quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Um milhão de visualizações!!!

                                                                     O início
    Tudo começou meio sem pretensão alguma: aos 40 anos de idade havia acabado de comprar meu primeiro PC nas casas Bahia em 12 suaves prestações. Bem, na verdade, as prestações não foram tão suaves assim, quem ganha um salário mínimo não tem nada de suave quando o assunto é grana. 
    Havia feito um cursinho de informática para comprovar se a esquizofrenia não havia afetado a minha capacidade de racionar e aprender coisas novas. É muito complicado o início, a descoberta do diagnóstico. Ficamos cheio de dúvidas, e a cognição era a principal incerteza que tinha na época. 
     Confesso que fiquei bastante receoso de passar vergonha naquele cursinho repleta de garotas e caras na faixa dos vinte anos de idade. Eu era um quarentão que nunca havia encostado um dedo sequer em um teclado de computador em toda a minha vida. Mas, para minha surpresa me saí muito bem no curso. A professora perguntava coisas e eu respondia sem ter muita certeza da resposta estar correta, mas demonstrava tanta convicção que acabou impressionando os alunos e até a professora, que ficava olhando para o alto, como se estivesse pensando se as minhas respostas estavam realmente corretas. Acho que os políticos usam um pouco essa tática.... 
    Mas me saí tão bem no cursinho que no dia de prova os outros alunos chegavam a disputar um lugar próximo a minha pessoa para pegar uma colinha... 
    E fiquei fuçando no paint e no word do PC enquanto pagava as prestações, pois não sobrava grana para pagar o plano de internet. 
sem internet....
    No paint ficava brincado de artista pós modernista... Já no word assim que o abri pela primeira vez, quase que instantaneamente comecei a fazer um diário e de primeira veio o título que até hoje uso no blog que escrevo até os dias de hoje. Sempre gostei de ler e de escrever, era como uma terapia para mim, pois falar não é o meu forte. Me sentia bem mais leve depois que colocava no meu caderninho coisas que eu pensava e sentia. Até coisas banais do cotidiano gostava de escrever. 
    Era um entusiasmo inicial de quem havia acabado de descobrir o mundo da informática. Sempre gostei de som e de aparelhos eletrônicos, mas informática era uma incógnita para mim. Ficava admirado quando via uma pessoa digitando velozmente sem ao menos parar para olhar o teclado. 
   Quem sabia usar e mexer nos programas para mim era como se fosse um ser superior, um sábio, uma pessoa com inteligência acima da média. 
    Assim que acabei de pagar as penosas prestações do meu primeiro PC contratei um plano de internet com a incrível velocidade de 150Kbps!!!
    Naquela época até que dava para navegar nas comunidades do orkut e outros sites, pois as páginas não eram tão pesadas como são atualmente. Claro que tinha que ter um pouquinho de paciência e tempo, coisas que tinha de sobra naquela época. 
    E assim, com todo aquele entusiasmo inicial achei que poderia até criar um canal no youtube e gravar  vídeos, apesar de minha voz não ser muito boa e ainda por cima ficar "puxando" a letra s. 
    Mas os vídeos ficaram uma merda e então resolvi começar a escrever este blog. Mas nunca imaginaria, nem nas mais positivas suposições que os meus escritos iriam alcançar a marca de um milhão de visualizações. Considero essa marca muito expressiva, afinal é um blog que fala sobre um assunto que não chama muito a atenção das pessoas que não tem um envolvimento direto com o assunto. E quem tem um envolvimento direto geralmente procura se informar com os profissionais da saúde mental, e não com um mero portador do transtorno.... 

                           Afinal, como o blog chegou a esses números?
    Não me considero um escritor, apenas me esforço para passar de uma maneira simples o que penso e sinto sobre os mais variados temas, principalmente o que as pessoas chamam de esquizofrenia. 
    No início insistia muito em compartilhar nos grupos do facebook as minhas postagens aqui do blog. Muitas pessoas gostavam e outras nem tanto, afirmando que eu não era psiquiatra para ficar falando sobre o assunto. Mas acredito que o fato de ser uma pessoa com esquizofrenia ajudou um pouco a alavancar as visualizações. As pessoas querem saber sobre o assunto na visão de quem tem o transtorno. Por mais que um profissional estude o assunto, nunca irá saber realmente o que é ter esse transtorno e também os efeitos colaterais dos medicamentos, que são os principais empecilhos para o início ou continuação de um tratamento. 
    Mas apenas ficar insistindo em divulgar não é tudo. De nada adianta divulgar se o conteúdo não é interessante. Acredito que minha vida e minha história são bem interessantes, tanto é que escrevi um livro contando um pouco sobre o meu caminho nesta jornada. 
    O respeito também que tenho pelos seguidores e quem acompanha o blog também ajudaram. Sempre procuro responder os comentários com toda a atenção possível. Não respondo por responder, aquela coisa automática. Se respondo é por que tenho realmente a intenção de ajudar. Às vezes não estou bem e não respondo alguns comentários. Mas são bem poucos, pois se no dia não estou bem deixo para responder depois. 
      Acredito que também um fator que ajudou o blog a alcançar estes números seja a falta de atenção e carinho que alguns profissionais da saúde mental têm com seus pacientes. Não são todos, mas boa parte parece não ter interesse em informar e conversar com os pacientes e familiares sobre o assunto. Não estou dizendo para se preocuparem demasiadamente com os problemas dos pacientes, pois se fizerem isso não terão nem forças para chegar ao final do dia. Digo o mínimo de atenção e cuidado. Se o tratamento da esquizofrenia no Brasil tivesse realmente ótimos números provavelmente o blog não teria razão de existir e nem seria acessado. Espero que os profissionais da saúde entendam essa crítica que considero construtiva. Acredito que ainda se tem muito a melhorar, apesar dos progressos alcançados nos últimos anos. 

