si próprio, e ainda não aceita nenhum tipo de ajuda, deve sim ter a internação compulsória decretada.
      Mas claro que seria o ideal se existissem clínicas ou hospitais psiquiátricos dignos e com preços mais acessíveis, pois, do contrário a situação só tende a piorar.
      O trabalho dele é estressante?

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  11. É não. Só trabalha de seg a sex.. . ele já foi usuário de drogas (alcool e maconha)ha 5 anos onde acreditamos q desencadeou a doença. De lá pra CA mesmo sem usar Ele já teve umas 7 crises todas ele ficava com medo assustado. A da semana passada ocorreu q ele disse q sentiu algo com nosso filho e q me chamou e eu n dei a minima coisa q n aconteceu pois isso ele assegura pra todos q aconteceu... Fui hoje lá levar nosso filho pra ele ver e nos choramos bastante ;( pq ele sem fazer o tto eu n volto, não pq deixei de ama-lo mas o medo é maior ;(.

    Ele tem q se conscientizar que é doente e precisa se tratar, a familia dele toda do meu lado e com razão pois no dia da crise ele brigou com a familia toda tbm... È complicado entreguei nas maos de Deus e sei q ele n nos abandonará.. Com fe em Deus essa tempestade ira passar e q ele possa restaurar nosso lar.

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    1. Muitos dizem que a maconha é uma erva e que não pode fazer mal nenhum. Mas algumas pessoas têm a tendência a desenvolverem essas psicoses. Só experimentei a maconha três vezes em minha vida, mas conheço muitas pessoas que desenvolveram um quadro de esquizofrenia depois que passaram usar a maconha.
      Também tive esse sintoma, de acreditar que pessoas que conhecia estavam em perigo, tinha a total certeza que havia acontecido algo com elas, e essa certeza só desaparecia quando via as pessoas bem.
      Sua atitude é a mais sensata, é melhor se afastar enquanto ele não se conscientizar da situação e de que precisa de ajuda.

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  12. Ei amigo, vi essa semana uma entrevista com o Dr. Lair Ribeiro que dizia que cortando o glúten melhora até os sintomas da esquizofrenia... De fato glúten é um veneno, desde o dia em que cortei melhorei da sinusite e de muitos outros problemas. Enquanto a esquizofrenia pq vc não faz o teste... Se ajudar vc passa a informação aqui no blog pra ajudar mais pessoas. :)

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    1. Olá
      Obrigado pela participação e pela dica.
      Já tinha ouvido falar sobre a relação glúten x esquizofrenia. O que fiz foi diminuir, pois parar totalmente implica em um maior gasto com outro tipo de alimentação.
      Sempre quando sinto o intestino funcionando bem, noto uma melhora também na parte mental e psicológica. Fico mais tranquilo e animado. Dizem que o intestino é o nosso segundo cérebro.
      http://www.microfisioterapiaabc.com.br/2014/02/o-intestino-e-nosso-segundo-cerebro.html#.V47CVOgrLIU
      E quem fica de bom humor com o intestino preso?
      Mas vou pesquisar alternativas ao glúten, é que também não sou muito bom na cozinha, pois poderia preparar o meu próprio pão integral e mais saudável. Mas, mesmo assim vou dar uma olhada.
      Obrigado.

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  13. Vdd, enquanto ele n aceitar o tto melhor fik longe ;(

    O grande passo de uma pessoa doente e reconhecer de que precisa de ajuda! Obga pelas respostas... E vamos esperar q esse dia chegue. Desejo toda felicidade do mundo p VC!

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  14. Boa tarde, Júlio. Tudo bem? Tenho síndrome do pânico e tag,com alguns episódios de psicose. A primeira medicação que tomei foi o Pondera. Tive uma crise após 14 dias que chamam de síndrome serotoninergica. Meu corpo inteiro tinha espasmo muscular, minhas pupilas estavam dilatadas e minha glicose baixa, o médico do pronto socorro disse que estava a ponto de entrar choque. Após o médico me estabilizar ele me deu uma bronca,e me perguntou quem havia me passado a tal medicação. Bom,havia sido uma clínica geral de uma UPA do RJ. Ele a chamou de irresponsável e disse que ela jamais deveria ter passado essa medição pra mim. Após isso parei o remédio, passei em um psiquiatra e expliquei o que me aconteceu. Tomei donaren,passei mal,tomei fluoxetina passei mal, aí cheguei na sertralina. Comprei três caixas, não tomei por mais de uma semana tive crises fortes de pânico e desisti. Nenhum dos médicos nunca me disseram os riscos que eu corria em tomar essas medicações, e eu decidi não tomar nunca mais e a lidar com os meus problemas de outra forma, comecei terapia. Passo a maior parte do tempo bem,pq tento me manter ocupada. Mas nas férias da faculdade, como agora, fico completamente perdida. Cismo com meu esposo e acho que existe toda uma teoria da conspiração atrás de mim. Sei que meu problema não é o mesmo que o seu. Mas quis dividir com você pq as vezes sinto que a maioria das pessoas não nos compreende bem, e que se nos mesmos não buscarmos as informações elas nunca chegarão até nós. Obrigada por compartilhar conosco suas histórias, e te desejo muita força. Deus te abençoe hoje e sempre.

