04/08/2024Domingão da preguiça em São João-GO
| Sombra e água fresca.... |
Como acontece em todas as cidades não muito grandes, a noite foi boa e sossegada, sem ninguém para me apoquentar. Fez um friozinho gostoso e dormi bem.
Como todos os domingos, em casa ou viajando, acordo com aquela vontade de fazer nada. Ou seria vontade de não fazer nada? Mas, se o nada é nada, como irei fazer o nada?
Bem, deixando essas questões filosóficas de lado, fui tomar o café em uma pequena padaria que fica atrás do posto de gasolina. É pequena, mas tudo é muito gostoso. Os bolos, o pão de queijo, o pastel,etc...
Como é domingo, resolvo permanecer em São João D’Aliança por dois motivos. O primeiro, como já expliquei, domingo é o meu dia da preguiça. E o segundo motivo, o mais importante, é que Alto Paraíso, como toda cidade turística, tem o seu maior movimento nos finais de semana. E, como sou avesso à muvucas, pretendo chegar lá na segunda feira. Durante a minha fase new age, fui em São Thomé das Letras diversas vezes, para tentar encontrar algum gnomo, um ser da natureza ou até mesmo um extraterrestre, criaturas que existem relatos de serem vistas por aquelas bandas com frequência.
E sempre ia fora da temporada, ou seja, não ia nas férias. E ficava uns cinco dias, chegando na segunda de manhã e saindo na sexta, também de manhã. E ficava andando que nem um louco para respirar aquele ar puro.
Então, foi o segundo domingo da viagem que parei para descansar as canelas. Um dia tranquilo, numa pacata cidade do interior de Goiás. Pouco conversei, apenas um caminhoneiro se aproximou e disse que seu filho também é ciclista, que sai viajando pelo país afora. Ficamos conversando um bom tempo, ele disse que não queria que o filho viajasse de bike, por causa dos perigos na estrada, mas que não poderia contrariá-lo pois ele já é adulto. E também disse que se ele se sente bem fazendo isso, não iria impedir. Fiquei comovido com a atitude dele. Não deve ser fácil para um pai deixar o filho sair por ai pelas estradas do Brasil E não só as estradas que são perigosas, as pessoas são perigosas.
E passo o dia debaixo de uma árvore, além do caminhoneiro, apareceu um dog para me fazer companhia e se abrigar do sol Muita tranquilidade, apenas na lanchonete e no posto alguns carros paravam, vindo de Alto Paraíso, as pessoas retornando para suas cidades depois de visitar a cidade mística.
Aproveito para descansar bastante, lavando algumas roupas e ficando quieto. Me disseram que a viagem até Alto Paraíso é 80% de serras difíceis. E são 70km. Então planejo sair bem cedo, pedalar 35km de manhã, e mais 35km de tarde. Já sei que irei encontrar um restaurante mais ou menos na metade do caminho.
Não tenho GPS e costumo dizer que o meu GPS são Gente e Pessoas Solícitas que encontro pelo caminho. E são melhores do que o equipamento, pois além de uma boa conversa, nos dá dicas sobre o caminho que o GPS não nos dá. Coisa de cicloviajante raiz.
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