Minha terapia
    Mas que uma terapia, o blog deu um sentido à minha tediosa vida de pós aposentado. No início achei bem legal ter me aposentado, afinal não foi nada fácil lutar contra aquela loucura toda sozinho. Mas tive a sorte de encontrar muita gente boa pelo caminho e graças à elas pude retornar à realidade. 
Precisava realmente de ficar sozinho no meu cantinho, era onde podia respirar e ficar em paz. Mas aqueles surtos todos deixaram uma pequena sequela: me fizeram ser uma pessoa mais antissocial que já era antes de ter pirado. Mas não reclamo: o mundo de hoje está muito chato, está tudo muito dividido, polarizado. As pessoas estão deixando de serem amigos por convicções políticas, por defenderem posições, por levantarem bandeiras, etc... 
      Mas confesso que tenho saudades de quem eu era: um cara antissocial, mas que conseguia sair de casa por ser extremamente distraído e não reparava nada em minha volta. Sinto saudades de coisas simples, de ir ao cinema, à um show, ir ao zoológico dar pipoca aos animais.... 
     Hoje não consigo ir sozinho à esses lugares: a mania de perseguição me persegue aonde eu for. Para falar a verdade, até que consigo ir, mas deixa de ser uma diversão para ser algo bem desagradável. Me lembro que uma vez uma pizza de quatro queijos desceu meio quadrada goela adentro quando estava em um shopping de Ipatinga-MG. Quando pedi a pizza, ainda havia poucas pessoas na área de alimentação. Mas como a pizza demorou para chegar as mesas começaram a ficarem ocupadas e o  jeito foi engolir de qualquer jeito, sem parar para sentir o gostinho do queijo.
    E o blog foi muito elogiado no início. A vida de aposentado estava me deixando meio pra baixo, sem um sentido para continuar a viver. Era uma monotonia massacrante: acordar, levantar, almoçar, assistir TV e tentar dormir. Mas as palavras de  incentivo e a receptividade que o blog teve me deu um novo ânimo. Pessoas relatavam que estavam sendo muito ajudadas e esclarecidas com os meus escritos. E então comecei a estudar mais e mais a esquizofrenia para tentar ajudar as pessoas que estavam passando pela mesma situação que eu havia passado. 
    No início dos sintomas ficamos muito assustados: afinal levávamos uma vida relativamente normal e de repente começamos a ter uma série de pensamentos e comportamentos bem complicados. Pensamos que o mundo inteiro está contra a gente e que somente a gente tem esse problema. Pensamos que nada e ninguém poderá nos ajudar, nem o Chapolin Colorado...  Então, descobrir que não somos a única pessoa do mundo a ter aqueles sintomas dá um certo alívio e conforto. 
    No meu caso a internet só me fez bem. Claro que acontecem situações desagradáveis, mas que também acontecem no mundo real. Conheci muita gente bacana e aprendi muito com outras pessoas que tinham os mesmos problemas que eu, principalmente nas comunidades do orkut e atualmente nos grupos do facebook. A internet pode ser fantástica, basta soubermos filtrar o conteúdo. Na TV aberta infelizmente não existem muitas opções, meu controle remoto está todo estragado de tanto ter que ficar mudando de canal. E humildemente acredito que o meu humilde blog tem muita coisa boa, e as pessoas podem acessar quando quiserem. Não são obrigadas a ler o que posto. E no mundo virtual ainda se tem a vantagem de apenas com dois cliques bloquear pessoas e coisas que não te agradam... 
Mas tudo tem um limite: ficar o dia inteiro na internet também não dá. Temos que procurar sair, nos exercitar, socializar, enfim, viver o mundo real também. 
      O blog é uma troca. As pessoas dizem que os meus escritos as ajudam, e isso me faz sentir uma pessoa melhor. Também as participações das pessoas através dos comentários das postagem ajudam e muito a enriquecer o conteúdo. Não sou o dono da verdade e nem tenho a pretensão de ser. Aprendi e muito com os comentários. 
    Então, os parabéns por esse milhão não são somente para o autor deste blog, e também para quem o acompanha. Muitas pessoas me disseram que me acompanham desde o início, no ano de 2012. Muito obrigado por me acompanharem e pelas palavras de incentivo. Não é fácil conviver com a esquizofrenia sozinho. Mas descobri que tenho uma força interior muito grande e tudo isso me fez uma pessoa mais forte. 
     Sempre tive em mente esse número: "Um milhão". Mas pensava em um milhão em dinheiro. Era uma pessoa antissocial, pensava que o mundo estava contra mim. Queria ganhar na loteria e assim poder viver mais isoladamente, principalmente depois dos 25 anos de idade, por causa da competitividade no mercado de trabalho. Não queria o dinheiro para ostentar luxo. Iria comprar uma casinha perto da praia ou então no interior e viver na minha paz interior. 
    Mas acho que o destino me reservou apenas esse um milhão de visualizações. Não reclamo de nada, pois não sou apegado ao dinheiro. Claro que gosto, mas não faço loucuras para conseguir. 
     Em breve irei começar as minhas pedalanças pelo Brasil. Confesso que já pensei de parar de escrever este blog, mas, como disse, é mais do que uma terapia para mim. Irei postar o diário e as fotos de minhas viagens, compartilhando tudo de bom que acontecerá nessas viagens. Sei que tenho um bom anjo da guarda me protegendo. Ele está um pouquinho cansado de minhas aventuras, mas ele é gente boa e não irá nunca me abandonar. 
   