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  15. Olá
    Obrigado pela participação no blog e pelo seu depoimento. Depender do sus é mesmo complicado, às chego a pensar se o mau atendimento não chega a piorar o quadro da pessoa e se não seria melhor ficar sem os medicamentos. Atualmente estou passando por uma situação complicada, pois um psiquiatra autoritário e sem diálogo colocou algo no sistema a meu respeito, me impedindo de pegar o meu diazepan com um clínico geral, ou seja, tenho que obrigatoriamente que passar com ele para pegar os medicamentos. E isso é um abuso de autoridade e confesso que sempre que olho para a cara desse psiquiatra fico nervoso, por que é algo que se faz em dois minutos e agora tenho que ficar "conversando" com ele por mais de vinte minutos. Ou seja, a consulta nos faz passar mais raiva do que o próprio transtorno.
    Mas durante as férias procure algo que goste para fazer, um curso, ou um passeio, aprender novas coisas, etc.
    Abraços

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  16. Oi Júlio, não está escrevendo mais?

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    1. Ultimamente ando meio desanimado, por causa do meu problema no pé. Acho que vou ter que operar, para tirar a cartilagem que ficou dura.

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    2. Animo Júlio, não entra em depressão por causa do pé.Acha que vai ficar bom com a cirurgia?
      Mas vc está bem?
      Quando entro em depressão não saio da cama, durmo umas 14h por dia e por causa disso sempre engordo.E vc?

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    3. Não sei se a cirurgia irá resolver, mas acho que irá pelo menos dar uma amenizada na situação. É que parece que a cartilagem que fica no meio da articulação endureceu, e ai na hora de andar dói um pouco e vai aumentando à medida que vou caminhando.
      Também engordei, até pelo fato de não estar mais conseguindo fazer exercícios físicos, como caminhar e correr.
      Vamos ver mais quanto tempo o sus demora para me atender, já são quase dois anos, e era um problema simples que, pela falta de atendimento acabou se tornando grave.
      Não durmo esse tempo todo, mas estou o dia inteiro na frente do computador. É muito ruim isso para qualquer pessoa, e no meu caso é um pouco pior por que caminhar era algo que mais gostava de fazer.
      Obrigado pela preocupação

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  17. Belo testo sobre o desmame... Ja tive péssimos problemas com ele, passei por tudo isso que vc postou, até hoje sou dependente do rivotril, ele me acalma, tenho depressão por comta de doenças crônicas sem curas, tomo duloxerina por conta da fibromialgia que sei que é um medicamento do qual ira fazer parte da minha vida porque a fibromialgia não tem cura, as minhas crises depressivas são mais por conta disso, se não teria uma vida normal, como tinha com meus 20 anos, que conseguia controlar minha ansiedade sem uso de medicamentos, até acordar a intolerância alimentar generalizada, que me fez fazer o uso de um medicamento FDP chamada amitriptilina que para mim é o pior... Como queria poder parar de toma la, mas éeu tentar para la, meu i testino fica sensível e me da diarréia crônica. Hoje levo essas doenças como uma cruz que devo carregar pro resto da vida, as vezes tento ameniza la tentando tirar os medicamentos, mas é eu começar a fazer isso as doenças crônicas (fibromialgia, SII) começam a me atacar... Hoje eu penso, ruim com eles, pior sem eles rsra. Pois qndo fico 2 dias sem tomar a duloxetina que é pra fibromialgia, mal consigo levantar da cama de tantas dores. Um abraço irmão.

