12/08/2024
Conhecendo o menor rio do mundo!
A Noite Mágica Que Se Transformou em Pesadelo
O dia ontem foi maravilhoso, a pedalada, a satisfação de pedalar por mais um estado brasileiro, no caso, Tocantins. As pessoas que conheci no posto de gasolina. Foi tudo excelente, até por volta da meia noite. Os frentistas com quem fiz amizade foram embora às dez da noite, hora em que encerra o pesado turno de trabalho deles, que começa às oito da manhã.
Montei minha barraca como de costume e me preparei para dormir. Mas, para o meu desespero, algo inusitado e inesperado aconteceu e acabou tirando o meu sono.
Montei minha barraca como de costume e me preparei para dormir. Mas, para o meu desespero, algo inusitado e inesperado aconteceu e acabou tirando o meu sono.
O galo da madrugada
Um galo começou a cantar bem em cima da minha barraca. Ele estava no meio da mangueira. Queria pegar alguma coisa para espantá-lo, mas estava tudo muito escuro. E o infeliz cantava alto e sem parar. Como se quisesse dizer que era o dono do pedaço. Não estava com ânimo para desmontar tudo e procurar outro lugar para dormir. O jeito foi entrar para minha humilde residência e tentar pelo menos descansar, pois pegar no sono era quase impossível com um galo em cima de mim.
Tirando o galo, a madrugada foi tranquila na cidade de Combinado. Só um cara de madrugada passou correndo fugindo da polícia. Ele passou bem próximo à barraca. Logo atrás vieram os policiais em uma viatura, mas passaram direto. Como estou vulnerável em uma barraca, não me envolve nessas confusões.
Mas o galo cantou a madrugada inteira sem parar, imponente, sem parar. Aliás, parou, às cinco e meia da manhã. Exatamente no momento em que saí da barraca para desmontar acampamento. Isso não era coisa de Deus, pensei. Era um demônio da noite disfarçado de galo.
Acordei detonado. E cometi o erro de comer muito no café da manhã, pensando que a energia dos alimentos iria suprir o cansaço de uma noite mal dormida. Engano meu, fiquei mais na moleza ainda.
Tirando o galo, a madrugada foi tranquila na cidade de Combinado. Só um cara de madrugada passou correndo fugindo da polícia. Ele passou bem próximo à barraca. Logo atrás vieram os policiais em uma viatura, mas passaram direto. Como estou vulnerável em uma barraca, não me envolve nessas confusões.
Mas o galo cantou a madrugada inteira sem parar, imponente, sem parar. Aliás, parou, às cinco e meia da manhã. Exatamente no momento em que saí da barraca para desmontar acampamento. Isso não era coisa de Deus, pensei. Era um demônio da noite disfarçado de galo.
Acordei detonado. E cometi o erro de comer muito no café da manhã, pensando que a energia dos alimentos iria suprir o cansaço de uma noite mal dormida. Engano meu, fiquei mais na moleza ainda.
O cansaço tomou conta
Pedalei cerca de 25km até a cidade de Aurora por uma estrada legal de ser percorrida. A vegetação nessa região do Tocantins tem mais verde, apesar de estarmos ainda no cerrado. Mesmo percorrendo pouca distância, meu corpo pediu descanso, fruto da noite mal dormida por causa do galo da madrugada de Combinado.
O jeito foi procurar uma grama com uma boa árvore para dar aquela sombra. Tirei o tênis e fiquei ali deitado por quase duas horas. Sinto uma energia boa ao andar descalço pela grama e pela areia. Dizem que absorvemos a energia da mãe terra. Alguns moradores me olhavam curiosos, mas estava tão cansado que não tive ânimo para conversar com as pessoas. Aliás, naturalmente não sou muito de conversar, mas nessas viagens até que falo bastante.
O jeito foi procurar uma grama com uma boa árvore para dar aquela sombra. Tirei o tênis e fiquei ali deitado por quase duas horas. Sinto uma energia boa ao andar descalço pela grama e pela areia. Dizem que absorvemos a energia da mãe terra. Alguns moradores me olhavam curiosos, mas estava tão cansado que não tive ânimo para conversar com as pessoas. Aliás, naturalmente não sou muito de conversar, mas nessas viagens até que falo bastante.