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Pedalanças- O início do começo

     Hoje (7/9/2018) foi o início de minhas pedalanças pelo Brasil. Não comecei a viajar, foi  apenas uma parte de minha preparação, pois desde os 12 anos de idade que não ando com certa regularidade de bicicleta. Mas é aquele ditado: "Andar de bicicleta nunca se esquece"....
    Como relatei na postagem "Samy, minha amiga e companheira", comprei uma bike usada. O cara que me vendeu havia me dito que ela estava em boas condições, que era só trocar "o negócinho" que troca as marchas. Mas, que nada! Confiei no cara e mal testei a bike, só dei uma voltinha de dez metros, para testar o freio. No caminho de volta, a decepção: a bike não conseguia subir uma rua não muito íngreme... A verdade é que eu não entendia nada de bicicletas e tinha que confiar nesses vendedores. Mas tudo tem o seu lado positivo: com paciência e um pouco de insistência, acabei aprendendo a consertar quase todos os defeitos que uma bike pode ter, olhando os vídeos do youtube. 
O Dr. Google ajuda e muito, apesar de muita gente dizer o contrário. É só saber pesquisar nas fontes boas e confiáveis. Voltando a bicicleta, aprendi a consertar quase todos os defeitos que uma bicicleta pode ter, pois a que comprei estava com muitos problemas, só aproveitei as rodas e o quadro. Mas, como disse, tudo tem um lado positivo, agora posso fazer minhas pedalanças pelo Brasil sem medo de ficar parado no meio do caminho. 
    Hoje fiz um test drive na Samy, que é o nome de minha companheira de viagem agora. Resolvi ir até a lagoa da Pampulha, um dos cartões postais de Belo Horizonte. E foi um bom teste: 28km entre ida e volta. 
a lagoa da Pampulha é um dos cartões postais de Belo Horizonte

    E foi bom demais! Apesar do leve cansaço muscular das coxas, que são muito exigidas em uma viagem de bicicleta. Quando fazia minhas andanças, tudo era exigido. Me lembro que nos primeiros dias de viagem da estrada real tive câimbras nas duas pernas e nos músculos da barriga e das costas quando fui me deitar na minha barraquinha. Me lembro como se fosse hoje, não encontrava posição para ficar deitado, doía tudo! Jogador de futebol sai de campo quando tem câimbra em uma perna, imagina eu com câimbra em tudo quanto é músculo? Até nos dedos tive câimbra nos dois primeiros dias, quando fui tentar escrever o diário da viagem. 
    Gosto de viajar a pé por aí, principalmente quando é pela estrada real. Ar puro, natureza, gente bacana e hospitaleira pelo caminho. Viajar a pé pela Br nem pensar, é muito cansativo, principalmente por causa do calor refletido no asfalto. A pé na estrada de terra a gente contempla mais o caminho, faz reflexões, tem algo de espiritual nessa aventura que não tem como explicar. Só quem viaja ou viajou sabe o que estou tentando falar. 
    Mas a pé tem seus perrengues: o cansaço, o barro quando chove, dores musculares e nas articulações. Mas, se soubermos o nosso limite, dá para viajar numa boa. No meu caso infelizmente quebrei o dedão do meu pé e vou continuar as viagens de bike. 