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    1. Mas você já tentou o desmame de uma forma lenta, como estou fazendo? Por exemplo, estava há quase um ano e meio com a dose de 5mg. Somente agora que estou tirando um pedacinho do comprimido e devo estar tomando cerca de 3.5gr. O próximo passo será diminuir para 2mg, e, quem sabe, um dia parar com essa droga que só serviu para atrapalhar a minha memória, dentre outras coisas. Tomei uma vez a aitriptilina e me deu muito sono mesmo. Essa depressão por causa da fibromialgia não seria tristeza mesmo? Hoje estou bem mal também, por causa de um problema no pé, ando com dificuldade, mas sei que é tristeza mesmo.
      Obrigado pela visita ao blog e melhoras.

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  18. Olá Júlio! Acompanho seu blog há algum tempo. Muito massa!
    Também tenho diagnóstico de esquizofrenia. Há dez anos.
    Muito interessante seu post!
    Primeira leitura que faço em português de um portador falando sobre os efeitos deletérios da medicação à longo prazo e sobre como parar.
    Em inglês tem muita coisa boa, como esse site:
    http://recoveringfrompsychiatry.com
    E os livros de Robert Whitaker, um jornalista investigativo que mostra que, pelas pesquisas, no longo prazo antipsicóticos fazem mais mal que bem. Além de que a possibilidade de ficar melhor, sem surtos, é maior sem remédio.
    Você está sendo de certa forma pioneiro em tocar nesse assunto tabu no Brasil.
    Parabéns,
    Tudo de bom

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    1. Obrigado pela participação e pelo link.
      Realmente parece que no Brasil se tem medo de falar sobre o assunto, parece que tem muita gente interessada no consumo desenfreado dos medicamentos. Não sou totalmente contra, acho que eles são um mau necessário em alguns casos.
      Mas sou assim mesmo, procuro dizer o que penso sem ofender ninguém, mas sem deixar de ser eu mesmo.

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  19. Lembrei também de 3 documentários legendados em português bem massa:
    http://wildtruth.net/dvdsub/pt/
    Alto astral guerreiro :-)

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  20. Olá!!!!
    Meu irmão irmão teve grande melhora com um medicamento chamado "Zap". Vc sabe alguma coisa sobre ele?
    Agora se passou um més q ele estava tomando o remédio e disse q nao vai mais tomar. Ele sente pre conceito c ele msm por ter q tomar remedio. Diz até q é o remédio q dexa ele mal.
    Voltou a ter crises e não consegue parar de falar ou ouvir oq dissemos. Fica dando enfase e sentido a coisas q nao tem. Tmb nao consegue dormir direito.
    Confesso q nao sei lidar c essa situação.
    Agradeço muito por compartilhar sua vida conosco!

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    1. Olá
      No início achei estranho o nome desse medicamento, mas, pesquisando aqui no google, vi que o "zap" é nada mais do que a olanzapina. Até postei sobre a minha experiência com esse medicamento. Mas tomei somente um comprimido, por que dormi por dois dias consecutivos e ai devolvi a caixa para a psiquiatra, pois é um medicamento muito caro.
      Talvez ele não tenha se sentido bem com ele por causa desse efeito colateral.
      Obrigado pela visita ao blog.

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  21. Eu tomei a olanzapina por um tempo também. Além do sono absurdo, que me fez ter muita dificuldade de trabalhar e estudar, eu engordei mais de 20 kilos. Depois que parei com a medicação perdi 15 kilos, e estou quase no meu peso ideal. Hoje tomo paroxetina, que diminui a ansiedade e sintomas de depressão. Só quando sinto que vou ter alguma crise de esquizofrenia eu tomo um comprimido de quetiapina. Eu acho o Olanzapina um medicamento muito forte. Eu sempre fui magra, pesava 52 kilos com 1,67, e com ele eu engordei em um curto espaço de tempo, tinha uma fome insuportável. Ai tomava ele para me livrar da depressão, depois o remédio me engordava e ficava deprimida porque engordei, virou uma bola de neve. O próprio psiquiatra me disse que esse remédio engorda muito, e por isso hoje ele sugere o quetiapina.

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    1. A olanzapina realmente é muito forte, me lembro que tomei somente um comprimido, por que fiquei dormindo por dois dias seguidos. Nem posso dizer que dá fome ou não, pois só dormi mesmo.
      Já a quetiapina senti um pouco de fome, mas, se, a pessoa procurar comer somente coisas saudáveis acho que dá para ir levando sem maiores problemas.
      Obrigado pelo depoimento e pela visita ao blog.