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| Aurora do Tocantins |
A ressureição
Lentamente senti o ânimo voltar e comecei a pedalar novamente. Conheci os Rios Azuis, que é um ponto turístico naquela região do Tocantins. O local é lindo, onde fica um dos menores rios do mundo. No estado é conhecido como o menor rio do mundo. Ele tem 147 metros de extensão. Na verdade é o menor rio da América Latina e o terceiro menor rio do mundo. Mas, independentemente do tamanho, vale a pena conhecer a região pela sua beleza. É pequeno em extensão, mas gigante pela sua beleza.
O lugar é bem agradável, com quiosques, restaurantes servindo comidas maravilhosas. Aliás, o estado de Tocantins está me surpreendendo pela sua beleza, com seus rios de cor verde e a natureza em volta das estradas. Alguns caminhoneiros haviam me dito que era um estado deserto, e até cogitei atravessá-lo de ônibus. Mas, como sou teimoso, disse que iria até Belém de bike. E é isso o que tenho em mente, missão dada é missão cumprida para o esquizo cicloviajante!
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| Rio azuis, o terceiro menor rio do mundo. Mas gigante pela sua beleza. |
O pessoal da entrada de Rio Azuis foi super gente boa e me deixaram entrar sem pagar. Dei uma volta e tirei algumas fotos. Era domingo e o local estava bem cheio. Fiquei meio sem graça de tomar um banho de rio e então negociei um rango em um restaurante do local, pois ali tudo era um pouco caro para minhas parcas condições financeiras.
Segui a pedalada do dia e encontrei um rio legal para lavar minhas roupas. Estava mais animado na parte da tarde. O visual do caminho até Taguatinga de Tocantins é muito bonito mesmo, com formações rochosas imponentes que faziam uma linda combinação com o céu avermelhado de um fim de tarde em Tocantins. Tirei várias fotos, apesar de estar escurecendo.
Final de tarde contemplativo e a escuridão da BR
| Belo final de tarde na chegada de Taguatinga de Tocantins |
Aliás, aconteceu algo engraçado. Estava pedalando por volta das cinco horas e, como usava óculos escuros, imaginei que já anoitecia. Me acostumei tanto com os óculos no rosto que havia me esquecido dele. E comecei a pedalar um pouco mais rápido. Me lembrei alguns quilômetros depois que estava usando óculos e o dia ainda estava claro.
E continuei a pedalada, parando às vezes não para tirar fotos, apenas para contemplar a beleza daquele lugar com o pôr do sol maravilhoso. As formações rochosas, o céu avermelhado e as nuvens formavam uma linda combinação que só Deus poderia ter criado.
E então escureceu de verdade. E não tinha uma lanterna sequer. Aliás, tinha a lanterna que havia ganho em Minas Gerais, mas não inventei uma gambiarra para colocá-la no guidão. O jeito foi pedalar por aquela BR escura e sem acostamento. Tive que tomar muito cuidado pois sabia que com muita dificuldade os motoristas me veriam naquelas condições. Acredito que pedalei cerca de dez quilômetros naquela escuridão. O cuidado foi redobrado para não cair em algum buraco da estrada ou então passar por cima da algum galho de árvore e perder o equilíbrio. A estrada ficava um breu quando não passava veículo e tive que pedalar bem devagar.
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| Essa era a minha visão na BR. A imagem está um pouco mais escura, por causa da câmera |
Com muita cautela consegui chegar em Taguatinga de Tocantins por volta das nove horas da noite. A cidade também era bem escura na entrada. E logo imaginei que poderia ser ponto de venda de drogas. E o medo toma conta de mim. Sigo observando tudo e à todos. Todo mundo parecia suspeito. Encontrei um bom posto de gasolina com uma boa estrutura para os caminhoneiros. Dois banheiros com ducha quente, uma área para jogar sinuca, uma mesa, tanque e cadeiras em volta de uma mesa. Conversei com alguns caminhoneiros e me tranquilizei. Antes de montar a barraca procuro algo para comer, mas só encontrei salgados e lugares que vendiam “jantinhas”. Não queria comer arroz com feijão e carne, queria algo de padaria, tipo um pedaço de bolo, yougurte, etc... Com muito custo encontrei uma, mas estava meio vazia. Comprei biscoitos e yougurte, meio insatisfeito. Mas era o que tinha, estava tudo muito escuro e não gosto de chegar nas cidades de noite.
Mais um dia de belas surpresas e natureza exuberante. Um dia feliz.








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