O teste drive
    E viajar de bike deve ser muito bom. Andei hoje 28km e tive uma sensação gostosa nas descidas fortes. O vento na cara, a velocidade dá uma adrenalina legal. Ao contrário da caminhada, não podemos pensar em muita coisa, temos que estar concentrados na descida, pois se errarmos o acidente pode ser complicado e causar muitos ferimentos. A sensação é um pouco parecida de estarmos em uma montanha russa. 
    Já nas subidas, a musculatura da coxa é muito exigida. Parei algumas vezes, para beber água também. Andar de bike exige um pouco também da condição aeróbica da pessoa. Mas a vantagem de andar de bike é que dá para forçar na subida e depois descansar andando em uma descida ou então pedalando de leve em uma reta. Como foi o primeiro passeio de bike, ainda senti um princípio de câimbra no músculo da coxa e em algum músculo do dedo do pé. Mas nada de mais grave. Com o tempo irei pegar o ritmo e poderei fazer uns 60km por dia, se bem que pressa não vai ser o tom de minhas viagens, pois quero curtir o caminho, principalmente na estrada real. 
    Nesse passeio até a lagoa da Pampulha tive que andar por uma Br, que estava movimentada por causa do feriado. Os caminhoneiros e os motoristas de ônibus me respeitaram como ciclista, não tive nenhum problema. Foi legal andar de bike pela BR, senti um astral legal ao ver aquelas placas indicando as cidades, ver os postos de gasolina. Acho que também vou curtir essas viagens pelo asfalto, pois pretendo ir para praia e depois ir para o norte do país, se tudo der certo e o esquizo aqui aguentar, pois este mês completo 50 anos, apesar de sentir que tenho menos. 
    Samy aguentou bem a viagem, não apresentando nenhuma falha e andando bem nas curvas, retas e subidas do caminho. Ela não é a bicicleta ideal para esse tipo de viagem, mas também não posso comprar uma bike cara para assim atrair a atenção dos meliantes e ser roubado. Mas ela é como se fosse uma amiga, que irá de agora em diante ser minha companheira aonde eu estiver. 
    A partir de agora sou um "pedarilho". Não tenho certeza se viajo no início de outubro ou então espero o período das chuvas passar em março do ano que vem. Vamos aguardar
    Quem tiver uma câmera compacta e que não esteja mais usando por que adquiriu um bom celular entre em contato comigo, pois tenho a intenção de comprar uma, pois celular bom atrai muita a atenção das pessoas.
    Não sei se é uma forma de escapismo, de fugir de toda essa loucura da cidade grande ou seja lá o que for. Só sei que parece que tenho isso no sangue, desde pequeno gostava de andar, me lembro que cheguei a ficar perdido algumas vezes aqui em Belo Horizonte, quando tinha por volta de uns doze anos. Naquela época tudo era mais tranquilo e me lembro que uma vez uma mulher estranhou ao me ver dando voltas por um bairro bem distante  de onde eu morava. Me perguntou o que eu estava fazendo ali e respondi que estava perdido. Ela me levou até uma praça e esperou o ônibus chegar e pagou minha passagem de volta para casa.
     Não irei abandonar o blog, que ajudou a dar sentido à minha vida. Mesmo viajando pelos rincões do nosso país, estarei postando minhas aventuras. Claro que se o local tiver internet. 

Chamem os loucos

 
    Chamem os loucos para governarem o mundo, por que os normais não estão dando conta não.
    Ontem não fiquei tão chocado com o que ocorreu com o candidato á presidência da república Jair Bolsonaro. Infelizmente estamos meio que acostumados à essa onda de violência que está tomando conta de nosso país. Coisas piores estão acontecendo por aí e a rotina desses crimes nos deixa um pouco anestesiados.
    O que me deixou mais triste ainda foram os comentários das pessoas, apoiando uma tentativa de assassinato em um país "democrático".
    Se matar, mentir, roubar, agredir é normal, posso dizer que sou louco sim. Louco por viver em um mundo mais justo e sem violência. Prefiro viver no meu mundo, por que o mundo real está uma merda. Vivo no mundo da lua, por que se eu viver 24 horas por dia neste mundo aí sim piraria de verdade.
    Não me adaptei à realidade, a loucura seria uma negação desse mundo cruel?
    No início tinha vergonha de dizer que tenho esquizofrenia, mas depois do que aconteceu ontem definitivamente estou me achando a pessoa mais normal do mundo. Não me refiro somente ao crime, e sim o que foi dito nas redes sociais, inclusive por profissionais da saúde mental, apoiando uma tentativa de assassinato.
    Chamem os loucos, os normais estão acabando com o mundo.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

The Good Doctor-Download



    Muitas pessoas se interessaram por esta série. Abaixo links para baixar a primeira temporada completa. Para baixar este tipo de arquivo recomendo usar um programa chamado Free Download Manager. Abaixo o link para baixá-lo. É um ótimo programa, sem vírus e arquivos maliciosos. 
E, além de tudo o programa ainda baixa vídeos do youtube e outros sites. 