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  22. Olá, por gentileza teria um Email para que pudesse tirar umas dúvidas, visto que você tem muito conhecimento e com certeza poderá me auxiliar. Parabéns pelo Blog... Ótima iniciativa. Abs.,

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  23. Ola julio. Eu sou a pessoa q falei lá em cima do esposo esquizofrênico. Pois bem ainda n estamos morando na mês.a casa mas estamos juntos pois nos amamos mto e como disse temos um filho de dois anos. Eu estou na casa da minha mae e ele em outra casa. Bom medicação ele n aceita de jeito nenhum, ele esta bem no momento mas agora n da pra morsrnos juntos lor questão financeira e tbm qro q ele faca o tto...
    Mas o q me adimiro aki neste blog é a hulmidade das pessoas q aceitam o tto e tomam a medicação numa "boa" q era o q mais qria q meu esposo fizesse. Sabe ele tomava esse OLAZANPINA tbm engordou mto ficava grogue no comeco, mas enfim parou e diz q n vai tomar mais.
    Julho as crises dele sempre q ele teve sempre tinha algum problema atras entebde ? É como se ele n agüentasse pressão.....

    Evc nao desanime! Tudo se resolve muita saúde pra VC. Deus te abençoe!

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  24. Oi Julio. Fiquei mais de trinta anos tomando Neozine e Aldol, um psiquiatra me ensinou como retirar o Neozine, que é um remédio para insônia, eu tomava meio comprimido de 25 mg e sempre acordava com muito sono e sem disposição nenhuma para levantar e levantava tarde da cama. Ele me receitou o Neozine em gotas, cada gota dele tem 1 mg, eu tive que reduzir uma gota a cada 10 dias. Deu certo e hoje em dia eu acordo me sentindo melhor e levanto mais cedo, em torno das 7 horas da manhã. Mas eu estava tomando 2,5 mg de Aldol até poucas semanas e estava com muita apatia. Foi só reduzir metade da doze que meu ânimo aumentou e eu tenho me ocupado mais em minha casa. Mas sou sozinha, eu sou mesmo uma pessoa sozinhona, isolada, que não tem amizade com ninguém, vivo na minha casa, sou aposentada, só saio quando preciso. Existem os preconceitos e algumas discriminações de algumas pessoas e vizinhos que me deixam com depressão, por isso que muitos de nós nos isolamos ainda mais. Os problemas e pressões sociais são mais difíceis para mim e sempre têm problemas desse tipo. Pelo menos tenho as ocupações nos serviços domésticos e eles me fazem bem.

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    1. Pena que não tem diazepan em gotas, senão iria fazer o mesmo. No momento estou tomando cerca de 2,5mg de diazepan, pois divido o de 5mg ao meio. Na minha opinião, é a maneira mais segura de diminuir ou parar com medicamentos desse tipo, claro que tudo depende de quanto tempo a pessoa estava tomando.
      O preconceito acho que é tão ou pior do que o próprio transtorno, pois, quando estamos recuperados, temos que ser como santos, não podemos cometer nenhum deslize que somos chamados de loucos. Todo mundo tem o direito de dar o piti, de esbravejar, de xingar, menos quem tem algum tipo de transtorno, pois logo somos chamados de desequilibrados.
      Obrigado pela visita ao blog e força na luta.

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  25. Sou extremamente viciado no diazepan, pois passei a toma-lo depois que tive dores no peito, falta de ae e muita tremedeira devido ao fato do uso constante da cocaina. Era como vc disse mesmo. No começo parece a pílula milagrosa mas ma verdade é caímos num buraco muito dificil de sair. Temtei parar da mesma forma que você, mas nada adiantou. Seu texto foi muito verdadeiro e curioso, pois é exatamente o que vivo. Queria muito que todos que estão com esses problemas lesse essa matéria para assim estar ciente dos riscos e tomar outra medida, como por exemplo, atividades físicas.

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    1. Obrigado pelo seu depoimento, ajuda e muito as pessoas a pensarem duas vezes antes de entrar nos pans da vida. Infelizmente alguns médicos não alertam seus pacientes sobre os riscos do uso prolongado desses medicamentos.

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  26. Eu sou a Déborah
    Bom dia de novo Júlio, não tira os meus comentários como eu havia pedido hoje cedo, acho que eles com os seus comentários, esclarecem melhor quem somos nós os ditos "loucos".

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