Sinopse e link para baixar a série
    Shaun Murphy (Freddie Highmore, de Bates Motel) é um jovem cirurgião com síndrome de Savant que se muda de uma vida tranquila no interior para se juntar à unidade cirúrgica de um hospital de prestígio. Sozinho no mundo e incapaz de se conectar pessoalmente com aqueles que o rodeiam, Shaun usa seus dons médicos extraordinários para conquistar seus colegas e salvar as vidas dos pacientes.


   Quem preferir pode assistir online também, não tendo o trabalho de baixar as legendas e depois inseri-las na hora de visualizar o vídeo.
 1º Passo


2º Passo

Depois é só aguardar


domingo, 26 de agosto de 2018

Dia do psicólogo

   
    Para alguns, o psicólogo é o profissional que te ajuda a ficar bem, ouve com paciência tudo o que você tem para dizer, seus dilemas, suas paranoias e tudo mais. E também te dá conselhos que te ajudam a resolver esses problemas. 
     Outros já não pensam assim: dizem que psicólogo é para loucos, que esses profissionais recebem muita grana só para ouvir nossas conversas e que nada é resolvido em uma sessão. Pode até ser impressão minha, mas sinto que boa parte dos homens pensa que psicólogo é frescura, coisa de mulher que não tem nada o que fazer. Não sei dizer a porcentagem, mas creio que ainda hoje em dia boa parte dos pacientes dos consultórios de psicologia sejam mulheres. Aliás cerca de 85% dos profissionais dessa área são mulheres. 
    No meu caso em particular, sempre idealizava as psicólogas: fora do consultório também seriam mulheres lindas, perfeitas, compreensivas e que nunca ficariam zangadas, mesmo estando com TPM. Aliás, nem teriam TPM. Assim até o esquizo também queria casar com essa mulher perfeita, que não se zangaria ao ver a bagunça do meu quarto, de me ver tomando água na boca da garrafa, e que não se chatearia com o meu humor matinal. Sempre estaria pronta para me ouvir com aquela voz calma e serena. 
    Mas, para a felicidade geral da nação a perfeição não existe. Os psicólogos são seres humanos como nós, e também têm seus problemas. São pessoas que estudaram para nos ajudar a resolver nossas questões. Podem apenas nos ajudar a nos entender e a entender nossos dilemas, mas eles não têm o poder de nos fazer sentir a melhor pessoa do mundo, quando temos problemas financeiros, por exemplo. 
psicólogos podem atuar em várias áreas. 

    Psicólogos não são para os loucos, eles podem atuar nas escolas, no ambiente esportivo, nas empresas, hospitais, postos de saúde, no Detran, etc... Também podem ajudar na questão da escolha de qual curso o estudante deve escolher. Não deve ser fácil escolher uma profissão que vamos seguir o resto de nossas vidas quando temos apenas uns 17 anos. Acho que muitas pessoas se desiludem com muitas profissões com o passar do tempo. E, por falar em tempo, hoje em dia até psicólogo para cachorros está tendo...
    Não sei se psicólogos são profissionais comuns nas delegacias e nos batalhões de polícia, mas se não for deveria ser, afinal o policial vive todo dia lidando com o ser humano. Às vezes o policial é chamado para atender uma ocorrência,  a tal desinteligência. E se for uma briga de casal às vezes uma simples conversa pode resolver não sendo necessária uma ida à delegacia. 
    A seleção da Alemanha que jogou a copa do mundo de 2014 no Brasil teve acompanhamento psicológico e o resultado todos nós já sabemos né? Mas psicologia não ganha jogo, apenas ajuda, já que a própria Alemanha teve um rendimento pífio na copa de 2018. Temos que cuidar da cabeça e dos pés também.
psicólogos não são apenas para ficar nos ouvindo

     No meu caso em particular, os psicólogos não me ajudaram muito, principalmente na questão da esquizofrenia. Quando tive meus primeiros surtos, o mundo parecia ter vido abaixo: estava muito assustado, e pensava que toda aquela loucura era de origem espiritual e vivia procurando igrejas para tentar solucionar o problema. 
   Nas consultas as psicólogas apenas me ouviam e anotavam algo em um pedaço de papel. Sei que é difícil de fechar um diagnóstico e dizer "na lata" que uma pessoa tem esquizofrenia, por causa do estigma e o preconceito que cerca esse transtorno. Mas aí fica a dúvida: é melhor ficar fazendo o tratamento sem o conhecimento da doença ou se informar sobre o assunto para assim começar a se conhecer melhor? 
    Mas não é por que não me ajudou é que penso que não poderá ajudar outras pessoas. Cada um tem sua maneira de ser e pensar e de agir. E, como em todas as profissões existem os bons e maus profissionais. Existem sim bons psicólogos e para eles vai esta singela homenagem no seu dia. 

sábado, 25 de agosto de 2018

Samy minha amiga e companheira

    Quando a encontrei ela não estava nada bem. Mal conseguia andar. Ninguém cuidava dela e estava jogada em uma casa. Foi paixão à primeira vista e resolvi cuidar dela. 
    Não tinha experiência no assunto e procurei vídeos no youtube sobre como recuperá-la e deixá-la bem novamente. 
     Fiz um empréstimo no banco e comprei o que foi necessário para deixá-la bem. Não foi fácil, mas, com muita insistência aprendi como cuidar dela. 
    Aos poucos ela foi melhorando e começou a andar. No início com alguma dificuldade, mas, após os cuidados necessários começou a andar melhor e até a correr como antigamente. 
    Hoje ela está bem ainda falta alguns cuidados necessários para ser como era antes, mas tenho certeza de que tudo vai dar certo com a Samy.
    Fui passear com ela por 2km e ela adorou e não teve nenhum problema. Havia recuperado a energia e o vigor de antigamente.  
    Hoje não separo dela por nada e vamos passear pelo Brasil inteiro! Ela é a Samy, uma bicicleta que comprei usada e que estava com muitos problemas, mal dava para andar nela.
    O bom de tudo é que comprando uma bicicleta usada e com muitos problemas acabei aprendendo a fazer uma boa manutenção na magrela. 
    Não vou pintá-la pois pode atrair a atenção dos larápios. 
    Essa é a vida de um fóbico social, onde objetos acabam tomando conta de nossos corações. Tenho um carinho enorme pela TV LCD que comprei com muito custo, pelo notebook CCE que comprei em São Paulo e que tive que apanhar muito para não ser assaltado. Ele é CCE mas é meu amigo. Pensei até em vendê-lo para comprar um melhor, mas foi uma dificuldade em criar o anúncio. Fiquei com um afeto muito grande pelo notebook que resolvi fazer um upgrade e trocar a memória, o HD e o processador. Hoje ele funciona muito bem para minhas finalidades. 
My friend, Chimbinha
    Gosto também de animais e se pudesse teria um cachorro. Até tive quando estava nas minhas andanças. O encontrei no parque ecológico e, no inicio não atendia ao meu chamado. Ficava parado, indeciso, provavelmente já tinha sofrido na mão de algum ser humano. Mas, um dia finalmente Chimbinha se aproximou de mim e nos tornamos grandes amigos. Não desgrudava de mim de jeito nenhum. Todo dia de manhã me aguardava no parque e corria velozmente ao meu encontro. Sempre trazia um bocado de ração e pão molhado com café com leite que ele adorava. Com o tempo foi ganhando peso e estava muito serelepe, pulando até a cerca e nadando na lagoa onde ficavam os patos. Ele tinha uma impulsão muito boa. 
    Ele então marcou território no parque e não deixava ninguém passar perto de mim. Latia pra caramba até assustar os transeuntes e voltava olhando para mim, como que pedindo aprovação pela proteção que ele estava me dando. A verdade é que eu que dava proteção para ele, pois na verdade Chimbinha era muito manso e medroso. 
    Mas, voltando a Samy, tenho certeza de que seremos grandes amigos e iremos viajar juntos por boa parte do Brasil. Cuidarei dela e ela me levará para lugares que não poderia ir, pois meu dedão do pé esquerdo está quebrado. Espero que não a roubem quando estiver dormindo na minha barraca após um longo dia de pedalanças. 
minha amiga Samy

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Doutor Google

     Um dos temas mais polêmicos atualmente na questão da saúde é o tal do Dr. Google. Quem nunca consultou o motor de buscas para saber mais sobre alguma doença que supostamente acha que tenha, só por que está sentindo uma dorzinha no corpo, um desconforto abdominal, uma febre, um cansaço não muito comum... Acho que os hipocondríacos adoram consultar o Google, ou melhor, os cybercondríacos, os chamados hipocondríacos virtuais. 
    Muitos adoram, outros já não gostam tanto, afirmando que existem inúmeros riscos em se consultar sites de origem duvidosa. Mas por que as pessoas preferem consultar a internet do que uma pessoa que estudou o assunto por vários anos?
    A resposta é óbvia: a praticidade e falta de opção mesmo. O ideal seria irmos ao médico após marcar uma consulta no posto de saúde. Essa consulta não deveria demorar tanto tempo para ser realizada após a marcação. O posto de saúde não deveria ter tantas filas assim e os funcionários não deveriam ter tantos motivos para ficarem estressados. Deveria ter um pouco de conforto no local: água gelada, boa ventilação, etc... . O médico deveria ser paciente, e não a gente. Deveria fazer todas as perguntas necessárias, ter o tempo necessário para se fazer um atendimento decente, e não apenas cinco ou dez minutos, como geralmente acontece no SUS. Com base nos relatos do paciente e após uma análise, o médico deveria então pedir os exames necessários, que também não deveriam demorar muito para serem feitos. (exames mais complexos costumam demorar meses e até anos...). E então, com base nos exames, o tratamento seria feito com medicamentos com preços acessíveis ou então fornecidos pelo estado, caso sejam muito caros e o paciente não tenha condições de comprá-los.
por que procurar o Dr. Google? E por acaso está tendo o Dr "Real"? 

    Mas infelizmente estão não é a realidade no atendimento na saúde pública na maioria das cidades Oras, estamos no Brasil, onde a virose é diagnóstico para quase tudo.... Muitos hospitais estão sucateados, sem aparelhos. Filas enormes, erros médicos, paciente tomando injeção na veia... Não tem como, o jeito é consultar o Dr. Google mesmo. Poderia fazer um post mais extenso, mas a explicação para esse fenômeno é simples e a imagem acima já responderia por si só: o atendimento pelo SUS não é o adequado, seja na saúde mental, ortopedia, etc... Estou com o dedão do pé quebrado desde 2014 e fui em vários médicos pelo SUS e nem exames pediram.. Um ortopedista sequer examinou o meu pé e me receitou antiinflamatórios.... E a consulta demorou meses para sair. Enquanto fiquei esperando o tratamento ou a operação sair e minhas articulações ficaram bastante prejudicadas. Hoje sei que tenho que operar meu dedo do pé, mas a fila no sus para esses procedimentos na ortopedia está enorme. Consegui um atendimento gratuito em uma rede e foi constatada a fratura no dedo, fratura essa que os médicos do sus indicavam pomadas, fisioterapia e medicamentos...
 

Minha experiência com o Dr. Google
     Surtei gravemente pela segunda vez no ano de 2002. Fui parar nas ruas por causa de uma mania de perseguição absurda. Fiquei morando nas ruas por um período de cinco meses. Tive a sorte de ser  muito ajudado pelas pessoas que encontrei por esse difícil caminho e aos poucos fui me recuperando. Só estava com uma dúvida enorme: o que era aquilo o que eu tive? Seria alguma droga que alguém havia colocado em minha comida ou bebida? Ou seria algo espiritual? E se voltasse tudo de novo?
    Após refletir muito, resolvi procurar ajuda médica. Na primeira tentativa o psiquiatra chegou a me ouvir por uns vinte minutos, diante de um estranho, que talvez fosse um paciente. Mas ele disse que não poderia me atender, pois, como estava morando nas ruas, não tinha um endereço fixo. Me desculpe, mas esse médico é um pouco desprovido de inteligência ou sei lá o que... Se o motivo de parar nas ruas foi o transtorno, então teria que melhorar sozinho, voltar a trabalhar e novamente ter um endereço fixo para ser atendido?... Nota zero para esse primeiro atendimento.
    Na recepção do posto de saúde disse em um tom de voz moderado (não cheguei a gritar) que meu endereço então seria a entrada daquele lugar e que só sairia dali caso fosse atendido. As atendentes falaram que eu era doido e então me indicaram o Cersam do bairro Padre Eustáquio, aqui em Belo Horizonte. Andei cerca de 5km até chegar lá, e a enfermeira, ao me ver, disse que ali não era o meu lugar. Talvez por estar andando com roupas limpas e estar com a barba feito e o cabelo cortado.. Ou seja, com apenas um olhar a enfermeira já fez um diagnóstico...
Nem nota zero merece esse atendimento pelo simples fato de não ter sido atendido. 
   Bateu um certo desânimo em mim e já estava sem saber o que fazer. O jeito foi então voltar para o posto de saúde. Lá, após muita insistência e dar um piti (às vezes temos que dar piti para sermos atendidos pelo SUS) me indicaram um outro posto de saúde, distante uns 3km. Fui correndo para lá, na época estava com uma disposição incrível. Mas, para decepção minha, a consulta seria realizada em 60 dias. Ou seja, teria que esperar dois meses nas ruas para ser atendido. Na época havia um abrigo para morador de ruas em Belo Horizonte, chamado Tia Branca, mas o local era muito sujo, os cobertores tinham mau cheiro e era melhor dormir nas ruas mesmo. E, para piorar a situação, esse abrigo ficava perto de um dos lugares mais perigosos de Belo Horizonte: a pedreira Prado Lopes, onde há um intenso tráfico de drogas. Uma noite  teve um tiroteio bem perto e parece que algumas balas caíram lá dentro. 
    Depois de dois meses de espera, o dia da consulta havia chegado. Estava esperançoso, finalmente iria descobrir o que havia acontecido comigo e iria começar o tratamento. Mas, já na fila, uma outra decepção: as pessoas entravam e não ficavam no consultório não mais do que uns cinco ou sete minutos. Fiquei um pouco ansioso, afinal como iria explicar tudo o que havia me acontecido em tão pouco tempo?
    Quando chegou a minha vez, outra decepção: fui atendido por um psiquiatra frio, que sequer olhou para mim. Fez algumas perguntas e logo me receitou um antipsicótico chamado melleril. Ele também era um pouco impaciente, pois não respondeu minhas perguntas. Também me receitou um ansiolítico pois estava me queixando de noites mal dormidas. Sequer me avisou sobre os riscos de dependência física e psicológica que os diazepínicos podem causar. Hoje sou dependente dessa droga e com muito custo estou conseguindo parar. Minha memória recente está péssima. Se na época tivesse acesso à internet teria consultado o Dr. Google e saberia que poderia ficar viciado nessa droga lícita...
    E assim fiquei por vários anos, na dúvida sobre o que eu tinha, pulando de igreja em igreja para tentar expulsar os supostos espíritos que estavam me atormentando. As psicólogas apenas me faziam perguntas e anotavam tudo em um pedaço de papel... Só fui ter contato com o CID da esquizofrenia (F20) quando já não tinha mais condições de trabalhar, pois havia tentado várias vezes voltar ao batente após o meu primeiro surto grave. Na época ainda não sabia usar um computador e o jeito foi pesquisar na biblioteca da cidade. Não fiquei revoltado ao saber que o que tinha era chamado de esquizofrenia, pois comecei a encontrar respostas para muitas dúvidas sobre o meu comportamento e jeito de ser. Às vezes é preciso surtar para começarmos a entender certas coisas. 
     Quando consegui o auxílio doença, resolvi fazer um teste: fazer um cursinho de informática, pois pensava que esquizofrenia era sinônimo de incapacidade de realizar várias coisas, até de pensar mesmo. Tinha vários preconceitos sobre esse transtorno, por isso não culpo tanto as pessoas que tem um pouco de preconceito. Comprei um PC em doze suaves prestações nas Casas Bahia e comecei a entrar nas comunidades do orkut sobre esquizofrenia e outros transtornos mentais. Saber que não era a única pessoa do mundo a ter aqueles sintomas me ajudou bastante. Comecei a fazer amizades e a trocar experiências com outros portadores de esquizofrenia. Aprendi muito nesse convívio virtual. E comecei a acessar alguns sites sobre o assunto, que no início não curti muito pois usavam uma linguagem muito científica. De complicado já basta o transtorno né?
    E assim fui me informando mais e mais sobre a esquizofrenia. A informação é a melhor arma para se aprender a conviver com essa situação, Tem sites confiáveis na internet sim. E, modéstia à parte, o blog que escrevo é um deles, pois procuro, com responsabilidade, passar as minhas experiências e assim ajudar as pessoas. Atualmente não tomo com frequência os antipsicóticos(somente em casos extremos), mas não é por isso que saio por aí recomendando à todos que façam o mesmo. Um blog feito por um portador não chega à um milhão de visualizações por acaso. Recebo algumas criticas, mas são minoria, fico muito feliz e lisonjeado por receber inúmeras mensagens de apoio e elogios ao meu trabalho.


        Infelizmente muitos profissionais da saúde mental pensam que quem tem que ser paciente somos nós. A verdade é que são eles que têm que ter paciência. Afinal estudaram para entenderem como funciona a mente, o cérebro do ser humano. Ou não sabiam que iriam ter que ficar o dia inteiro ouvindo as dúvidas dos pacientes? Se muitas pessoas procuram tirar alguma dúvida com um portador de esquizofrenia é por que certamente não obtiveram respostas nos consultórios.... Não é uma crítica generalizada, me refiro aos maus profissionais da saúde mental, assim como em qualquer área existem sempre os profissionais que não se dedicam como deveriam à sua profissão. E muitos infelizmente colocam o interesse financeiro acima de tudo.
    Então, infelizmente, posso dizer que o Dr. Google só me fez bem. Se eu fosse bem atendido provavelmente nem teria começado a procurar na internet soluções para os problemas que vinha e ainda venho enfrentando. No facebook existem inúmeros grupos de transtornos mentais, com milhares de pessoas cheias de dúvidas e receios que não foram esclarecidos devidamente pelos médicos.
    Crítico muito o SUS, mas não os funcionários. Sei que existem sim bons profissionais no SUS e muito  bem intencionados, mas infelizmente a estrutura não os permite terem um bom trabalho e atendimento aos pacientes.
    Para finalizar, sim, o Dr. Google é válido sim, desde que o usemos com responsabilidade e soubermos filtrar o que pode e o que não pode nos beneficiar. A internet não é ruim, ruim são algumas pessoas que fazem parte dela. Na vida real podemos filtrar nossas companhias e nos afastar de pessoas que não nos querem bem. Assim também é no mundo virtual, e é até mais fácil, com apenas dois cliques podemos evitar pessoas que não nos fazem bem.